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Papo com Galvão Bertazzi, autor da série Vida Besta: “Minhas tiras são um catálogo dos demônios internos que perambulam ao meu lado e dentro de mim”

A coletânea de tiras da série Vida Besta chega às lojas especializadas em quadrinhos 20 anos após Galvão Bertazzi comprar o domínio www.vidabesta.com. Com exceção de alguns breves períodos de hiato, o site continua na ativa desde o final da década de 90, apresentando em tons de vermelho, amarelo e laranja um pouco dos demônios internos do autor.

A publicação lançada pelo selo Pé de Cabra tem 64 páginas, introdução do quadrinista, músico e pesquisador Marcio Paixão Jr. e reúne as tiras mais recentes de Bertazzi, produzidas entre 2018 e 2019, sendo parte delas inéditas.

“Deve ter sido o choque com essa realidade medonha em que nos metemos”, cogita o quadrinista em relação à inspiração que o levou a retomar o ritmo quase diário de produção da Vida Besta entre o final de 2018 e o início de 2019 e impulsionou a impressão da coletânea.

Apesar de apresentado pelo editor Panhoca como a reunião das tiras mais recentes de Bertazzi “focadas no ódio, na mediocridade humana e na desesperança crônica do amanhã”, o autor diz ver essa leva recente de tiras impressa no livro funcionando “numa esfera muito mais pessoal do que sócio-política”.

“Mas obviamente a coisa toma seus próprios rumos e eu não posso mais controlar a leitura que fazem do meu trabalho”, pondera Bertazzi. No papo a seguir o quadrinista fala sobre falta de esperança, hipocrisia, religião, técnicas e o uso de botas. Sim, botas. Conversa bem boa, saca só:

“O apocalipse está acontecendo bem diante dos meus olhos, mas eu fui surpreendido de chinelo. Estou estupefato e não tenho pra onde correr sem machucar os pés”

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

Uma pergunta constante nas entrevistas do Vitralizado diz respeito à nossa realidade. Desde o dia 1º de janeiro de 2019 o Brasil é governado por um presidente de extrema-direita, militarista, pró-tortura, fascista, misógino, machista, xenófobo, homofóbico e racista que reflete muito do que é a nossa sociedade hoje. Levando tudo isso em conta, geralmente eu pergunto pros autores se eles são otimistas em relação ao nosso futuro, mas acho que a Vida Besta deixa explícito o seu pessimismo em relação ao Brasil e ao mundo. É isso mesmo? Você tem alguma esperança de mudança e/ou melhoria para a nossa realidade?

Vejo uma esperança, sim. Esperança que um meteoro caia mês que vem na Terra e destrua logo isso aqui, porque olha… Do jeito que a coisa anda, ter algum tipo de otimismo beira a loucura.

Pra começo de conversa, você precisa entender que eu sou um cara que até pouco tempo atrás ficava de botas dentro do apartamento, o dia inteiro. Eu ficava de botas porque acreditava que se algum tipo de catástrofe acontecesse, eu estaria preparado pra sair correndo ou caminhar por sobre os escombros em segurança. Pode parecer piada, mas isso é verdade! Foram anos de terapia pra dar uma aliviada nessa tensão constante de que algo muito ruim pudesse acontecer a qualquer momento. E vejam só, eu estava certo. O apocalipse está acontecendo bem diante dos meus olhos, mas eu fui surpreendido de chinelo. Estou estupefato e não tenho pra onde correr sem machucar os pés.

Resumindo. Não tem essa de “otimismo” não. Os canalhas venceram de vez! Fim.

P.S.: Mas não deixaremos eles em paz!

“Existe um quê de diversão masoquista no ato de se fazer as tiras

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

O editor da coletânea, Panhoca, me falou que esse livro é “só o ódio do Galvão”. Você acha essa uma boa síntese do que é essa obra?

Cara, não acredite nas coisas que o Panhoca fala. Ele mente pra vender livros, sabe? É praxe entre os grandes editores de livros esse tipo de coisa. Não é “só ódio” que me move. Tem o medo, o rancor, o desprezo, um sentimento de vingança latente. Mas a grande verdade é que existe um quê de diversão masoquista no ato de se fazer as tiras. É um exercício desafiador ( ou estúpido ) abrir os braços pro caos, ao invés de somente denunciar, alertar e fazer alarde. Tenho plena consciência que eu também sou , de certa forma, responsável por toda essa merda instaurada. É angustiante, mas ao mesmo tempo me faz desenhar com um pouco mais de liberdade pra criticar qualquer lado e dar risada de mim mesmo também. A chave de tudo é isso: rir de nós mesmos.

Consigo abordar esses desastres que se passam na minha cabeça e ao meu redor de forma pseudo natural, eu acho. O mais curioso é isso: não acho o Vida Besta engraçado, sabe? Eu queria fazer as pessoas chorarem. Mas sabe como é, os fracassos a gente não escolhe….

“Me divirto desenhando uma realidade onde os pensamentos mais obscuros pipocam pela boca de cada personagem sem nenhum pudor”

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

O Panhoca também me falou de três alvos principais desses quadrinhos da Vida Besta: religião, política e a mediocridade da classe média. Qual desses três temas te causa mais repulsa hoje? Qual desses três tópicos mais te incomoda e você sente mais necessidade de tratar?

Aqui eu preciso pontuar um aspecto importante do meu trabalho pra que ninguém nunca me acuse de hipocrisia quando eu ganhar meu primeiro prêmio Eisner, na categoria “Quadrinhos desnecessários para a humanidade”. O Vida Besta fala muito mais sobre mim, o Galvão Ser Humano Bípede e Cretino do que sobre as pessoas ao meu redor. Minhas tiras são um catálogo dos demônios internos que perambulam ao meu lado e dentro de mim.  

Eu tenho um apreço especial pelo tema religião. Só pra resumir: fui criado no berço de uma família católica que aos poucos foi, sorrateiramente, se debandando pra igreja evangélica. Os rituais da igreja católica eram demasiado apáticos naquela época, chatos e insuportáveis e o espetáculo circense e pirotécnico dos evangélicos levou todo mundo pra uma alegria demente e duma hora pra outra estavam todos falando na língua dos anjos e recebendo recados secretos do próprio Jesus.  Esse movimento foi muito esquisito e, graças a deus (ou ao capeta ), fui salvo pela maconha, o vinho barato e o rock vagabundo na hora certa, e aí consegui me abortar da família nesse aspecto.

Você precisa entender que brincar com Jesus, Deus e o Diabo é algo muito pessoal. Tem um peso muito forte pra mim, pois durante muito tempo foi desafiador fazer piada ou deboche com algo tão “sério”, sabe?  Hoje eu tenho a plena consciência que, tendo me libertado desses receios há muito tempo, eu acumulei muita munição pra usar nos dias atuais, quando parece que estamos caminhando de volta aos tempos sombrios da idade média inquisitória. Então ainda teremos muito capeta e piroca, sim senhor.

Por outro lado, deve dar pra contar nos dedos o número de tiras pontuais sobre política. O lance é que eu não gosto de desenhar sobre política. A verdade é que eu não entendo NADA de política. Nunca entendi e meus esforços pra ter alguma clareza só me deixam mais confuso. Eu sou o sujeito na mesa de bar que fala bobagens sem sentido e é repreendido, tanto pelos amiguinhos da esquerda quanto pelos amiguinhos da direita ( é, eu tenho amiguinhos de direita ).  Se você acompanha meu trabalho, vai perceber que quando o assunto é política a análise é rasa e quase sempre termina em algo como “vai tomar no cu, ( coloque aqui o nome do seu político preferido )”, ou com algum personagem tacando fogo ou explodindo tudo. A fórmula que eu achei pra falar sobre política é focar no inconsciente coletivo, no que as pessoas comuns pensam, fingem não pensar e sintetizo isso tudo num desabafo quase sempre fatalista. Parece funcionar.  

O meu foco sempre esteve nas relações humanas e suas nuances. Me divirto desenhando uma realidade onde os pensamentos mais obscuros pipocam pela boca de cada personagem sem nenhum pudor, e todos eles se resolvem de forma natural e patética, porque sabem que são todos iguais em seus medos, preconceitos, ganâncias e etc. Meus personagens são seres perdidos e sem rumo, como eu e você.  

A gente sabe que depois de 2013 a caixa de pandora foi aberta. Desde então eu nem me esforço muito pra tentar desvendar o que se passa na cabeça de mais ninguém. Já ficou tudo escancarado e meu único trabalho vem se tornando quase que obsoleto. Tudo que preciso fazer é repetir o que dizem e desenhar na tira ou no cartum. Nunca foi tão fácil! E é por isso que a classe média é um prato cheio pra me lambuzar. O fomento pra bizarrice é infinito.

De vez em quando acontece de conhecer pessoalmente alguém que já segue meu trabalho há um tempo e ouvir um “ah, você é assim, mas eu achei que era mais…”. Acho que pelo teor das tiras, muita gente tem uma imagem fictícia de mim. Algo como um revolucionário anarquista com coquetel molotov na mão ou coisa parecida. Mas não… Eu sou esse cara sem graça das tiras. Só isso. Puf!

“Tem dia em que eu desenho uma única tira e tem dia em que produzo umas 10 ou 15 de uma só vez”

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

Te faz bem dar vazão ao pessimismo e à repulsa que você dá a entender que sente pelo mundo e pelo Brasil? É saudável pra você criar em torno desses temas?

Não é bem uma questão de fazer bem ou não. Eu simplesmente faço e é um pouco difícil discorrer sobre como funciona esse processo. Tem dias em que eu desenho uma única tira e tem outros em que produzo umas 10, 15 tiras de uma só vez. Isso me cansa, sim. A cabeça fica exaurida, a mão dói. Mas quando isso acontece é muito bom. Me sinto útil em minha inutilidade. Eu tenho esse compromisso com minha produção e isso me deixa em paz com o mundo em volta, porque no final do processo, parece que eu descobri algo novo! O que estou querendo dizer é que fazer as tiras ( desenhar de modo geral)  me ajuda a entender a mim mesmo e o mundo a minha volta. É um movimento constante de troca, que vai do micro pro macro e vice versa, tipo uma pulsação que funciona com mais intensidade quando estou desenhando (ficou bonito isso, hei? Vou usar na minha palestra de Coaching). E olha, eu desenho o tempo inteiro.

“Acho visualmente sedutor o vermelho do ladinho do alaranjado indo pro amarelinho e páááá, acontece a mágica”

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

Eu gosto muito das paletas de cores com as quais você trabalha. No caso da Vida Besta há esse predomínio de laranja e amarelo que dialoga com os ares infernais que você aborda. Como você pensa as suas cores? Como você define as paletas de cada trabalho?

Tenho essa tendência pros tons quentes. Acho visualmente sedutor o vermelho do ladinho do alaranjado indo pro amarelinho e páááá, acontece a mágica.  Essas cores foram escolhidas conscientemente em algum momento da minha pesquisa e fui lapidando e refinando a paleta.

Na minha cabeça parece mesmo que tudo está em chamas e essas cores me passam essa sensação no desenho. Parece que está tudo inserido num inferninho frenético, sabe?  Eu usei esse conceito descaradamente na capa desse novo livro. Gostei do resultado.

Mas tenho que admitir que morro de inveja de quem sabe usar o azul. Eu tenho uma dificuldade tremenda de usar cores frias. A VERDADE É QUE EU NÃO SEI USAR A PORRA DO AZUL!

“O capeta senta no meu colo e vai dando as ideias erradas”

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

Você pode me falar um pouco sobre as técnicas que utilizou nessas tiras da Vida Besta? Esses trabalhos foram feitos com tinta e papel ou é tudo digital? Você tem alguma preferência em relação às estruturas e materiais nos quais produz os seus trabalhos?

Faz uns anos que já aceitei que as tiras Vida Besta funcionam perfeitamente no formato digital. O Marcio Jr. captou muito bem no prefácio do livro essa minha urgência em desenhar e resolver a parada. Não tem muita firula, sabe? Eu desenho muito rápido no tablet e consigo manter um traço relativamente fiel ao traço no papel. Geralmente as tiras nascem no período da manhã, nas primeira horas de trabalho do dia. Acordo, passo um cafezão, ligo um som qualquer e sento na frente do computador e a coisa vai fluindo. É muito raro eu já ter uma ideia do que vou fazer antes de sentar. É praxe eu começar desenhando um bonequinho sem antes ter planejado o que ele vai dizer, com quem vai interagir e nem mesmo o cenário. E aí as ideias vão aparecendo.  O capeta senta no meu colo e vai dando as ideias erradas.

Um exercício que eu sempre faço é me imaginar entrando num ambiente novo, uma sala, num escritório, enfim…  E aí começo a ouvir as conversas aleatórias entre aqueles desconhecidos que estão ali. Do que estão falando, de quem estão reclamando e as ideias surgem. Eu digito tudo muito rápido, pra não perder a ideia. Acho que demoro mais tempo apagando e reescrevendo os balões do que no desenho em si. Eu sou meio afoito. Gosto de já terminar a tira e postar na web, e isso é um grande defeito. Se você reparar, as tiras da internet estão sempre cheias de erros de digitação, erros ortográficos horrorosos. Tudo isso por causa de uma dislexia bizarra e desse afobamento em terminar a parada e já mostrar pro mundo. Tive que pedir pro Panhoca, que é o editor do livro revisar UM MILHÃO DE VEZES cada tira antes de mandar o livro pra gráfica. E olha… até o último minuto ele ainda estava catando erro. 

É comum eu ficar MUITO tempo enfurnado na frente do computador e isso me deixa exausto também. Nos últimos anos consegui fugir um pouco do digital e voltar às raizes. Ando desenhando muito com caneta e aquarela, além de produzir uma penca de telas em formatos bem maiores que um papel. A tinta acrílica me responde à essa urgência de ter um trabalho pronto num curto espaço de tempo e me solta um pouco mais as mãos e as idéias. Tento fugir completamente dos “temas Vida Besta” quando pinto uma tela ou aquarela por exemplo. A coisa fica um tanto mais lúdica e é ótimo pra refrescar as idéias.

“Dei de presente pro mundo o meu bem mais precioso e o que eu ganhei em troca? Só desgosto”

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

Você publica seus quadrinhos na internet há um bom tempo, talvez esteja na leva inicial de quadrinistas e cartunistas brasileiros que investiu na internet para publicar seus trabalhos. Você consegue fazer um balanço de como era a internet no início dos anos 2000 para difusão de quadrinhos e tiras e como é hoje? Melhorou ou piorou? As redes sociais ajudaram ou atrapalharam?

Eu faço tiras de forma constante desde 1996. A internet tava tomando forma e eu achei nela uma forma de mostrar minha produção. Eu fritava nessa ideia, sabe? Ninguém me conhecia, eu não conhecia ninguém. E teve essa troca mágica e avassaladora. A internet era um mundo desconhecido e acho até que era mais legal antes, mesmo com suas limitações. Difícil não parecer nostálgico. Mas o que eu pensava era: “Estou aqui em Goiânia, ninguém me conhece, muito menos meu trabalho. Então vou comprar um domínio e divulgar meu trabalho”. E foi basicamente isso.

Fiquei pensando com meus botões, enquanto respondia essa entrevista e me liguei que eu despejei quase toda minha produção de tiras, desenhos e cartuns na internet esse tempo todo. Bicho, se a gente começar a contar desde 1999, que foi quando comprei o domínio www.vidabesta.com, vai fazer 20 anos, cara!  Eu não tinha feito essa conta ainda. Dei de presente pro mundo o meu bem mais precioso e o que eu ganhei em troca? Só desgosto.

Sabe que lá pelos idos de 2016, mais ou menos, eu havia decidido nunca mais desenhar tiras. Sei lá. Me deu uma daquelas broxadas homéricas e quase abri mão do domínio www.vidabesta.com. Mas aí, 2019 chegou e com ele veio essa vontade  enorme de fazer o Vida Besta de novo. Deve ter sido o choque com essa realidade medonha em que nos metemos. Pois bem, aqui estou.

“Faz um tempo que ando pesquisando um monte de coisas sobre ocultismo”

Uma das tiras de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

Você também tem um histórico de trabalhos editoriais para veículos impressos tradicionais, principalmente a Folha de São Paulo. Há uma crise crescente no mercado editorial. Essa crise impacta a sua vida profissional? 

Impacta sim. E eu não entendo muito bem, também. Sei que a maioria dos jornais impressos não publicam tiras em suas páginas, por exemplo. Eu tive a sorte de publicar tiras diárias por mais de uma década em dois veículos de circulação grande, em diferentes regiões do país. Era sempre legal. Eu ainda sonho em publicar tiras diárias num grande jornal, em especial na Folha. Quem sabe um dia.

Você pode recomendar algo que esteja lendo, assistindo ou ouvindo no momento?

Olha… eu posso recomendar o que não ler: as notícias de jornais ou redes sociais, por exemplo! Hahahha

Na verdade, ando lendo coisas bem fora do mundo dos quadrinhos ou qualquer coisa que remeta ao “mundo real”. Faz um tempo que ando pesquisando um monte de coisas sobre ocultismo, por exemplo. Lendo textos antigos, procurando coisas sobre alquimia e rituais de magia. Acho que tem a ver com uma busca interna por algum tipo de resposta, que o mundo real e as cosias racionais não conseguem me dar mais pistas. Cara… Eu ando de saco cheio do mundo real e acho que já teve gente que endoidou bem mais pesado sobre esses temas “místicos”. 

Na verdade, eu não sou uma pessoa de gosto refinado pra literatura, cinema e música, sabe? E aí eu coloco a culpa nos filhos pequenos pelo cansaço e confesso que a noite, eu e minha companheira sentamos no sofá e dormimos vendo qualquer bobagem em algum serviço de streaming qualquer.

Música pra mim é basicamente Rock Alternativo e Barulhento. Minha playlist orbita em volta de Sepultura com o Max ( SEMPRE COM O MAX ) e Pixies, indo de vez em quando pra Cartola, pegando a curva pra The Clash e the Who e aceitando de bom coração as Descobertas da Semana do Spotify.

A capa de Vida Besta, coletânea da série homônima de Galvão Bertazzi publicada pelo selo Pé de Cabra

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