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Angeli – The Killer: estreia sábado (15/4) a série em stop motion do Canal Brasil centrada na obra de Angeli

Sábado agora (15/4), às 23h45, estreia a excelente Angeli – The Killer, série em stop motion exibida pelo Canal Brasil sobre os personagens do Angeli. Assisti ao primeiro episódio da produção e escrevi sobre ele pra edição de abril da Monet da Editora Globo. O texto vem com algumas falas bem massa de um papo rápido que bati por email com o quadrinista e outras de conversas que fiz com alguns discípulos e adoradores do autor – Fabiane Langona (Chiquinha), Luciana Foraciepe, Douglas Utescher, Paulo Crumbim e Ricardo Coimbra. Recomendo bastante a série – sério, ri alto de alguns dos depoimentos do Angeli – e também uma lida na minha matéria. A íntegra do texto só na versão impressa, mas reproduzo por aqui os primeiros parágrafos. Ó:

Angeli sem crise

Um dos mais importantes quadrinistas brasileiros de todos os tempos tem suas taras, crises e paixões revistas em depoimentos animados com a técnica de stop motion

O quadrinista Angeli diz não se considerar um depravado, mas não vê problema em assumir o que chama de “uma quedinha pelos baixos instintos”. A revelação não deveria ser surpresa para ninguém quando expressa pelo criador de Rê Bordosa, Bob Cuspe, Skrotinhos, Mara Tara e outros dos personagens mais célebres dos quadrinhos brasileiros. No entanto, aqueles não iniciados na obra de um dos maiores e mais influentes quadrinistas nacionais de todos os tempos poderão tirar esse atraso com a estreia de Angeli – The Killer.

A série de 13 episódios apresenta uma versão animada em stop motion do ilustrador interagindo com outros de seus personagens, todos apresentados como bonecos. No primeiro episódio, batizado de Tara, Tabus e…Tubaína!, a exceção é a atriz Alessandra Negrini, em carne e osso interpretando a polêmica Mara Tara – uma presença mais que conveniente dado o tema da estreia.

“Pés femininos eu gosto bastante. Não preciso ficar lambendo, eu gosto de ver”, diz Angeli em uma série de revelações sobre seus gosto pessoais. “A bunda é um monumento, eu derrubaria tudo do Oscar Niemeyer pra colocar bundas no lugar”, afirma o protagonista em outro momento. Os depoimentos do autor são intercalados por participações constantes de seus personagens, dublados por artistas como Paulo Cesar Peréio (Bibelô), André Abujamra (Rhalah Rikota) e Milhem Cortaz (Bob Cuspe).

“Meu trabalho sempre foi voltado às críticas de costumes, comportamentos e a ideia de expor as falhas humanas – inclusive as minhas – e o humor foi um caminho para tal”, conta Angeli em entrevista à Monet. “Sempre busquei isso com certa acidez, numa tentativa de acertar a ferida e deixar cicatrizes. Não só com o riso mas também através da reflexão que tais críticas poderiam trazer”, diz o quadrinista.

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A matéria completa está disponível na edição de abril da Monet.

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