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Um teaser do novo projeto de Brian K. Vaughan no Panel Syndicate

Viu que o Brian K. Vaughan fez uma conta no Twitter? Pois é. Um dos grandes autores de quadrinhos dos nossos tempos, o roteirista de Saga já publicou algumas novidades nos seus primeiros instantes por lá. Além de uma foto do encadernado da versão impressa de The Private Eye, ele soltou esse teaser aqui em cima, do que deve ser sua segunda série no Panel Syndicate. Fico no aguardo por mais novidades.

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A versão impressa de The Private Eye

Sempre achei lindo o conceito de The Private Eye e do projeto Panel Syndicate, do Brian K. Vaughan com o Marcos Martin. A série foi mais um tremendo trabalho do meu roteirista preferido de HQs publicadas nos Estados Unidos e cheguei até a conversar com o Martin quando o Érico Assis e o Fabiano Dernadin traduziram o gibi pro português. Meu problema era pensar que não poderia ter uma versão impressa da série. Meus dramas acabaram: a Image anunciou que o título ganha uma edição em capa dura, cheia de extras, em novembro de 2015. No final das contas, é aquele negócio: paguei o quanto quis pela versão digital, não gastei muito e ainda terei a opção de comprar o título em papel em breve. Ninguém sai no prejuízo. Mais um ponto para Vaughan.

HQ / Retrospectiva 2013

Retrospectiva Vitralizado 2013 – The Panel Syndicate

PanelSyndicate

No meio de março entrou no ar o site The Panel Syndicate. O projeto do roteirista Brian K. Vaughan e do ilustrador Marcos Martin hospeda a hq digital The Private Eye e promete abrir espaço para outras publicações. Eles produzem, colocam no site e você escolhe quanto pagar. Entrevistei o Marcos Martin quando o gibi ganhou versão em português pelo pessoal do Outros Quadrinhosoutro dos projetos mais legais do ano. Private Eye está indo pra quinta edição e talvez não fosse badalada como é, caso o Vaughan não estivesse envolvido. O cara criou Y – O Último Homem, Ex-Machina e é responsável pelo quadrinho mais legal dos últimos anos, Saga. Quadrinhos online não são novidades, nem a opção de escolher quanto você quer pagar. Mas é o nome mais criativo da indústria de quadrinhos no momento trabalhando dessa forma e vale demais o registro.

HQ / Matérias

The Private Eye

Falei sobre The Private Eye quando o projeto entrou no ar, no meio de março. Aí a hq ganhou edição em português e aproveitei a deixa pra entrevistar o Marcos Martin, desenhista da obra, pro Caderno 2 do Estadão. Mandei uns emails pra ver se encontrava o Brian K. Vaughan, mas ainda não foi dessa vez. Taí o meu texto:

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Blockbuster digital, agora em português

Ex-roteirista de Lost e desenhista do Homem-Aranha investem em HQ produzida com exclusividade para a internet

No futuro de The Private Eye, as redes sociais deixaram de existir e a internet ruiu quando mensagens, e-mails e fotos secretas ficaram abertos por 40 dias e 40 noites. Os segredos divulgados à revelia de seus donos criaram uma nova sociedade: com medo e sem privacidade, todos têm identidades secretas.

Criada por dois dos mais badalados artistas da indústria norte-americana de história em quadrinhos, o roteirista Brian K. Vaughan e o ilustrador espanhol Marcos Martin, a série está disponível para compra exclusivamente no ambiente que desconstrói: a internet, pelo preço que o leitor quiser pagar. E agora com tradução em português, por Érico Assis e Fabiano Dernadin, que já adaptaram outros trabalhos de Vaughan no Brasil.

“Eu queria encontrar uma forma de expandir o público leitor de quadrinhos e diminuir o preço do produto”, explicou Martin em entrevista por e-mail ao Estado. Segundo o artista, que mora em Barcelona, o convite de Vaughan para ilustrar uma nova revista serviu de deixa para colocar seus planos em prática. “O fato de a história tratar de uma realidade sem a web foi apenas uma coincidência.”

The Private Eye está disponível para compra no site The Panel Syndicate (panelsyndicate.com) desde 19 de março e na semana passada entrou no ar sua edição em português, com o aval dos autores e com as letras desenhadas pelo próprio Martin. Nos Estados Unidos, a imprensa especializada em quadrinhos anunciou o título como “o primeiro blockbuster digital” do gênero.

Terreno fértil para autores independentes, venda de publicações alternativas, crowdfundings e kickstarters para impressão de trabalhos online, a internet havia sido pouco explorada até então por criadores habituados a trabalhar com grandes editoras, como Vaughan e Martin. Ambos com séries já publicadas nas gigantes Marvel e DC Comics.

Roteirista da série Lost ao longo de três temporadas, Vaughan escreveu revistas de personagens como Homem-Aranha, Capitão América, Batman e Lanterna Verde. Mas ganhou três de seus quatro Eisner (prêmio máximo dos quadrinhos norte-americanos) com suas aclamadas séries autorais Y – O Último Homem, Ex-Machina e Runways -, as três publicadas no Brasil pela Panini Comics. Pela Image, ele lança a polêmica e elogiada ficção científica Saga.

“O retorno até agora tem sido impressionante”, diz Martin sobre o gibi digital. Desenhista de séries protagonizadas por Batgirl, Sociedade da Justiça, Doutor Estranho e, mais recentemente, Demolidor, ele e Vaughan tiveram suas contas no sistema de pagamento PayPal travadas durante uma hora no dia de lançamento de The Private Eye graças ao excesso de depósitos. “Além de pessoas que leem de graça, a opção mínima de pagamento é US$ 0,5, mas um leitor pagou US$ 125 pela primeira edição.”

Prevista para durar dez capítulos, The Private Eye foi desenhada em formato “wide-screen”, valorizando artes horizontais, o que facilita a leitura em telas de computadores e tablets. Na única edição publicada até agora, é apresentado o cenário offline no ano de 2076 e o protagonista – Pi, um detetive ilegal especializado em investigar pessoas em uma sociedade de identidades extremamente privadas.

De acordo com Martin, a continuidade do Panel Syndicate depende do sucesso de The Private Eye. “Está cedo e precisamos ver o que acontece. Se der certo, a possibilidade de publicarmos outras séries é definitivamente real.” Também dependendo do retorno da primeira publicação do projeto está a venda de trabalhos de outros autores. “Fomos procurados por algumas pessoas, mas ainda não conseguimos pensar na viabilidade dessas propostas”, avisa.