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Cinema / Retrospectiva 2013

Retrospectiva Vitralizado 2013 – Frances Ha

FrancesHa

Continuo a achar difícil escrever sobre Frances Ha por questão de distanciamento. Ter 27 anos e não saber seu próximo passo e o que você quer da vida parece ser um drama universal. Na verdade até, acredito que esse deve ser um dilema eterno, tenha você 7, 17, 27 ou 77. Ninguém tem a obrigação de ter qualquer certeza sobre nada em momento algum. O filme é ótimo, simples assim, e é protagonizado por uma garota que expressa e vivencia todos essas dúvidas e questionamentos presentes nas cabeças de, sei lá, quase todo mundo que conheço. E diz um monte sobre uma galera perdida por aí, em um mundo que te estimula cada vez mais a seguir as suas paixões, mas pede por resultados/conquistas/posses/ostentações insustentáveis em uma vida guiada por seus princípios/crenças/gostos/sei lá. Ponto altão de 2013.

-Mais sobre Frances Ha no Vitralizado: 12 minutos de conversa com Greta Gerwig sobre Frances Ha, 2013: o ano que Greta Gerwig dançou, Ahoy, sexy!.

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2013: o ano em que Greta Gerwig dançou

GretaArcade

O mundo pode noticiar como quiser, acho até que a forma mais provável é “o clipe ao vivo do Arcade Fire dirigido pelo Spike Jonze”, mas pra mim é a redenção de Frances Ha. Negócio foi ao vivo, ontem, no Youtube Music Awards e a Greta matou a pau. Aliás, já podemos definir 2013 como “o ano em que Greta Gerwig dançou”? Assiste aí:

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Ahoy, sexy!

Amanhã vou a trabalho na minha sessão de cinema número 87 em 2013. É muito filme e não chego nem perto de tudo que gostaria de ver. Na minha agenda maluca de cabines (como são chamadas as sessões exclusivas pra imprensa), alguns horários acabam batendo e preciso passar a missão pra outros colegas do jornal. Rolou isso com Frances Ha e só acabei vendo o filme ontem.

Fiquei aliviado de não ter de escrever sobre a produção. Não sei se teria o distanciamento necessário pra falar sobre uma pessoa meio perdida no mundo aos 27 anos. É a realidade da protagonista do filme, da maioria dos meus amigos e minha. É claro, não tivesse escapatória, a trabalho, eu acabaria escrevendo, mas é melhor que não tenha sido necessário. E outra, passei a noite de ontem lendo e relendo opiniões sobre o filme. A maioria delas, em poucas palavras resumiram tudo que eu gostaria de escrever.

Gosto muito do post do Vinícius sobre o longa do Noah Baumbach, principalmente quando ele diz em que o filme acerta em cheio. Nossa cena preferida foi a mesma, passa lá no Bracin pra conferir, com tradução e tudo. Ele também comentou da trilha. Fodona. Aqui dá pra ouvir na íntegra. Também gostei quando a Camila fala da ‘quarter life crisis’ da protagonista – aliás, roubei do texto dela o título do post.

Mas aí meu amigo Bernardo Barbosa foi no cerne da coisa no Facebook. Como ele disse, “se você tem entre 20 e 35 anos, vá ao cinema ver Frances Ha. Se você tem mais que isso, veja e entenda porque muitos dos que você conhece entre 20 e 35 anos são o que são. E, acima de tudo, o filme é ótimo”. Como diria o Forrest, that’s all i have to say about that.