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Estão abertas as inscrições para o bate-papo gratuito com Nick Sousanis, o autor de Desaplanar, no IED São Paulo

Estão abertas as inscrições para o bate-papo gratuito com quadrinista e pesquisador Nick Sousanis, autor de Desaplanar, no Istituto Europeo di Design (IED) de São Paulo na próxima quinta-feira (24/8), das 19h30 às 22h30. As inscrições podem ser feitas na página da instituição (clicando aqui). A conversa ainda contará com a presença do tradutor da obra, Érico Assis, e de dois professores do IED, o designer Rodrigo Silveira e o ilustrador e animador Daniel Grizante.

Se tiver interesse, recomendo ir correndo fazer a inscrição, pois as vagas são limitadas. O IED São Paulo fica no número 617 da Rua Maranhão em Higienópolis. Eu vou, vamos? Saca só a minha matéria com o autor publicada na Ilustríssima da Folha de São Paulo.

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E o que andam dizendo por aí sobre a campanha pela categoria Quadrinhos no Prêmio Jabuti 2017?

Tem rendido a campanha iniciada pelo Wagner Willian pedindo a inclusão da categoria Quadrinhos no Prêmio Jabuti. Até o momento (13/01, 16h) a carta aberta destinada à Câmara Brasileira do Livro (CBL) já conta com mais de 1700 assinaturas. Procurados pela imprensa, os representantes da instituição disseram que o caso vem sendo acompanhado e que a carta será à curadoria do prêmio.

Não vejo nenhuma justificativa para o pedido ser negado, imagino que não vá demorar para a CBL anunciar sua decisão e já começo a ficar curioso em relação a quem seriam os convidados a compor o júri da categoria. Enquanto aguardamos novidades, listo algumas matérias que já trataram do assunto – quase todas citando a minha contribuição na primeira versão do texto, também de autoria do Wagner Willian e do Érico Assis. Ó:

O Globo: Abaixo-assinado pede inclusão de histórias em quadrinhos no Jabuti;

Folha de São Paulo: Abaixo-assinado pede inclusão de quadrinhos no Prêmio Jabuti;

Publishnews: Quadrinistas se mobilizam para incluir a categoria ‘Histórias em Quadrinhos’ no Jabuti;

Folha de Pernambuco: Abaixo-assinado pede a inclusão de quadrinhos no Prêmio Jabuti

Opera Mundi: Em carta aberta à Câmara Brasileira do Livro, quadrinistas e editores de HQs pedem criação da categoria ‘Quadrinhos’ no Prêmio Jabuti

Página Cinco/UOL: Quadrinistas pedem que Prêmio Jabuti crie categoria para reconhecer HQs;

Catraca Livre: Quadrinistas querem incluir categoria para HQs no Prêmio Jabuti;

Paulo Ramos: Parece que agora vai. Um abaixo-assinado pedindo a criação da categoria quadrinhos no Prêmio Jabuti já soma 1.571 assinaturas (às 18h17 de 12.01) e começa a ecoar fora do circuito dos leitores tradicionais;

Correio do Estado: Abaixo-assinado pede a inclusão de quadrinhos no Prêmio Jabuti;

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## Retrospectiva Vitralizado 2015: a coletânea O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015 ##

Ainda falarei mais sobre O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015 por aqui. Por enquanto, deixo apenas um registro para a importância da obra. Dentre diversos aspectos negativos e positivos, o melhor dessa coletânea foram as várias reflexões que ela gerou (e ainda pode gerar). Como item de colecionador e registro histórico de um momento ímpar da produção brasileira de quadrinhos, o livro deve ser aclamado como uma obra sem igual na história das HQs nacionais. Mas, como disse, em breve volto a comentar sobre o livro por aqui.

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A capa da coletânea O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015

Poucos projetos de quadrinhos instigaram tanto a minha curiosidade nos últimos meses quanto O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015, uma coletânea com o alguns dos melhores trabalhos publicados no país no último ano. Organizado pelo Rafael Coutinho e pela Clarice Reichstul, o álbum foi anunciado no início do ano, será lançado no FIQ e terá como editor convidado pra esse primeiro volume o Érico Assis. O projeto é interessante não só por ser um registro de uma época de agitação inédita na história das HQs nacionais, mas mais ainda por ter o Érico Assis como curador. Não sei de ninguém no Brasil com o olhar crítico e vasto em relação a gibis como o dele. Conversei com os três responsáveis pela publicação e transformei em matéria para a Rolling Stone. A capa, essa beleza aqui em cima, é assinada pelo Luciano Drehmer. A matéria tá aqui.

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Literatura gráfica // Graphic literature

Graphic literature

MAJOR WORKS OF BRAZILIAN LITERATURE ARE ISSUED IN GRAPHIC NOVEL VERSIONS AT THE HANDS OF SOME OF THE COUNTRY’S MOST SKILLED ILLUSTRATORS

(originally published at Azul Magazine)

MatériaAzul

Fábio Moon and Gabriel Bá choose to escape the commonplace. Instead of superheroes, the duo depicts the life of ordinary people in their comic books and graphic novels. A sure bet, which even earned them the Eisner award – the comic book industry’s top award in the US – for the dreamy novel Daytripper, in 2011. Now the twin brothers return to bookstores within the most teeming genre of the Brazilian comic book market: literary adaptations. In Dois Irmãos (Cia. das Letras, R$ 39.90), they turned the eponymous book by Manaus-based writer Milton Hatoum, published in 2000, into a graphic novel.

According to them, the work to adapt the saga of characters Yaqub and Omar was hard. “The challenge is to use elements of comics in favor of the story. To find out which layers, feelings and dramas we can strengthen. Besides choosing which descriptions we turn into images,” explains Bá.

The brothers are not the only Brazilian artists facing such hurdles. The Federal Government’s willingness to purchase comic books in this genre for public schools has helped to boost the recent wave of this type of work in Brazil. “There’s a clear-cut trend, on the part of educational authorities, of seeing these graphic novel versions of literary classics as a bridge to reading,” says Paulo Ramos, journalist and professor in the Department of Literature of the Federal University of São Paulo.

Responsible for the artwork of a deluxe graphic novel edition of Grande Sertão: Veredas, illustrator Rodrigo Rosa is a master in this subject. In addition to the masterpiece by Guimarães Rosa, he has already adapted the likes of Machado de Assis (Dom Casmurro) and Aluísio Azevedo (O Cortiço), among others. “The hardest thing is to get an amalgam of the two languages, in order to give rise to a new, original work. One that serves as a reference to the adapted book, but is never just a simplified version of the book,” he says.

The boom of adaptations ended up involving the very authors of the original stories. Moon and Bá met with Milton Hatoum four times during the production of Dois Irmãos. Moon believes that the meetings gave more depth to the graphic novel. “Even though we spoke little with Milton in these four years, it was more than we could speak to Machado de Assis,” he jokes, remembering the adaptation that he did with his brother of the short story O Alienista, released in 2007.

Rodrigo Rosa, in turn, is in the final phase of a project in partnership with Rubem Fonseca, which will yield the graphic novel version of O Seminarista. “At first I felt a bit awkward suggesting changes to a figure such as Rubem. But he was nicely humble throughout the process.” The work is expected to be launched in May, during the celebrations of the Minas Gerais-based writer’s 90th birthday.

O pessoal da Azul Magazine me pediu uma matéria sobre a mais recente leva de adaptações de clássicos da literatura nacional para histórias em quadrinhos. Aproveitei o lançamento do Dois Irmãos e conversei com os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá sobre o trabalho de transformar o livro de Milton Hatoum em gibi. Também falei com o Rodrigo Rosa, um dos artistas nacionais que mais trabalhou nesse gênero e responsável por trabalhos memoráveis, como a bela edição de Grandes Sertões: Veredas, publicado pela editora Globo. Completei o texto com alguns comentários do Paulo Ramos e do Érico Assis. Um monte de gente bem legal de entrevistar. Segue o texto:

Literatura gráfica

Importantes obras brasileiras ganham versões em quadrinhos pelas mãos dos mais habilidosos ilustradores do país

Fábio Moon e Gabriel Bá escolheram fugir do lugar-comum. Em vez dos super-heróis, a dupla retrata a vida de gente normal em seus gibis. Uma aposta certeira que lhes rendeu até o prêmio Eisner – o principal da indústria de quadrinhos dos Estados Unidos –, em 2011, pelo romance onírico Daytripper. Agora os gêmeos retornam às livrarias dentro do gênero mais concorrido do mercado brasileiro de HQs: o de adaptações literárias. Em Dois Irmãos (Cia. das Letras, R$39,90), eles transformaram em graphic novel o livro homônimo do escritor manauense Milton Hatoum, publicado em 2000 e ganhador do prêmio Jabuti.

Segundo eles, a empreitada de adaptar a saga dos personagens Yaqub e Omar foi dura. “O desafio é conseguir usar elementos dos quadrinhos a favor da história. Descobrir quais camadas, sentimentos e dramas podemos reforçar. Além de escolher quais descrições vamos transformar em imagens”, explica Bá.

Os irmãos não são os únicos artistas brasileiros enfrentando tais questões. A simpatia do Governo Federal pela compra de HQs do gênero para escolas públicas impulsiona a leva recente desse tipo de obra no País. “Há uma tendência explícita das autoridades de ensino em enxergar nas versões quadrinizadas de clássicos uma ponte para a leitura”, analisa Paulo Ramos, jornalista e professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo.

Responsável pela arte de uma luxuosa edição em quadrinhos de Grande Sertão: Veredas, o ilustrador Rodrigo Rosa é mestre no assunto. Além da obra-prima de Guimarães Rosa, já adaptou Machado de Assis (Dom Casmurro) e Aluísio Azevedo (O Cortiço), entre outros. “O mais difícil é conseguir um amálgama das duas linguagens, de forma a dar origem a uma obra original, nova. Que sirva de referência ao livro adaptado, mas que jamais seja só uma versão simplificada dele”, opina.

“Há pelo menos dois eixos para tratar de uma adaptação de literatura para quadrinhos: em relação ao original, vai do respeito ao desapego; em relação à estética ou à linguagem, vai do literário ao quadrinesco. Tudo depende do objetivo da sua adaptação”, resume o tradutor de quadrinhos e crítico do site especializado A Pilha, Érico Assis.

O boom de adaptações acabou envolvendo os próprios autores das histórias originais. Moon e Bá estiveram quatro vezes com Milton Hatoum durante a produção de Dois Irmãos. Moon acredita que os encontros deram maior profundidade ao gibi. “Mesmo falando pouco com Milton nesses quatro anos, já foi mais do que a gente pôde falar com Machado de Assis”, brinca, lembrando a adaptação que fez junto com o irmão do conto O Alienista, lançada em 2007.

Rodrigo Rosa, por sua vez, está na fase final de um projeto em parceria com Rubem Fonseca, que renderá a versão em HQ de O Seminarista. “No início fiquei um tanto constrangido de sugerir mudanças para uma figura como o Rubem. Mas ele foi de uma humildade muito bacana em todo o processo.” A obra está prevista para ser lançada em maio, durante as comemorações dos 90 anos do escritor mineiro.

Um extra que acabou ficando de fora da versão impressa da matéria. Pedi para o Érico Assis e para o Paulo Ramos comentarem brevemente algumas da suas adaptações preferidas da literatura para HQs.

Érico Assis:

“Pobre Marinheiro, de Sammy Harkham, baseada em um conto de Guy de Maupassant, é uma das minhas adaptações prediletas. A história é excelente e a narrativa é muito bem calculada, muito bem projetada para funcionar em HQ.

De brasileiros, achei muito interessante o Kaputt de Eloar Guazzelli, que saiu no ano passado. Não conheço o original, mas gostei das histórias e da narrativa.

Acho que vale menção ao Cânone Gráfico que saiu recentemente aqui. Ali o tipo de adaptação é variada, mas tende a privilegiar as que são primeiro quadrinho, depois a literatura original”.

Paulo Ramos:

“Recentemente, diria que a adaptação que mais me chamou a atenção foi a de “Grande Sertão Veredas”, feita por Eloar Guazzelli e Rodrigo Rosa. A dupla já produziu outras adaptações e sabe bem o que está fazendo. Mas os diferenciais da obra foram o tratamento editorial e a proposta de produzir uma versão do romance sem a obrigação de incluir o livro em listas governamentais. Isso deu a necessária liberdade aos autores para criarem a versão do modo como queriam”.

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A Pilha do Érico

APilhaÉrico

Viu o site novo do Érico Assis? A Pilha entrou no ar semana passada e já tá a mil. Segundo o  dono do site, é um espaço onde ele vai escrever sobre histórias em quadrinhos, simples assim. Já tem fala exclusiva do Brian Bendis, depoimento do Eduardo Damasceno e do Luís Felipe Garrocho sobre a graphic novel do Bidu e mais um monte de coisa legal. Taca aí nos favoritos, assina o rss ou coloca no feedly,  não deixa passar. Não bastasse a coluna de quadrinhos mais legal da internet brasileira, lá no blog da Companhia das Letras, também não tarda pra Pilha ser um dos melhores sites sobre o assunto.