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Posts com a tag DC

HQ

Batman, por Eduardo Risso e Paul Dini

Daí que nem entro muito nessas discussões sobre a sanidade do Frank Miller e se Cavaleiro das Trevas 2 é bom ou não – e acho que ele ainda bate bem sim e gosto de Cavaleiro das Trevas 2. Tenho o pé atrás com o terceiro volume da série por me parecer cada vez menos um projeto do Miller e cada vez mais um monstro editorial bancado por Jim Lee e seus amigos da DC. O Brian Azzarello é autor da linda 100 Balas, mas também assinou aquele Super-Homem beeeeem questionável feito em parceria com o Jim Lee.

Isso tudo pra dizer que: tenho muito mais interesse em Dark Night: A True Batman Story anunciada hoje do que em Cavaleiro das Trevas 3. Sai pela Vertigo ano que vem, o roteiro é do Paul Dini e o desenho do Eduardo Risso. E sei lá, não fosse a mesma editora publicando as duas séries, pra mim o nome é até uma alfinetada em todas as histórias ‘não verdadeiras’ do Batman, como o próprio terceiro Cavaleiro das Trevas. Piração minha? Enfim, quero muito isso aí. Saca o desenho do Risso aqui em cima, ó que lindo. O Andy Kubert tem que treinar muito pra chegar perto do que faz o artista argentino.

HQ

A coleção de capas de Batman: Black and White do Chip Kidd em exposição

Além de um dos maiores designers dos nossos tempos e quadrinista nas horas vagas, o Chip Kidd é um tremendo nerd. Uma de suas coleções mais invejadas estará em exposição a partir de amanhã (09 de setembro), na sede da Sociedade dos Ilustradores, em Nova York. Ao longo dos anos ele conseguiu várias ilustrações exclusivas para a capa em branco de Batman: Black and White #1. Sendo o Chip Kidd, você consegue artes do Batman assinadas por gente como Alison Bechdel, Art Spielgeman, Adrian Tomine, Daniel Clowes, Joe Sacco e Chris Ware – um povo que você não imaginaria rabiscando o Cavaleiro das Trevas. O site do evento tá aqui, lá na página do Chip Kidd tem mais alguns trabalhos e quem me mostrou foi o Lielson (valeu!). As capas a seguir são do Tomine e do Daniel Clowes.

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Cinema / HQ

Justice League: Gods and Monsters, o retorno de Bruce Timm à DC Comics

Dentre as melhores histórias protagonizadas pelos heróis da DC definitivamente estão as dos seriados animados da Liga da Justiça, Super-Homem e Batman concebidos por Bruce Timm e Paul Dini. Após alguns anos afastado desse universo, Bruce Timm volta a ilustrar um desenho protagonizado pelos três grandes heróis da DC em uma animação escrita por ele e Alan Burnett. Justice League: Gods and Monsters será lançado no final de julho, direto em DVD e Blu-Ray. A produção é ambientada em uma versão alternativa do Universo DC, no qual o Super continua a ser o último filho de Krypton, mas seu pai é o General Zod. Já na Terra, o alienígena é encontrado e criado por um casal de mexicanos. O Batman é um cientista que vira vampiro após um acidente no qual ele buscava a cura para o câncer e a Mulher-Maravilha é Bekka, esposa do Orion, um dos Novos Deuses. O longa está sendo precedida por três curtas batizados de Justice League: Gods and Monsters Chronicles. Os dois primeiros já entraram no ar, protagonizados pelo Batman e o Super Post atualizado com o recém-lançado vídeo da Mulher Maravilha e a série completa. Ó que massa:

Cinema / HQ

Mad Max: Estrada da Fúria e a Liga da Justiça nunca realizada de George Miller

Não tenho muito a acrescentar aos vários elogios já feitos ao novo Mad Max. Estive pirando na produção desde o lançamento do primeiro trailer e o filme foi além do que o material de divulgação prometia. Por mais que eu goste dos filmes estrelados por Mel Gibson, é difícil até comparar. As produções originais têm muita importância para a história do cinema de ação do final dos anos 70 e início dos 80, mas esse longa mais recente eleva o debate relacionado ao potencial do cinema em geral. É uma obra pipoca, de arte e autoral como poucas conseguiram ser até hoje. Parabéns para George Miller.

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Cinema / HQ

O Zack Snyder não entende nada do Super-Homem

Não gosto dos filmes do Zack Snyder. Acho a estética de suas produções extremamente bregas. A fotografia é sempre cafona, cheia de filtros e saturada. A estilização vai do roteiro à edição, passando pela atuação caricata dos intérpretes de seus personagens. Ainda assim, reconheço seu sucesso ao fazer um cinema minimamente autoral em Hollywood. Também acho dignos de nota os minutos iniciais de Watchmen, um tremendo curtinha de fã que introduz a adaptação do quadrinho de Alan Moore. Respeito o trabalho de Zack Snyder, não acho seus filmes ruins, eles só não funcionam pra mim.

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