Vitralizado

Posts com a tag Brian Bendis

Cinema / HQ / Séries

## Retrospectiva Vitralizado 2015: o pior ano da Marvel Studios ##

Já comentei por aqui como achei Era de Ultron todo errado e Demolidor superestimado pra caramba. Não mencionei o filme do Homem-Formiga pois não acho digno de nota. E putz, como Jessica Jones é arrastaaaaaaado. Não consigo terminar a série. Ok, o projeto do Universo Cinematrográfico Marvel sempre foi muito mais interessante que os filmes em si. Os longas sempre foram meio capengas, mas era legal acompanhar a construção desse universo maior. Daí em 2015 erram a mão feio. os filmes foram ruins e as séries não chegam nem perto de ser tudo isso que falam por aí. Corre atrás dos encadernados do Bendis pro Demolidor e das 28 edições de Alias e se dê por satisfeito.

HQ

Os originais de Michael Gaydos para Alias em exposição em Paris

Muito antes da série do Netflix, Jessica Jones era personagem de um dos meus quadrinhos preferidos da Marvel. Já comentei por aqui antes o quanto gosto do autor da hq, o Brian Bendis, das capas da revista e da arte do quadrinho. Aliás, depois comento mais sobre, mas um dos meus grandes descontentamentos com a série de tv é a fotografia padrão da Marvel, presente tanto em Demolidor quanto em Jessica Jones. Tira um tantão da personalidade de ambas. Fossem mais fieis às obras nas quais são inspiradas, os arcos Bendis/Maleev e Bendis/Gaydos, funcionaram muito melhor, certeza.

Enfim, um dos pontos altos de Alias são os desenhos do Michael Gaydos. Mesma galeria parisiense que ano passado hospedou aquela retrospectiva épica da Marvel sobre a qual escrevi pro Estadão, a Art Ludique aproveitou o lançamento do seriado e organizou uma exposição com os originais do gibi. Vi lá no tumblr do Bendis e aqui tem mais informações e algumas peças que estarão por lá. Ó uma prévia:

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Destaque / HQ

Uma hora de conversa sobre Will Eisner com Brian Bendis

Além de responsável por alguns dos melhores gibis produzidos nos Estados Unidos nos últimos anos e principal escritor da Marvel, o Brian Bendis é professor de texto para quadrinhos na Portland State University. Semana passada ele passou pros seus alunos o documentário Will Eisner: Portrait of a Sequential Artist. Depois da exibição houve um debate sobre os trabalhos do criador do Spirit, a influência de Eisner na narrativa sequencial e seu legado para a indústria dos quadrinhos. Junto com o Bendis estava o Matt Wagner (responsável pela próxima série do Spirit), o escritor Douglas Wolk e a também professora e pesquisadora da Universidade de Portland Susan Kirtley. Uma hora de papo bem bom:

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Minha cronologia para o Demolidor e o trailer da série do herói para o Netflix

Acho que já comentei por aqui que o personagem da Marvel com as minhas histórias preferidas é o Demolidor. Também sei que já disse sobre a minha relação com cronologias de hqs: cabe ao leitor fazer uma seleção própria dos enredos que compõem a história de cada personagem. Tô longe de ter lido tudo lançado até hoje que seja protagonizado ou tenha participação do Demolidor, mas poucos heróis tem uma cronologia composta por histórias tão canônicas quanto o alter-ego do advogado Matt Murdock.

O conceito criado por Stan Lee e Bill Everett pro herói é ponto de partida pra versão definitiva da origem do personagem, O Homem Sem Medo, escrita por Frank Miller e com desenhos do John Romita Jr. Depois vou pras mais de 30 edições da série do personagem nos anos 80 comandadas por Frank Miller, quando foi concebida a versão que conhecemos do herói. Pulo pra uma das sagas mais dramáticas publicadas pela Marvel, A Queda de Murdock, também com texto de Miller e com a arte do David Mazzucchelli. Putz, que quadrinho. Nos final dos anos 90 tem um arco menor, mas essencial pra essa narrativa, assinado por Kevin Smith e com desenhos do Joe Quesada. Aí vou pra 2001, quando começa o arco de 55 números da revista do Demolidor com roteiro do Brian Bendis e ilustrações do Alex Maleev.

Tenho certeza que vou voltar a reler Demolidor um dia, mas a história do personagem poderia muito bem terminar exatamente no último quadro concebido por Bendis e Maleev. Claro, nem citei as histórias solo protagonizadas pela Elektra com texto do Frank Miller e mais um ou outro bom especial do herói. O negócio é que esses materiais que mencionei são obviamente a fonte de inspiração pros 13 primeiros episódios da série do personagem pro Netflix. Copiado e colado, dá pra ver pelo trailer. Sério: a gente tá distraído pela barulheira toda feita por essa galera dos Vingadores, mas acho que a obra-prima da Marvel fora dos quadrinhos pode muito bem ser essa leva de séries produzidas pelo Netflix.

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O primeiro episódio de Powers na íntegra online

Já comentei por aqui como o Brian Bendis é um dos meus escritores de quadrinhos preferidos. No entanto, a série Powers dele nunca me pegou da mesma forma que seus trabalhos em Alias e Demolidor. O seriado que adapta a história em quadrinho estreou ontem na PlayStation Network e está disponível na íntegra no Youtube. Darei uma chance pra série e até animei a dar uma segunda pro gibi. Assiste aí, também não vi ainda, e depois conversamos sobre. Ó:

HQ / Marvel

As novas Guerras Secretas da Marvel, o fim do Universo Ultimate e minha primeira série mensal de super-heróis

Qual foi a primeira revista da Marvel que você comprou? Minhas memórias não são lá essas coisas em relação aos eventos acontecidos antes de 1994. Eu definitivamente comprei alguns quadrinhos da Marvel antes de 94, mas tenho certeza absoluta de uma compra minha nesse ano. Foi o número três de Marvels, só por causa da capa do Alex Ross com o Surfista Prateado chegando na Terra. Hoje não sou o maior admirador dos desenhos do Alex Ross, acho meio estáticos além da conta, mas pirei naquela capa. Provavelmente nem li a edição, não sei se a série é mais recomendada para um menino de 7 anos não iniciado na cronologia da Marvel. Ainda assim, acho que essa primeira compra diz muito sobre o meu hábito como leitor de quadrinhos. Nunca tive muita paciência pra séries mensais, meu negócio sempre foi mini-séries, edições especiais e encadernados. Comprei bastante coisa entre 94 e 2001, principalmente nessa vibe, com histórias fechadas. Lá pra 2000 a Conrad começou a publicar Dragon Ball e Cavaleiros dos Zodíaco e talvez essas tenham sido minhas primeiras coleções de séries publicadas mensalmente ou a cada 15 dias. Também não tive pique pra continuar por muito tempo. Cavaleiros eu parei depois da Saga das 12 Casas e acho Dragon Ball perde um tantão da graça quando vira Dragon Ball Z. Daí em 2001 começam a ser publicadas no Brasil duas das séries que acompanhei por mais tempo, Ultimate Homem-Aranha e Ultimate X-Men. Você já deve ter visto que a Marvel anunciou o fim desse universo depois da publicação de Guerra Secretas né?

UltimateSpider

Antes dessas séries começarem a sair por aqui eu comprava bastante a Wizard americana. Provavelmente era coisa de futuro jornalista: ao invés de comprar os quadrinhos eu comprava a revista especializada que cobria o mundo dos quadrinhos. Quando chegou aqui no Brasil, já tava por dentro da linha: era uma releitura moderna dos quadrinhos da cronologia oficial. Primeiro saiu Ultimate Spider-Man, com o Brian Bendis no roteiro e o Mark Bagley nos desenhos, depois foi a vez de Ultimate X-Men, com texto do Mark Millar e arte dos irmãos Adam e Andy Kubert. Também publicaram Ultimate Marvel Teamp Up, mostrando cada edição um encontro do Homem-Aranha com algum outro heróis da editora. Em 2002 lançaram a cereja do bolo dessa brincadeira toda: The Ultimates, do Millar e do Bryan Hicth. A versão Ultimate do Quarteto Fantástico saiu em 2004, que deve servir de grande inspiração para o filme do Josh Trank, mas tô me adiantando. Estava cansado de ver Bendis e Millar nas primeiras posição do top 10 de escritores da Wizard e Bagley e os Kubert na dos desenhistas. Separadas nos Estados Unidos, as duas séries começaram a sair no Brasil em Marvel Século 21: Homem-Aranha, pela Abril. A Panini chegou ao Brasil pra começar a lançar a Marvel por aqui e herdou a publicação, rebatizada de Marvel Millenium: Homem-Aranha. Acho que comprei a revista até o número 40 e poucos.

MarvelsSurfista

É muito louco pensar no final desse Universo Ultimate por várias razões. Além dele ter sido publicado na primeira série mensal que comprei com regularidade, foram os primeiros blockbusters escritos por Bendis e Millar. Definitivamente serviu de base pra criação do Universo Marvel no cinema. Estou resumindo bastante a história, mas a partir dessas séries os dois pularam pra Demolidor, Alias, Kick-Ass, Vingadores e outros projetos mais autorais. Todas as produções mais recentes com o logo da Marvel – sejam da Marvel Studios, Fox ou Sony – são minimamente inspiradas nas histórias contadas no Universo Ultimate. Acompanho de longe os quadrinhos mensais da Marvel, mais por notícias da internet e por encadernados do que nas bancas todo mês, mas acho óbvio como a abordagem do Universo tradicional foi afetada em definitivo por essas séries lançadas no início dos anos 2000. Tô meio atrasado em relação à notícia de que o Universo Ultimate chegará ao fim, foi anunciado já tem mais de uma semana, e adiantado em relação à publicação da próxima Guerra Secretas, o gibi começa a sair mais pra frente em 2015. Também acho bastante possível que não passe de mais um blefe imenso dessas editoras americanas de super-heróis, o mais provável até. Mas fica aqui minha homenagem e um humilde muito obrigado ao trabalho de Bendis, Millar e cia.