Vitralizado

Cinema

Little White Lies #77: Roma

A capa da 77ª edição da Little White Lies ficou com Roma, filme mais recente do cineasta mexicano Alfonso Cuarón. A produção é ambientada na Cidade do México dos anos 70 e narra um ano na vida de uma família de classe média da capital mexicana e da babá responsável por cuidar de suas crianças. A arte da capa é assinada pela ilustradora espanhola Nuria Riaza. A Little White Lies é minha revista preferida e reúno aqui no blog os destaques de cada edição já há alguns anos. Você confere outras informações sobre esse número 77 lá na página da publicação. Ó o trailer de Roma:

HQ

Uma conversa com Carlos Neto sobre os seis anos do Vitralizado

O Vitralizado completou seis anos de existência no dia 3 de outubro de 2018. O aniversário do blog foi celebrado no dia 13 do mês passado, na loja da Ugra Press, com o lançamento do postal comemorativo assinado por Benson Shin e uma conversa sobre esses seis anos de atividade do site mediada pelo jornalista Carlos Neto, editor do canal Papo Zine. Conversamos sobre a origem do blog, sua linha editorial ao longo dos últimos anos e produção de conteúdo sobre quadrinhos no Brasil. Papo bão demais, dá o play:

HQ

Papo com João Pinheiro e Diego Gerlach, autores da Cavalo de Teta #2: “Saímos da condição de país soberano e ‘democrático’ para uma nova colônia em apenas dois anos”

A segunda edição da revista Cavalo de Teta será lançada amanhã (3/11), no primeiro dia da Feira Des.Gráfica 2018, realizada no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. A publicação é editada pelo quadrinista João Pinheiro e conta com HQs de autoria dele e outros quatro artistas: Alves, Diego Gerlach, MZK e Schiavon. Autor de obras como Keuroac, Burroughs e Carolina (em parceria com Sirlene Barbosa) e idealizador da Cavalo de Teta, João Pinheiro respondeu a algumas perguntas enviadas a ele sobre o desenvolvimento desse segundo número da revista e alguns dos temas abordados na publicação. A conversa ainda conta com a contribuição de Gerlach para duas perguntas.

Na entrevista, os artistas justificam o subtítulo ‘Edição Pós-Brasil’ na capa da revista, analisam causas e consequências da vitória de um presidente de extrema-direita nas eleições presidenciais brasileiras de 2018, cogitam possibilidades para o futuro da revista e refletem sobre o papel potencial das histórias em quadrinhos em tempos de reacionarismo aflorado. “A arte tem papel fundamental em tempos difíceis, tradicionalmente é quando o público mais corre atrás de entretenimento e reflexão em torno do caos cotidiano”, diz Gerlach. Saca só:

“Os 350 anos de escravidão deixaram traumas profundos na nossa alma e problemas estruturais na sociedade”

Vocês chamaram esse segundo número da Cavalo de Teta de ‘Edição pós-Brasil’. O que vocês querem dizer com esse subtítulo?

João Pinheiro: Quer dizer que venderam o Brasil. Que o Brasil, como nós conhecíamos, acabou de fato. Depois que a casa grande surtou e botou seus capatazes pra correr com os ‘escravizados’ de volta pra senzala à força, uma pá de ideia furada sobre o brasileiro foi pro saco (só pra quem ainda não sabia, claro): ‘Somos um povo miscigenado que convive harmoniosamente e não há racismo ou preconceito social’. Mentira. A maioria dos brasileiros não conhece cidadania e os 350 anos de escravidão deixaram traumas profundos na nossa alma e problemas estruturais na sociedade. Tivemos a oportunidade de olhar no espelho e o reflexo assustou muita gente. E depois, saímos da condição de país soberano e ‘democrático’ para uma nova colônia em apenas dois anos, pois pra a classe dominante, que tomou o poder à força em 2016, foda-se esse lance de soberania popular. Brasil? Pátria? Piada. Estão pouco se lixando pro povo. Na verdade, odeiam o povo. Se acham donos do país, são um punhado de gente, e são desde sempre entreguistas e predadores vorazes, escravagistas e mafiosos. Voltamos a ser a Terra de Vera Cruz, mas agora sob o julgo do imperialismo norte americano. Por isso pós-Brasil.

Você poderia me contar um pouco sobre a produção desse segundo número? Como foi a dinâmica do seu trabalho com o Alves, o Gerlach, o MZK e o Schiavon? Foi muito diferente do processo do primeiro número?

João Pinheiro: Mantemos um grupo de mensagens onde trocamos ideias e informações, mas cada um tem total liberdade para criar a partir do tema sugerido. Nosso papo é muito informal e no final das contas meu único trabalho e encher o saco dos manos com prazos e coordenar a finalização da revista. Nesse sentido, a Cavalo de Teta acaba sendo resultado de uma criação coletiva de fato. Preciso dizer que esses caras, meus cupinchas, são gênios da HQ nacional que admiro fanaticamente e a quem hoje tenho orgulho de chamar de amigos, e eles não dão ponto sem nó.

“A imagem da capa é uma extensão dessa ‘festa nacional’ que reúne os cidadãos de bem fascistas, membros do poder judiciário, batedores de panela com suas camisas da CBF, o sapo da Fiesp, a representação da justiça embriagada dançando no centro furando o boneco do ex-presidente Lula com sua espada enquanto tucanos voam livres ao redor de um Sérgio Moro gigante com chapéu de tio Sam”

Eu gostei muito da capa da revista. Me fale sobre ela, por favor? O que você quis retratar nessa arte?

João Pinheiro: A ideia da capa pintou quando vi as fotos de uma festa organizada pelo dono do Bahamas, Oscar Maroni, em comemoração ao decreto de prisão de Luiz Inácio Lula da Silva. Na foto, divulgada fartamente nas redes na época, o tipo, vestido de irmão metralha, subjuga uma mulher nua tapando sua boca com uma das mãos num gesto extremamente agressivo, em cima de um palco rodeado por marmanjos em êxtase engolindo suas bebida grátis (segundo a imprensa foram distribuídas 9.000 latas de cerveja); Acima dele, no palco montado em frente ao Bahamas, uma espécie de altar exibia as fotos dos juízes Cármen Lúcia, do STF, e Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato. Toda aquela encenação me pareceu a iconografia do horror e um instantâneo do proto-fascismo que levantou o pescoço desde 2013 nos espaços públicos e que finalmente, hoje já sabemos, saiu vitorioso de todo esse processo fraudulento ‘elegendo’ um candidato abertamente fascista. A imagem da capa é uma extensão dessa ‘festa nacional’ que reúne os cidadãos de bem fascistas, membros do poder judiciário, batedores de panela com suas camisas da CBF, o sapo da Fiesp, a representação da justiça embriagada dançando no centro furando o boneco do ex-presidente Lula com sua espada enquanto tucanos voam livres ao redor de um Sérgio Moro gigante (estilo boneco de Olinda) com chapéu de tio Sam. Muita bebida, talheres chiques, milionários e um representante da fé ali no meio da muvuca. Obviamente a capa é muito mais suave e chega a ser ingênua perto da cena distópica do horror que a inspirou.

Algumas das HQs da Cavalo de Teta #2 tratam de possíveis causas e desdobramentos do contexto político em que estamos inseridos. Você vê algum ponto de origem fundamental pra essa nossa realidade atual? E o que você imagina para o nosso futuro?

João Pinheiro: É complexo, mas acredito na tese de que a guinada à extrema direita no Brasil, mas que também está ocorrendo em vários outros países, segue a agenda imposta pelo sistema financeiro global centrado em Wall Street – que domina virtualmente o Ocidente inteiro – e não podia simplesmente aceitar a soberania nacional, em sua completa expressão, de um ator regional da importância do Brasil. Segundo essa tese, a ofensiva começa a ser posta em prática já em 2006 e se acentua a partir da crise financeira internacional de 2008 que arrasou a economia mundial. Como dizem: siga o dinheiro. Daí, para implementar as tais reformas (fiscal e tributária) exigidas pelo mercado foi preciso destruir a nossa já falha democracia com o auxílio de agentes internos que pudessem ser corrompidos, começando pelo sistema judiciário e legislativo aliados aos barões da mídia – que incapazes de apresentar um projeto para o país, haviam sido derrotados em quatro eleições consecutivas. Estamos no meio de uma guerra com o imperialismo e até agora estamos levando um cacete daqueles.

Ninguém consegue prever ao certo o que vai acontecer, mas acho que a possibilidade de um golpe militar aberto não pode ser descartada. Além disso, alguns economistas preveem uma nova crise financeira mundial a estourar a partir do ano que vem e parece que a tomada das riquezas naturais brasileiras (petróleo, Aquífero Guarani, Amazônia, minério e etc) são fundamentais no fechamento das contas do dito mercado e principalmente para salvar a economia norte americana.

Diego Gerlach: O começo do nosso fundo do poço foi em Junho de 2013, quando a insatisfação com a crise econômica que se anunciava explodiu, usando o reajuste dos preços das passagens de ônibus como fagulha, o que iniciou uma série de protestos violentos que, além de explicitarem uma insatisfação até então não-articulada, geraram um efeito dominó de equívocos, que enfraqueceu a base do governo e abriu espaço amplo para o populismo de direita. No Brasil, a bomba caiu no colo do PT (envolvido numa série de escândalos de corrupção que receberam incessante cobertura midiática), mas o bom-senso indica que poderia ter sido qualquer outro partido. Junho de 2013 começou a terminar quando foi divulgado o resultado das eleições de domingo passado.

A minha HQ pra CdT2 se situa num hipotético futuro pós-apocalíptico no Planalto Central. No meu caso, a eleição do Bolsonaro figura como detalhe quase incidental na história (o foco principal da HQ é meu asco em relação a religiões organizadas), era algo que já estava no ar fazia algum tempo, mesmo que eu (e quase metade dos eleitores do Brasil) tenhamos feito o possível pra evitar que isso acontecesse. Brexit me surpreendeu (e olha que vivi na Inglaterra por quase três anos na década passada). Já a eleição de Trump nem tanto. E isso porque pouco antes das eleições americanas de 2016 assisti Hypernormalization, documentário político do inglês Adam Curtis, que parecia também já ter captado as cataclísmicas mudanças em andamento e deixava no ar a provável eleição do POTUS twitteiro. Acho Hypernormalization e também o livro Capitalist Realism, de Mark Fischer, fundamentais pra entender o momento atual do ocidente. Em comum, as duas obras explicam onde as esquerdas se perderam (e onde podem se reinventar), e o imenso preço que o capitalismo avançado (onde corporações são mais poderosas que qualquer estadista, e líderes só se veem capazes de inspirar as massas ao propor mudanças radicais e em grande medida irrealizáveis) cobra da nossa psique e do tecido social como um todo, nos conduzindo aos atuais momentos de crise.

E, no momento, não há consenso na esquerda. Dentro da própria CdT2, tivemos discussões muito interessantes, mas que não apontavam necessariamente para uma concordância plena, apenas um apaziguamento em torno de objetivos imediatos (impedir o avanço do fascismo).

Qual você acredita ser o potencial das histórias em quadrinhos dentro desse contexto de conservadorismo aflorado em que estamos afundando?

João Pinheiro: Vejo como potencial pólo de resistência cultural, mas infelizmente ainda com muito pouco alcance. Por outro lado, os chargistas, na minha opinião, são o que há de melhor da crítica política feita nesse último período.

Diego Gerlach: A arte tem papel fundamental em tempos difíceis, tradicionalmente é quando o público mais corre atrás de entretenimento e reflexão em torno do caos cotidiano. Só espero que reste alguém disposto a ler, e a que as ameaças de censura que pairam no ar não se confirmem. Porque se elas se confirmarem, nós vamos ter que intensificar o foco ainda mais, rir ainda mais do meme perigoso que nosso país optou por eleger.

Qual é o futuro da Cavalo de Teta? Vocês já têm planos para uma terceira edição?

João Pinheiro: Sim, temos e se possível gostaria de ampliar a revista convidando outros autores a participar. Porque o Brasil pode acabar, mas os quadrinhos não.

HQ

Está no ar a convocatória para a segunda edição da Revista Pé-de-Cabra

A Pé-de-Cabra foi uma das belas novidades dos quadrinhos brasileiros de 2018. O segundo número da publicação tá previsto pro primeiro semestre de 2019 e o editor do projeto, Carlos Panhoca, divulgou hoje a convocatória para artistas interessados em participar da revista. O tema dessa segunda edição será ‘doença’ e as regras para o envio de trabalhos estão disponíveis lá na página da Pé-de-Cabra no Facebook. Reproduzo a seguir a lista com as exigências para participar da revista e deixo aqui o link da minha entrevista com Panhoca, feita na época do lançamento da primeira edição. Saca só:

(a arte da chamada da convocatória é assinada pelo Bernardo França)

“Para mandar trabalhos para essa edição você precisa cumprir isso aqui ó:
01. Os trabalhos podem ser histórias em quadrinhos, colagens, ilustrações ou fotografia, de 1/2 a 6 páginas, no formato 16 x 24,5 cm;
02. Os trabalhos devem ser em preto e branco porque gastamos muita grana com remédio e não temos dinheiro pra fazer uma revista colorida;
03. Os trabalhos devem ser inéditos;
04. Não mande pra gente o mesmo trabalho que vocês estão mandando pra outras revistas porque isso fode com os dois;
05. Conteúdos racistas, xenofóbicos, homofóbicos serão excluídos e o autor devidamente esculachado publicamente. Pense seis vezes antes de mandar merda;
06. Serão avaliados os trabalhos enviados até o dia 20 de fevereiro de 2019;
07. Envie os trabalhos para [email protected] escaneados em 300 dpi e tratados. Imagens com baixa resolução ou sem tratamento serão dispensadas.
08. Os trabalhos enviados deverão dialogar com o tema Doença. Pode pirar à vontade em cima do tema;
09. Cada participante selecionado leva 5 revistas para casa (infelizmente a gente é fodido e é o jeito que conseguimos pagar).
10. Não será analisado o portfólio ou os nomes de quem enviou artes, apenas a artes que foi enviada”

Cinema / HQ / Séries

Vitralizado #73 – 10.2018

Outubro de 2018 foi um mês de esclarecimentos sobre o posicionamento e a linha editorial do Vitralizado. A arte de Benson Chin celebrando o aniversário de seis anos do site é uma crítica às políticas predatórias praticadas pela Amazon, nefastas para os quadrinhos brasileiros e para as lojas especializadas nacionais. Posteriormente, com a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais, foi enfatizado por aqui o papel do blog como um espaço de oposição e resistência em detrimento a qualquer posicionamento antidemocrático e desumano defendido pelo político e seus simpatizantes. O Vitralizado é um espaço jornalístico, voltado à prestação de serviço e atuando em prol de toda e qualquer melhoria na condição humana. É bom que as coisas fiquem às claras. Segue o que rolou de mais importante por aqui em outubro:

(a arte que ilustra o post é de autoria do quadrinista Odyr e foi tirada do Twitter do artista)

*O Vitralizado é oposição e resistência;

*Os seis anos de atividade do blog foram celebrados com um postal comemorativo com arte do quadrinista Benson Chin, já viu? A festa de aniversário rolou na Ugra, no dia 13 de outubro, com bate-papo com o jornalista Carlos Neto;

*Sábado (3/11) e domingo (4/11) agora rola a Feira Des.Gráfica no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. O trabalho de Diego Gerlach para a sexta edição da Série Postal 2018 será lançado oficialmente durante o evento, junto com o relançamento das três primeiras edições do zine Know-Haole;

*A campanha de financiamento coletivo da HQ PARAFUSO ZERO – Expansão não alcançou seus objetivos. Ainda assim, seguimos até o fim com a já saudosa série PARAFUSO ZERO – Expansão: Bastidores, na qual eu e o Jão conversamos sobre o desenvolvimento do projeto. Ao longo de outubro entraram no ar os posts 10, 11, 12 e 13;

*A editora Companhia de Letras publicou a versão em quadrinhos de Odyr para o clássico A Revolução dos Bichos. Conversei com o artista sobre o diálogo crescente da obra de George Orwell com a realidade brasileira;

*Também conversei com a quadrinista Kate Evans, autora de Refugiados – A Última Fronteira, obra publicada pela editora Darkside Books sobre o tenebroso campo de imigrantes de Calais;

*A segunda edição da Plaf chegou às lojas especializadas e eu bati um papo com o jornalista Paulo Floro, um dos editores da publicação, sobre os bastidores desse segundo número da revista;

*O quadrinista Juscelino Neco divulgou uma pérola das HQs brasileiras de 2018, com uma mensagem necessária de esperança;

*Entrevistei o quadrinista canadense Guy Delisle sobre Fugir – O Relato de um Refém (Zarabatana Books), um dos melhores quadrinhos publicados em português em 2018. O papo virou matéria no UOL. O Carlos Neto me convidou pra trocar ideia com ele sobre o livro lá no Papo Zine, já assistiu?;

*Três rapidinhas: o Carlos Neto compartilhou no Papo Zine a conversa do Luiz Gê, na Ugra, sobre humor gráfico na época da ditadura; o João Pinheiro divulgou a capa e uma prévia do segundo número da revista Cavalo de Teta; e o Gustavo Piqueira lançou Ar Condicionado na Ugra;

>> Veja o que rolou no Vitralizado #72 – 09.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #71 – 08.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #70 – 07.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #69 – 06.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #68 – 05.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #67 – 04.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #66 – 03.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #65 – 02.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #64 – 01.2018;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #63 – 12.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #62 – 11.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #61 – 10.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #60 – 09.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #59 – 08.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #58 – 07.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #57 – 06.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #56 – 05.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #55 – 04.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #54 – 03.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #53 – 02.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #52 – 01.2017;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #51 – 12.2016;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #50 – 11.2016;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #49 – 10.2016;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #48 – 09.2016;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #47 – 08.2016;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #46 – 07.2016.

HQ

Série Postal + Know-Haole + Diego Gerlach na Feria Des.Gráfica 2018

Ei, tá em São Paulo? Tem programa pra sábado (3/11) e domingo (4/11)? Recomendo um pulo no Museu da Imagem e do Som (MIS) para a edição de 2018 da Feira Des.Gráfica. O evento vai marcar o lançamento oficial da sexta edição da Série Postal 2018, de autoria do quadrinista Diego Gerlach. Os postais poderão ser retirados de graça na mesa do artista. Aliás, novidade boa: o Diego Gerlach estará relançando no evento os três primeiros números da série Know-Haole, revista do artista na qual foram apresentados todos os personagens presentes na última edição da coleção de 2018 da Série Postal. Tremenda oportunidade, viu? A Know-Haole é das empreitadas que mais curto nos quadrinhos nacionais e pela qual fico cada vez mais ansioso para os próximos números.

A Des.Gráfica rola sábado de 12h às 20h e domingo das 12h às 19h. Você confere a programação completa do evento e os expositores que estarão presentes na página da feira, clicando aqui. Enquanto isso, deixo a seguir uma prévia dessa edições #1, #2 e #3 do Know-Haole que o Diego Gerlach me enviou, junto com um textinho falando sobre esses relançamentos, além do resumo de cada número. Saca só:

“Na Des.Gráfica 2018, a Vibe Tronxa Comix vai ter pela primeira vez à disposição todo o catálogo de seu carro-chefe, o zine Know-Haole. KH é um zine de quadrinhos criado por Diego Gerlach em 2012 e publicado até os dias atuais, e que já conta com 8 edições.

Após a terceira edição, a série entrou num hiato, sendo que o quarto número retornaria só dois anos depois, com o thriller político Eduardo Cunha é o Bandido da Luz Vermelha, que obteve relativo sucesso entre crítica e leitores e reacendeu o interesse em torno do título.

Com esse modesto sucesso, leitores da VTC passaram a demandar as ‘lendárias’ três primeiras edições – que, verdade seja dita, não venderam tanto assim em sua época… Mas, que de todo modo, acabam de ser reimpresssas!”

Know-Haole #1 (R$ 5) – Publicado originalmente em 2012. Tiras, gags e histórias curtas foram o disparo inicial. Inclui ‘Vae victis, panaca!’, primeira HQ na série a ‘se inspirar’ em quadrinhos já existentes, utilizando em sua maioria desenhos copiados de uma HQ de Jambo e Ruivão.

Know-Haole #2 (R$ 10) – Originalmente publicada em 2013. Primeira edição a utilizar o modelo que se tornou padrão no título, onde uma história (autocontida) ocupa toda a publicação. Essa HQ foi criada em cerca de uma semana, após Gerlach perder as primeiras páginas do que seria a segunda edição num assalto. Em Propriedades da Hortelã, temos a introdução de Gilso, o cãozinho maroto que rapidamente se tornou o mascote da Vibe Tronxa (além de outros personagens que apareceriam em tramas posteriores, como Tenente Deoclécio e o Mendigo Sem Nome).

Know-Haole #3 (R$ 10) – Originalmente publicada em 2013. Provavelmente a edição da série que menos circulou (até hoje tinham sido feitas apenas cerca de 60 cópias). Essa foi a única edição a ser ‘recauchutada’ para republicação, com novas retículas e um acabamento gráfico mais efetivo do que a versão original (a história permanece intocada). Em Negativado temos mais uma aventura de Gilso, dessa vez acuado pela morte e às voltas com novos personagens, como Cadelão, o Bonde do Ágio e a vingativa cabeça de Yukio Mishima.