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Entrevistas / HQ

Papo com Fabio Zimbres, coautor de Música para Antropomorfos: “Partimos do zero para criar uma coisa que não sabíamos o que era”

Rola hoje (23/8) aqui em São Paulo o primeiro evento de relançamento do álbum Música para Antropomorfos, HQ assinada pelo quadrinista Fabio Zimbres e pelo grupo Mechanics. O evento está marcado para começar às 18h, na loja da Ugra (Rua Augusta, 1371, loja 116), e contará com a presença de Márcio Jr., vocalista do Mechanics e um dos coautores do projeto. Eu estarei por lá pra mediar essa conversa com o quadrinista/músico, que depois participará de uma sessão de autógrafos. Você encontra outras informações sobre esse relançamento na página do evento no Facebook.

Eu escrevi sobre esse relançamento de Música para Antropomorfos pela Zarabatana Books para o caderno de cultura do jornal O Globo. Na matéria eu conto a trajetória do livro até aqui e falo sobre o desenvolvimento da obra, um clássico moderno das HQs brasileiras. Ontem eu publiquei por aqui a íntegra da conversa com Márcio Jr que deu origem ao meu texto e agora eu compartilho a minha entrevista com Zimbres. Então faz assim: leia o meu texto, leia a entrevista com o Márcio Jr., retorne para essa aqui com o Fabio Zimbres e apareça no evento de hoje à noite. Combinado?

“Era mais ou menos como se aquela música fosse trilha de algum filme, por exemplo. Eu ouvia a música e, com os olhos fechados, imaginava o que podia estar acontecendo”

Você lembra do convite do Mechanics para entrar no projeto que viria a ser o Música para Antropomorfos? Como você recebeu essa proposta?

Eu não tinha uma ideia definida de como seria o trabalho em si. Geralmente eu gosto desse tipo de proposta, você meio que sai do normal. Justamente por não saber exatamente que tipo de coisa seria, era mais atrativo ainda. Estávamos partindo do zero para criar uma coisa que não sabíamos o que era. E eu também gosto de me envolver com música, então existia esse outro atrativo.

A proposta do Márcio foi: ‘O Mechanics tem um disco novo e eu quero misturar com quadrinhos de alguma maneira, não sei como’. Ele deixou aberto para que eu imaginasse o que poderia ser isso. Eu perguntei se era um disco que vinha em um encarte. Aí ele disse: ‘Não. Pode ser isso, pode ser outra coisa, pode ser o que você imaginar. Pode ser o contrário, um livro que vem com um disco’. Então tava bem aberto no começo e eu achei isso legal. Na verdade, aos poucos a ideia foi se formando e virou um livro. Eu nunca tinha feito nada perto de uma graphic novel, com várias páginas. Uma vez que achamos um caminho as coisas foram se juntando aos poucos, a maneira de usar a música, como integrar o quadrinho com o disco, essa coisa de ouvir a faixa e ir imaginando alguma coisa e tal… Isso tudo foi sendo feito aos poucos, só a partir do momento em que eu pensei que poderia ser mesmo um livro autônomo, tipo uma graphic novel. A estrutura das faixas transformadas em capítulos foi mais ou menos o ponto de partida que orientou como fazer o resto.

“Os diálogos e os personagens foram surgindo em função da necessidade. Existia um certo improviso que é muito presente em tudo o que eu faço”

Você pode contar um pouco sobre a dinâmica de produção do quadrinho? Você já tinha em mente uma história que queria contar antes de dar início ao livro ou veio tudo enquanto você ouvia as músicas?

Eu acho que teve um pouco das duas coisas. O processo mesmo era ouvir faixa por faixa e imaginar uma relação entre imagens e músicas. Era mais ou menos como se cada música fosse trilha de algum filme, por exemplo. Eu ouvia a música e, com os olhos fechados, imaginava o que podia estar acontecendo ali. Muitas vezes eram paisagens, desertos ou qualquer outra coisa. Eu conseguia imaginar aquela música como trilha para algo que estava rolando, uma câmera se movendo em algum lugar. A partir da música eu imaginava um clima e dentro daquele clima uma história se desenrolando. Eu não tinha uma história ainda, eu tinha uma série de imagens abstratas ou soltas, que não significavam muita coisa, apenas o que a música me sugeria. Daí eu anotava essas ideias que vinham em cada faixa.

Ao mesmo tempo, eu tinha uma série de coisas anotadas ou na minha cabeça a respeito de ideias que poderiam virar histórias. Há um tempo que eu vinha lendo as histórias do Hércules na mitologia grega e pretendia aproveitar certas trechos como tema para uma história em quadrinhos. Também queria trabalhar com aparições inexplicáveis – ao longo do livro ocorrem várias aparições inexplicáveis que mudam o rumo da história. Eram coisas que estavam mais ou menos na minha cabeça, como essa ideia dos robôs, meio de ficção científica, mas que não tinha nada a ver com o trabalho em geral, a ideia de um monte de gente vivendo dentro desses robôs. Em geral eu faço coisas meio intimistas, personagens pensando consigo mesmo, e eu queria que essa história, tendo algo a ver com rock, fosse mais pop, mais próxima de uma aventura, mais próxima de algo de ação do que as histórias que eu costumo fazer. Então eu estava empurrando pra ficção científica. Essa ideia de que um robô poderia abrigar várias pessoas acabou caindo bem.

Eram coisas que eu ia pensando e juntando com histórias abandonadas e consegui achar um espaço pra elas dentro de cada capítulo. Eu tinha a ideia da estrutura, com capítulos mais ou menos independentes que construíam uma ideia única, como um romance formado por contos. Pra esses contos eu tinha uma ideia geral e ao longo do tempo fui criando uma espécie de plot. Eu sabia o que poderia acontecer naquele conto, mas eu realmente fazia no momento em que sentava e ‘bom, vamos fazer esse capítulo agora’. Os diálogos e os personagens foram surgindo em função da necessidade. Existia um certo improviso que é muito presente em tudo o que eu faço. Eu geralmente imagino uma coisa geral na minha cabeça, começo a desenhar e as coisas vão surgindo.

Então apesar de ter uma estrutura que eu fui criando e orientando pra fazer essa espécie de romance, na hora de sentar e produzir ainda tinha muito espaço pra improvisar. Surgiu das músicas, das ideias bastante abstratas que elas me sugeriram, e coisas um pouco mais concretas em termos de ação foram sendo estabelecidas aos poucos. O resultado final ainda teve um input de criar ali na hora, diálogos e mudanças de plot que acabavam surgindo no momento de desenhar.

“Eles me pressionaram, ‘Pô, tá demorando’. Acho que levei uns três anos pra fazer o livro, uma coisa mais ou menos do meu ritmo. Imaginando um livro tão grande, três anos tá bom até”

Em qual momento você apresentou para banda o que havia produzido? Você já estava com o quadrinho finalizado?

Desse detalhe eu não me lembro. No momento que surgiu a ideia de ser essa espécie de romance, eu falei: ‘Ó, quero fazer um livro, vão dar umas 10 páginas por capítulo, com umas cento e tantas páginas, é isso que tô imaginando’. O Márcio deu liberdade total, eu não tinha dado nenhuma ideia prévia e ele topou na hora. ‘Ah, beleza, se é isso que você quer fazer, vamos fazer, não se preocupa se dá pra fazer, se temos dinheiro ou não’. Ele tinha a estrutura das músicas e eu fiz a minha primeira ‘leitura’ delas, a partir da qual eu anotei algumas palavras-chave. Eu devolvi essas palavras-chaves pra eles terminarem as letras, que surgiram dessa minha viagem inicial nas músicas. As letras só foram completadas depois, a partir dessas ideias meio genéricas que eu tive.

Era uma coisa meio paralela, eles sabiam o que eu estava fazendo, mas não me lembro quando apresentei alguma coisa para eles. Acho que foi só quando eu terminei tudo. Não sei se eu gostaria de mandar em pedaços. Depois eles iam começar a criticar, então… Talvez eu tenha mandado o livro todo pronto, não tenho certeza se fui mandando aos poucos, acredito que não. Até por eu não ter começado pelo capítulo um, comecei pelo segundo e queria fazer o primeiro já imaginando um pouco o que ia acontecer nos outros, por ser uma história meio cíclica. Iam ter coisas do capítulo um que eu precisaria referenciar em trechos que eu não havia desenvolvido ainda. Com certeza não fui mandando capítulo por capítulo, mas eu não me lembro realmente do processo. Eu lembro que demorou muito. Eles reclamavam, o disco já estava pronto e eles se dedicaram bastante em termos de produção, fizeram a mixagem, já tava pronto e eu ainda tava no meio do livro. Eles me pressionaram, ‘Pô, tá demorando’.

Acho que levei uns três anos pra fazer o livro, uma coisa mais ou menos do meu ritmo. Imaginando um livro tão grande, três anos tá bom até, e não era uma coisa que eu podia me dedicar o tempo todo. Eu fazia nos intervalos. A minha parte demorou bastante. Tô chutando três anos, mas talvez tenha sido mais. Realmente demorou e acho que só mandei o final. Eu prefiro assim. Se você mostra aos pedaços, as pessoas começam a imaginar coisas, a sugerir, e eu gosto de ter liberdade de fazer e mudar.

Eu queria saber mais sobre a sua relação com as músicas. Como foi criar a partir de trabalhos tão abstratos como essas músicas sem letras?

O ponto inicial foi imaginar como se fosse um filme. A música era a trilha de alguma coisa e essa coisa poderia ser qualquer coisa. Eu fechava o olho e via um deserto e uma câmera se movendo nele como se fosse um carro. Ou então um quarto ou uma pessoa morta. Cada faixa era como se fosse um mini-trilha pra um curta. Pelo menos nesse primeiro momento eu não estava muito preocupado com uma certa unidade. Eu pulava de curta pra curta e achava alguma coerência entre a música que eu ouvia e a imagem que eu estava vendo. Uma coisa sugeria a outra. Tinha uma certa unidade com as faixas, mas eu sabia que no final das contas queria ter peças de uma coisa maior. De certa forma, fui ouvindo e forçando a barra pra que certas faixas se comunicassem.

Eu inclusive mudei a ordem das músicas. Eles me mandaram numa certa ordem e não sei se era a ordem que eles já tinham previsto pro disco. Eu ouvi e anotei aquelas ideias e percebi que mudando um pouco a ordem poderia criar essas peças que via como um conjunto. A parte abstrata, a música, acabou entrando assim, imaginando como filme, como cinema. Depois da atmosfera e do clima, eu fui imaginando personagens e ações que poderiam estar ocorrendo dentro desse contexto. As ações foram sugeridas por esse ambiente, que foi sugerido pela música. Aí nessas ações entraram essas ideias prévias que eu tinha a respeito do Hércules e coisas que eu gostaria de desenhar, como um robô andando em um cenário destruído e coisas assim, bem abstratas, bem abertas e que eu tinha vontade de desenhar. Eu tinha que imaginar que tipo de história está ocorrendo por trás disso que justifique um robô passando por um robô destruído. São coisas que fui juntando na cabeça e dando forma aos poucos.

Qual a origem dessas referências que você fez à história do Hércules?

Eu procurei os textos clássicos sobre ele. Os textos clássicos que descreviam as aventuras e os trabalhos dele, sobre a relação dele com Hera – de onde veio o nome dele, Herácles vem de Hera, a mulher de Zeus. A Hera perseguiu o Hércules, o atormentou a vida inteira por ciúmes, por ele ser o filho de Zeus com uma mortal. Ele vive uma série de situações interessantes, até a morte dele, uma espécie de… Bem, não chega a ser um sacrifício. No Música o personagem cai do robô que tá voando, fica em chamas pelo atrito com o ar e cai num poço de petróleo. E o Hércules originalmente morreu com um unguento que queimou a pele dele. Ele foi pro Olimpo sem a pele, ardia tanto que ele mesmo arrancou.

Eu não fazia questão de fazer uma descrição tão literal das coisas. Eu gostava das histórias que aconteciam com ele. Tem um personagem no livro que é Hera, alguns dos trabalhos estão citados ali, esse final dele pegando fogo e tal. Isso tá no livro.

“São dois robôs, dentro de um robô eu usei um estilo de desenho, fora desse robô um segundo estilo, no segundo robô a mesma coisa, no interior um estilo e no exterior outro”

Você poderia me falar um pouco sobre as técnicas que utilizou no livro? Como você determinou a estética do livro e qual material utilizou?

Cada capítulo foi feito em um estilo. São seis distintos, mas existem quatro momentos que formam a estrutura. São dois robôs, dentro de um robô eu usei um estilo de desenho, fora desse robô um segundo estilo, no segundo robô a mesma coisa, no interior um estilo e no exterior outro. Tem um capítulo intermediário e um capítulo inicial que usam outros estilos também. Cada estilo eu fiz de uma maneira diferente. Em um eu desenhei a lápis e ampliei o desenho pra ficar bem estourado, em outros eu desenhei na mesma proporção que seria impresso, com caneta. Ah, tem aquele capítulo em homenagem ao Jack Kirby, que também não tá dentro dessa estrutura que falei, é um capítulo à parte, com outro estilo ainda, seria um sétimo. Nele eu usei um outro tipo de caneta.

De certa maneira eu usei vários estilos que já dominava, eu já tinha feito várias histórias usando aquele material – lápis ampliado com contraste aumentado, nanquim e pincel, nanquim e bico de pena, desenho com canetinha um pra um e caneta grossa pra fazer o Jack Kirby -, então tinha uma série de coisas que eu já tinha lidado antes, não inventei nada de novo. Na verdade, as histórias que têm o desenho muito miudinho, bem pequenininho, que se passam dentro de um segundo robô, eram uma coisa que eu não tinha feito antes. Quando eu cheguei nessa parte, como seria dentro do segundo robô, do SF, eu meio que empaquei, não sabia pra onde ir. Foi mais ou menos a primeira vez que fiz essa coisa de diálogo pesado e desenho muito pequenininho e miúdo. Mas a técnica de desenho era coisa com que eu já lidava há bastante tempo.

O quadrinho foi lançado há mais de dez anos e está ainda mais atual. São sociedades capitalistas e industriais em crise, com as populações locais sendo exploradas por um sistema e por governos ditatoriais. Você também fica com essa impressão que ele ficou ainda mais atual com o passar dos anos?

Sim. É difícil eu me classificar como um autor político. Eu nunca fiz charge política. Já me envolvi como eleitor ou como apoiador de uma política ou outra, mas não com o meu trabalho. Não como outros autores, como o Dahmer, por exemplo. O meu trabalho não se insere na política dessa maneira, não acontece. Mas eu tenho trabalhos que no final das contas acabam lidando com os temas que tenho na minha cabeça e muitos deles são políticos.

Tem a história do Apocalipse Segundo o Dr Zorg, o primeiro Minitonto, que foi republicado agora pela Fantagraphics [nota do editor: a HQ mencionada por Zimbres foi publicada no segundo número da revista NOW], com o pessoal dizendo que ainda é relevante, é coisa de 20 anos atrás. Em geral, cada quadrinho que eu faço é um projeto em que eu me envolvo, crio certas coisas novas e depois vou pra um próximo. Não fico muito tempo envolvido com nada depois de lançar. Sai e eu já tô mais ou menos indo pra uma outra coisa.

Quando eu li a introdução que o Gerlach escreveu, falando que no quadrinho tem um golpe, em que derrubam a rainha e matam ela… (risos) Ele ficou surpreso e eu fiquei ainda mais por essas coisas ainda reverberarem hoje em dia.

De certa forma, eu não sou uma pessoa pessimista, mas o meu trabalho, de certa maneira, é pessimista e o mundo realmente está piorando. É horrível ter razão nesse sentido. Você desenha uma distopia e essa distopia vai ser ultrapassada pela realidade que tá ainda pior, isso é horrível. Mas no final das contas, se você é pessimista e vê as coisas dessa maneira meio sombria, você não pode negar, tem que trabalhar aquilo, desenhar aquilo. O que não quer dizer que eu não tenha humor, que eu não brinque. Algumas pessoas até se referem ao meu trabalho como um trabalho de humor. De qualquer maneira, eu sou meio pessimista em relação às coisas e as coisas estão piorando mesmo…

Eu pensei exatamente nessas figuras ditatoriais do começo da história. Elas estão se proliferando na nossa realidade…

Sim, pois é. É um golpe mesmo, personagens matando pessoas que estavam anteriormente apoiando pra ocuparem o poder. Os objetivos deles são bem escusos e é isso que a gente vê hoje em dia. Quando o Gerlach comentou isso eu falei: ‘Na época eu achava que era só uma ficção científica’ (risos). Eu não tava fazendo um comentário de política na época.

E sobre esse interesse recente crescente no livro. Ele tem uma edição colombiana, certo?

Tá sendo organizada agora uma edição em Portugal, pela Chili com Carne. Já tem um tempão que eu tava falando de fazer na França, mas sempre acontece alguma coisa. A gente não consegue produzir, fica sendo adiado e ainda não chegou a rolar. Mas é legal que saiu em espanhol, uma língua que circula mais fácil que o português. Na Colômbia eles tinham interesse no meu trabalho e não sabiam muito bem o que fazer e eu tinha o livro já pronto. Eles acharam interessante começar uma relação fazendo uma coisa que já tava pronto, no caso o Música.

O livro já foi bastante comentado e falado, mas como não tem uma edição em inglês a disseminação é lenta. O desenho também é mais atraente pra quem curte essa coisa autoral, que gosta do Gary Panter e essas coisas do tipo. Mesmo as pessoas não sabendo do que se trata acham divertido, mas enquanto história precisa de uma tradução pra pessoa poder entrar nela. É um momento interessante, acho que tem uma certa confluência com o Música estar saindo agora e com essa história ter sido traduzida na Now #2. Saíram críticas comentando e o pessoal gostou, o editor ficou empolgado.

Na verdade, a carreira internacional do Música, se pode ser chamada de carreira, tá acontecendo agora. Na Colômbia foi publicado no ano passado, em Portugal deve sair no próximo ano. E acredito que ainda tenha alguma tradução pra rolar aí.

Mesmo aqui no Brasil, eu fico com a impressão que vai chegar em um público que sempre ouvir falar no livro, mas nunca leu.

É, a tiragem original foi pequena mesmo. O Márcio fez o que dava na época. Ele disse que ia sair e realmente saiu, mas não tinha tanta estrutura pra distribuir e aumentar a tiragem. Me lembro até que, como a encadernação era meio artesanal ele tinha um amigo dentro da gráfica, o amigo comprou a ideia e caprichou na produção. Eu tenho inclusive a impressão que ele tinha até mais páginas rodadas, mas não tiveram condição de montar e encadernar. Então foi uma coisa meio artesanal, feita na raça.

E o título? Quem definiu?

Fui eu que dei. Eu tava escrevendo e não tinha a mínima ideia. Demorei bastante pra achar um título que me agradasse. Daí ficou esse aí, mas foi uma das últimas coisas. Acho que a história já estava pronta. Demorou muito pra fecharmos.

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