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O McDonald’s das lojas de quadrinhos

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Já estive nas Forbidden Planet de Londres, Dublin, Belfast, Nova York e uma em Roma que tem o mesmo nome mas não sei se faz parte da franquia criada na Inglaterra em 1978. O nome da loja é uma homenagem à ficção científica de 1956 com o Leslie Nielsen em um dos papeis principais. Mesmo hoje existindo como empresas separadas (Forbidden Planet e Forbidden Planet International) os lugares em que estive são quase iguais: um espaço destinado a brinquedos, estátuas, pôsteres, chaveiros e várias outras tranqueiras e outro reservado aos quadrinhos. Claro que rola uma mistura, você vê alguns gibis espalhados pela loja e todo o resto presente na área dos quadrinhos, mas fica bem clara a divisão entre os produtos destinados ao leitores de HQs e aqueles voltados aos consumidores de memorabilia relacionadas a série, filmes, games, desenhos e quadrinhos. Geralmente, as revistas acabam ficando num espaço secundário. Aqui em Londres elas ficam no subsolo, em Dublin no anexo da loja e em Belfast no segundo andar. Em Nova York e na loja de Roma fica tudo mais misturado.

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Passei hoje a tarde na loja principal aqui de Londres, no número 179 da Shaftesbury Avenue. É a Forbidden Planet Megastore e reúne o que a marca tem de melhor e pior. Ainda gasto um tempão olhando os brinquedos, mas bem menos do que reservo aos quadrinhos. A loja estava lotada de produtos do desenho Hora de Aventura, com bastante coisa de Doctor Who e, como é regra nessas comicshops maiores, repleta de peças relacionadas a Guerra nas Estrelas, Senhor dos Anéis e Harry Potter.

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Pra mim a brincadeira fica séria é no subsolo. A loja cresceu e agora tem uma seção destinada só a livros, ocupa mais ou menos um terço do andar. Você desce as escadas e vê uma prateleira separada com os livros recém-lançados ou em promoção, os novos quadrinhos e coletâneas de séries e um espaço guardado para títulos sobre o Alan Moore e as obras mais famosas dele. As novidades de gibis estão em ordem de mais vendidos da semana. Depois o espaço dividido em blockbusters, séries antigas, outros lançamentos, mangás, encadernados e revistas sobre cultura pop. É uma loja bem fácil de entender, cada seção possui uma placa explicando seu conteúdo. Ok, talvez seja mais fácil perceber os padrões para aqueles já iniciados em cada gênero/editora/personagem/história ali presente, mas acho que é a loja mais apropriada para leigos com algum princípio de interesse por esse universo.

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A Forbidden Planet aqui de Londres tem um tremendo valor histórico por ter sido a primeira de uma rede que determinou muito da estética atual das principais comicshops do planeta. Mas não é a minha preferida. É meio óbvia na divisão das revistas, a prioridade são os blockbusters e o material independente é mais limitado – não encontrei o Optic Nerve #13 do Adrian Tomine. Tava tudo de grande e novo por lá. De destaque estavam as novas edições de Miracleman, algumas séries novas da Image e muita coisa de Marvel e DC. A loja tem essa vibe meio asséptica além da conta, com tudo cheirando a plástico e sem muitas surpresas em qualquer uma das franquias. É um estilo meio McDonald’s, sem personalidade, sabe? Se tivesse de apostar, é o o tipo do lugar que os protagonistas de Big Bang Theory iam curtir bastante – e sei lá se isso é vantagem hehe

8 comentários O McDonald’s das lojas de quadrinhos

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