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Cinema

Skyfall: o melhor 007 de todos os tempos

Escrevi pro Divirta-se sobre o novo 007. Dirigido pelo Sam Mendes, Skyfall é o melhor dos 23 filmes protagonizados por James Bond.

 

Domínio global é objetivo secundário do vilão de 007 – Operação Skyfall. Com o roteiro mais intimista de todas as filmagens com o espião James Bond, o 23º filme do soldado do serviço secreto britânico chega aos cinemas 50 anos depois de ‘007 Contra o Satânico Dr. No’ (1962), a estreia da série.

Ex-subalterno de M (Judi Dench), a chefe de 007, o ciberterrorista Raoul Silva ambiciona a estruição de sua antiga empregadora. Na década de 90, ela precisou entregar Silva a inimigos e agora ele busca vingança. Assim como o anseio do antagonista interpretado por Javier Bardem, as estratégias de Bond para proteger M são das mais práticas já elaboradas pelo herói.

“Não trabalhamos mais com canetas explosivas”, explica o fornecedor de equipamentos de James Bond em frase definitiva sobre a tônica do longa. As regras estabelecidas nas 22 produções anteriores são respeitadas: há perseguições, explosões, carros espetaculares e, claro, ‘bondgirls’ – mas sempre de forma mais moderada.

Desde 2006 com ‘Cassino Royale’, seguido por ‘Quantum of Solace’ em 2008, os episódios de 007 vinham ganhando realismo e perdendo a ingenuidade típica dos anos 60 – tão associada à marca. ‘Skyfall’ encontra a fórmula exata para um Bond contemporâneo e
estabelece parâmetros para futuras encarnações do agente secreto.

Encenado majoritariamente na Grã-Bretanha, o filme dá destaque inédito a Judi Dench – em sua sétima incursão como M. Também expõe um passado pouco explorado da vida de Bond. E o personagem de Javier Bardem entra no rol de oponentes mais repulsivos e memoráveis da série – junto com Ernst Stavro Blofeld (‘Só se Vive Duas Vezes’, 1967) e Goldfinger (‘007 Contra Goldfinger’, 1964), mas menos caricato que seus semelhantes.

Com apenas seis longas no seu currículo – todos dignos de nota, como ‘Beleza Americana’ (1999) e ‘Foi Apenas um Sonho’ (2008) – o diretor Sam Mendes deixa sua marca na série britânica com aquele que pode ser o melhor filme de James Bond até hoje.

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