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Cinema

A biblioteca de Christopher Nolan em Interstellar

Quem já assistiu Interstellar sabe da importância que a biblioteca na casa dos protagonistas da produção tem pra trama do filme. Quando saí do cinema fiquei pensando se era possível ver os títulos de alguns dos livros presentes nas estantes e quanto tempo demoraria pra listarem as obras selecionadas por Christopher Nolan para aparecerem em seu épico de ficção científica. Editor do próximo número da Wired, o diretor divulgou para a revista nove dos livros que constam na casa do personagem interpretado por Matthew McConaughey. Como era de se esperar, não foi uma seleção aleatória e as obras revelam bastante sobre as fontes de inspiração do cineasta.

O post original na Wired tá aqui. Segue a lista, com a tradução que fiz para os comentários do Nolan. Não encontrei os títulos em português da maioria dos livros e não sei se eles foram lançados no Brasil. Se alguém tiver ser certeza é só avisar que atualizo.

The Wasp Factory, de Iain Banks: “Uma vez lido, nunca esquecido, estranhamente comovente, a história de um pai e uma filha vivendo praticamente isolados.”;

Selected Poems, de T. S. Eliot: “Conceitos complexos de tempo e espaço as vezes são melhores expressos pela arte do que pela ciência. ‘Four Quartets’ é tão intelectualmente estimulante sobre o tempo quanto qualquer texto científico.”;

A Dança da Morte, de Stephen King: “Um enredo sombrio que nos lembra que nossa perspectiva durante eventos grandiosos será sempre intimista.”;

Gravity’s Rainbow, de Thomas Pynchon: “O mais elegante de todos os títulos. De todos.”;

Emma, de Jane Austen: “Um lindo nome para um lindo livro (ou para um lindo produtor).”;

A Wrinkle in Time, de Madeleine L’Engle: “Minha introdução à ideia de dimensões superiores, incluindo o conceito de um tesseract.”;

Labyrinths, de Jorge Luis Borges: “O nome diz tudo.”;

The Go Between, de L.P. Hartley:”Experiências de infância ecoando pelos corredores da maturidade. Emocionante, com uma das melhores frases iniciais de todos os tempos.”;

Flatland: A Romance of Many Dimensions, de Edwin Abbott: “Uma tentativa notável de mudar a forma como você olha o mundo ao seu redor”.

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