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HQ / Marvel / Séries

Minha cronologia para o Demolidor e o trailer da série do herói para o Netflix

Acho que já comentei por aqui que o personagem da Marvel com as minhas histórias preferidas é o Demolidor. Também sei que já disse sobre a minha relação com cronologias de hqs: cabe ao leitor fazer uma seleção própria dos enredos que compõem a história de cada personagem. Tô longe de ter lido tudo lançado até hoje que seja protagonizado ou tenha participação do Demolidor, mas poucos heróis tem uma cronologia composta por histórias tão canônicas quanto o alter-ego do advogado Matt Murdock.

O conceito criado por Stan Lee e Bill Everett pro herói é ponto de partida pra versão definitiva da origem do personagem, O Homem Sem Medo, escrita por Frank Miller e com desenhos do John Romita Jr. Depois vou pras mais de 30 edições da série do personagem nos anos 80 comandadas por Frank Miller, quando foi concebida a versão que conhecemos do herói. Pulo pra uma das sagas mais dramáticas publicadas pela Marvel, A Queda de Murdock, também com texto de Miller e com a arte do David Mazzucchelli. Putz, que quadrinho. Nos final dos anos 90 tem um arco menor, mas essencial pra essa narrativa, assinado por Kevin Smith e com desenhos do Joe Quesada. Aí vou pra 2001, quando começa o arco de 55 números da revista do Demolidor com roteiro do Brian Bendis e ilustrações do Alex Maleev.

Tenho certeza que vou voltar a reler Demolidor um dia, mas a história do personagem poderia muito bem terminar exatamente no último quadro concebido por Bendis e Maleev. Claro, nem citei as histórias solo protagonizadas pela Elektra com texto do Frank Miller e mais um ou outro bom especial do herói. O negócio é que esses materiais que mencionei são obviamente a fonte de inspiração pros 13 primeiros episódios da série do personagem pro Netflix. Copiado e colado, dá pra ver pelo trailer. Sério: a gente tá distraído pela barulheira toda feita por essa galera dos Vingadores, mas acho que a obra-prima da Marvel fora dos quadrinhos pode muito bem ser essa leva de séries produzidas pelo Netflix.

Cinema / Destaque / Marvel

O Visão rouba a cena no novo trailer de Vingadores: Era de Ultron

Bem, falando em robôs que serão destaque em 2015, acabei esquecendo do Visão. E esse trailer novo de Vingadores: Era de Ultron é repleto de cenas inéditas e reveladoras sobre a trama, mas tudo fica em segundo plano depois da ponta do Visão no finalzinho, né não? Então aumenta a lista de robôs no cinema em 2015: Ava, Chappie, Ultron, T-101 e Visão. Ó o trailer (que espero que seja o último até a estreia do filme, já entregaram coisa demais):

Cinema / Marvel

Mais um pôster para Vingadores: Era de Ultron

Vingadores 2 tá quase aí. Meu problema com esse filme é que ele já tá começando a ficar velho, acha não? Fico com a impressão que já tá todo mundo mais interessado no terceiro Capitão América, com a chegada do Homem-Aranha na Marvel, do que nesse confronto com o Ultron. Também tô cada vez mais curioso em relação a como esse filme se encaixa no cenário maior e cósmico do Universo Marvel. Parece que o Ultron foi produzido com tecnologia alienígena esquecida na Terra no primeiro filme, mas não muito além disso. De qualquer forma, assim como o segundo Batman do Christopher Nolan foi o melhor dos filmes dele com o Cavaleiro das Trevas sendo uma história totalmente desligada da trama sobre a Liga das Sombras, Era de Ultron pode quebrar tudo e ser o mais redondo e dramático dos filmes da Marvel. Sem contar o Visão do Paul Bettany…ninguém tá dando muita bola pro cara, mas acho que pode muito roubar a cena viu? Dia 23 de abril teremos as respostas pra isso tudo.

Cinema / HQ / Marvel

O retorno do Homem-Aranha à Marvel e a identidade secreta que o herói jamais terá no cinema

Então a Marvel e a Sony realmente fizeram um acordo pra entrada do Homem-Aranha no Universo Marvel no cinema. Isso é tipo ver o Zico voltar a jogar pelo Flamengo e o Pelé pelo Santos – com ambos ainda com contratos presos a outros times, mas tudo bem, seria uma volta para casa, ao lugar de onde jamais deveriam ter saído. Só gostaria muito que a Sony largasse a mão de ideias tortas como essa história de filme do Sexteto Sinistro. Já Andrew Garfield não deve voltar mesmo, apesar de eu considerar o ator e o elenco de seus dois filmes um dos poucos pontos altos da série mais recente da Sony. Quer saber? Por mim Marvel e Sony quebravam tudo: pra rebootar outra vez em um intervalo tão curto de tempo, eu colocaria a versão ultimate, adolescente e negra do Homem-Aranha no lugar do Peter Parker. Duvido que role, mas ia char demais se o herói fosse Miles Morales no lugar do sobrinho da tia May. E parece que não sou o único…no Twitter o alter-ego ultimate do herói já virou trending topic assim que a parceria Marvel/Sony foi anunciada. Logo depois, em seu Tumblr, o criador da versão ultimate do Aranha, Brian Bendis, respondeu um fã que perguntou o quão empolgado ele estava com o nome de Miles bombando na internet. Ele apenas postou uma foto dos outros dois co-autores do personagem, os ilustradores Sara Pichelli e David Marquez. Reitero: duvido que Marvel e Sony tenham coragem pra abandonar a identidade mais famosa do Homem-Aranha no cinema, mas que ia ser demais, ia sim, viu?

Uma atualizada rápida. No caminho de casa até o trabalho fiquei pensando em algumas consequências desse acordo e a presença do Aranha nos filmes da Marvel Studios. Primeiro: caso ele realmente apareça em Guerra Civil, não acho que será da mesma forma que sua participação nos quadrinhos. Seja qual for a identidade do herói, ele não vai se expor e tornar público seu nome como aconteceu na história de Mark Millar. Imagino que ele será – aí sim, como na série – um dos principais pontos da discórdia entre Capitão América e Homem de Ferro, com ambos lutando por seu apoio. Já em relação a sua real importância nos futuros planos da Marvel nos cinema, fico muito curioso pra saber a intensidade desse contrato. O personagem tinha tudo pra ser um Agente Coulson bombado das próximas fases da série, aparecendo em vários filmes e com potencial para crescer e ser o grande destaque do futuro da versão cinematográfica da Marvel. No entanto, no cinema, o personagem é da Sony. O contrato é um parceria. Até onde vale a pena investir em um herói que pertence de forma restrita a você? Aguardo ansioso as cenas dos próximos capítulos.

Cinema / Marvel

Quarteto Fantástico X Interstellar

Ontem já tinha sacado uma certa semelhança entre o clima de Quarteto Fantástico e a vibe existencial/filosófica de Interstellar. A fotografia, algumas cenas e tomadas também lembraram o filme mais recente do Nolan. Aparentemente não fui o único a ver essa semelhança. Ó como casa bem a narração do personagem do Matthew McConaughey em cima das imagens do trailer da obra de Josh Trank:

HQ / Marvel

As novas Guerras Secretas da Marvel, o fim do Universo Ultimate e minha primeira série mensal de super-heróis

Qual foi a primeira revista da Marvel que você comprou? Minhas memórias não são lá essas coisas em relação aos eventos acontecidos antes de 1994. Eu definitivamente comprei alguns quadrinhos da Marvel antes de 94, mas tenho certeza absoluta de uma compra minha nesse ano. Foi o número três de Marvels, só por causa da capa do Alex Ross com o Surfista Prateado chegando na Terra. Hoje não sou o maior admirador dos desenhos do Alex Ross, acho meio estáticos além da conta, mas pirei naquela capa. Provavelmente nem li a edição, não sei se a série é mais recomendada para um menino de 7 anos não iniciado na cronologia da Marvel. Ainda assim, acho que essa primeira compra diz muito sobre o meu hábito como leitor de quadrinhos. Nunca tive muita paciência pra séries mensais, meu negócio sempre foi mini-séries, edições especiais e encadernados. Comprei bastante coisa entre 94 e 2001, principalmente nessa vibe, com histórias fechadas. Lá pra 2000 a Conrad começou a publicar Dragon Ball e Cavaleiros dos Zodíaco e talvez essas tenham sido minhas primeiras coleções de séries publicadas mensalmente ou a cada 15 dias. Também não tive pique pra continuar por muito tempo. Cavaleiros eu parei depois da Saga das 12 Casas e acho Dragon Ball perde um tantão da graça quando vira Dragon Ball Z. Daí em 2001 começam a ser publicadas no Brasil duas das séries que acompanhei por mais tempo, Ultimate Homem-Aranha e Ultimate X-Men. Você já deve ter visto que a Marvel anunciou o fim desse universo depois da publicação de Guerra Secretas né?

UltimateSpider

Antes dessas séries começarem a sair por aqui eu comprava bastante a Wizard americana. Provavelmente era coisa de futuro jornalista: ao invés de comprar os quadrinhos eu comprava a revista especializada que cobria o mundo dos quadrinhos. Quando chegou aqui no Brasil, já tava por dentro da linha: era uma releitura moderna dos quadrinhos da cronologia oficial. Primeiro saiu Ultimate Spider-Man, com o Brian Bendis no roteiro e o Mark Bagley nos desenhos, depois foi a vez de Ultimate X-Men, com texto do Mark Millar e arte dos irmãos Adam e Andy Kubert. Também publicaram Ultimate Marvel Teamp Up, mostrando cada edição um encontro do Homem-Aranha com algum outro heróis da editora. Em 2002 lançaram a cereja do bolo dessa brincadeira toda: The Ultimates, do Millar e do Bryan Hicth. A versão Ultimate do Quarteto Fantástico saiu em 2004, que deve servir de grande inspiração para o filme do Josh Trank, mas tô me adiantando. Estava cansado de ver Bendis e Millar nas primeiras posição do top 10 de escritores da Wizard e Bagley e os Kubert na dos desenhistas. Separadas nos Estados Unidos, as duas séries começaram a sair no Brasil em Marvel Século 21: Homem-Aranha, pela Abril. A Panini chegou ao Brasil pra começar a lançar a Marvel por aqui e herdou a publicação, rebatizada de Marvel Millenium: Homem-Aranha. Acho que comprei a revista até o número 40 e poucos.

MarvelsSurfista

É muito louco pensar no final desse Universo Ultimate por várias razões. Além dele ter sido publicado na primeira série mensal que comprei com regularidade, foram os primeiros blockbusters escritos por Bendis e Millar. Definitivamente serviu de base pra criação do Universo Marvel no cinema. Estou resumindo bastante a história, mas a partir dessas séries os dois pularam pra Demolidor, Alias, Kick-Ass, Vingadores e outros projetos mais autorais. Todas as produções mais recentes com o logo da Marvel – sejam da Marvel Studios, Fox ou Sony – são minimamente inspiradas nas histórias contadas no Universo Ultimate. Acompanho de longe os quadrinhos mensais da Marvel, mais por notícias da internet e por encadernados do que nas bancas todo mês, mas acho óbvio como a abordagem do Universo tradicional foi afetada em definitivo por essas séries lançadas no início dos anos 2000. Tô meio atrasado em relação à notícia de que o Universo Ultimate chegará ao fim, foi anunciado já tem mais de uma semana, e adiantado em relação à publicação da próxima Guerra Secretas, o gibi começa a sair mais pra frente em 2015. Também acho bastante possível que não passe de mais um blefe imenso dessas editoras americanas de super-heróis, o mais provável até. Mas fica aqui minha homenagem e um humilde muito obrigado ao trabalho de Bendis, Millar e cia.