Vitralizado

Posts por data março 2017

HQ

Série Postal: Taís Koshino lança o terceiro número da coleção na Banca Tatuí, sábado (25/3), a partir das 16h20

Sábado agora (25/3) é dia de lançamento do terceiro número da Série Postal. A Taís Koshino estará na Banca Tatuí aqui em São Paulo pra autografar o trabalho dela pra coleção de HQs em formato de cartão postal do Vitralizado. O lançamento tá marcado pro tradicional horário de 16h20 dos eventos da Banca Tatuí. Junto com o trabalho da Taís também estarão sendo lançados o Fachadas do Rafael Sica e a Mó Apocalipse, com desenhos do Jaca. Caramba, hein? Edição nova da Série Postal ali do lado dos trabalhos do Rafael Sica e do Jaca. Chic, né? Vamos? Confirma presença lá no evento no Facebook!

Prometo nos próximos dias voltar aqui pra lembrar vocês do evento, mas o convite tá feito: 1ª Festa do ano na Banca Tatuí Fachadas, Mó e Série Postal, sábado (25/3), a partir das 16h20. A Banca fica na Rua Barão de Tatuí, 275, na Santa Cecília. Te espero por lá.

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As duas primeiras edições da Série Postal estão disponíveis na mesa da Ugra Press na Feira Plana

Ó: se estiver de passagem por São Paulo e for visitar a Feira Plana, dê um pulo na mesa do pessoal da Ugra Press. As duas primeiras edições da Série Postal, com os trabalhos do Pedro Franz e do Pedro Cobiaco estarão sendo distribuídas de graça por lá, okok? Só chegar e pegar. E começo da semana que vem dou as coordenadas pro lançamento do postal da Taís Koshino, com direito a sessão de autógrafo e tudo mais. Aliás, tá acompanhando o making-of do trabalho dela lá no tumblr da Série Postal? Tá demais, viu?

Enfim, recapitulando: as duas primeiras edições da Série Postal, de graça, na mesa da Ugra Press, na Feira Plana. São poucas unidades, então tem que correr. O evento abre a partir das 17h de hoje (17/3) e vai até domingo (19/3), lá no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera.

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Pedro Cobiaco e a produção do segundo número da Série Postal

Continuo reunindo lá no tumblr da Série Postal depoimentos dos artistas envolvidos no projeto sobre a produção de seus quadrinhos pra coleção. A ideia é sempre divulgar as falas com exclusividade por lá e depois de algumas semanas reunir o conjunto de cada autor em um único post por aqui. Tá a mil no tumblr o making-of do trabalho da Taís Koshino pra terceira edição, então já tá na hora de reunir no Vitralizado os depoimentos do Pedro Cobiaco sobre o número dois. São falas que não pretendem esgotar as HQs por completo, só aprofundar um pouco mais os temas e conceitos tratados em cada HQ. A seguir, aspas do Pedro Cobiaco:

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“Enquanto eu pensava no que faria com o postal, a primeira coisa que veio a mente foi essa ideia de me dirigir a uma pessoa. Isso é algo muito presente no meu trabalho até. Eu queria escrever como se estivesse escrevendo para alguém. Mesmo sabendo que é no verso do postal que geralmente escrevemos para uma pessoa, eu queria que a parte da frente também fosse um recado. Como se mandando esse postal para alguém você estivesse enviando tanto a sua mensagem do verso quanto aquilo que eu escrevi”

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“Eu já usei antes esse formato em que escrevo uma história como se estivesse escrevendo para alguém. O Dentes de Elefante é isso, um cara escrevendo uma carta. Algumas das pessoas que mais me influenciaram dentro desse conceito são poetas, como a Matilde Campilho, que é portuguesa que morou um tempo no Brasil. Muitos poemas dela parecem exatamente isso: uma carta em que ela está se dirigindo a alguém de forma mais fluida e lírica, menos preocupada com deixar aquela pessoa consciente do que está acontecendo na sua vida e mais preocupada em deixar ela consciente de como você está se sentindo. De algum jeito você está falando sobre a sua vida, mas não se trata da pessoa entender plenamente tudo o que passou ou por onde esteve”

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“Além da Matilde Campilho, outro poeta que me influencia dentro dessa proposta é o Frank O’Hara. Eles têm isso de interessante: muitas vezes parecem que estão escrevendo para alguém, falando com alguma pessoa específica, e de uma maneira bem sincera e apaixonada”

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“É um quadrinho muito simples, não tem experimentação em relação a forma nem nada. Acho que ele me fez pensar sobre as possibilidades dos quadrinhos por ser naquele espacinho curto… É uma proposta que destaca a capacidade que os quadrinhos têm de fazer transparecer uma quantidade tão grande de informação, como eles conseguem conter tantas informações em um espaço tão pequeno e que vão chegar a alguém. Você tem imagem e texto mas eu queria fazer algo que não fosse óbvio em relação a ambos. Eu queria justamente criar uma desconexão entre as duas coisas, o que é uma das coisas mais interessantes que se tem pra fazer em quadrinhos”

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“É um espaço tão pequeno, como naquele exemplo da Rutu Modan. É justamente sobre isso, a quantidade de informação que você está dispondo em um espaço tão pequeno e de uma forma que não é necessariamente comum, sabe?”

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“O meu trabalho acaba sendo realmente uma expressão de como eu penso, uma representação de como eu penso e do que está acontecendo na minha cabeça. Tem uma porrada de informação, mas não tem muito horizonte, as informações acabam se embaralhando. O quadrinho de alguma forma reflete isso também”

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“Na época que fiz o postal… Aliás, como sempre, né? Eu estava lendo muitos escritores da geração Beat e lendo os diários de viagem do Jack Keuroac. Aí a ideia que me veio foi essa: tentar resumir uma sensação que eu tinha a respeito do que tinha sido o meu ano na forma de uma viagem, como se o meu ano tivesse sido uma viagem. Mas tudo isso em alguns poucos quadros (risos) Então me abstive completamente de tentar expressar alguma informação factual e me mantive na tentativa de sintetizar algumas sensações que atravessei”

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“Pra mim, a grande realização é quando você consegue acabar a página e percebe que aquilo que está ali é o que você conseguiu conter naquele espaço. É óbvio que jamais será tudo que aquele espaço pode conter. Inclusive acho que estamos longe de conseguir conter tudo o que é possível estar presente em uma página de quadrinho. Geralmente, quando estou tendo muita dificuldade para fazer um desenho ou uma página, é porque não tenho essa consciência. É quando não consigo fazer muito sentido. Quando você consegue entender que aquilo é um espaço limitado, melhor. No caso, eu queria realmente passar uma mensagem sincera de como estava me sentindo para alguém, e tudo o que coube de mim está ali, cifrado pra um possível interlocutor desvendar ou interpretar como quiser”

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HQ

Dois eventos sobre quadrinhos na LAJE: Clube do Desenho #01 (com LoveLove6 & Lucas Gehre) e zine-oficina com Fábio Zimbres

Tá bem massa a programação de eventos sobre quadrinhos da LAJE aqui em São Paulo, hein? Dois deles, legais pra caramba, estão marcados pra rolar nos próximos dias – sendo um deles de graça. Na 5ª agora, dia 16, entre as 19h e 23h, rola a primeira edição do Clube do Desenho, com a presença de Lucas Gehre e da LoveLove6. Segundo os organizadores, a ideia do encontro é não só desenhar, mas criar um espaço para troca de experiências entre os artistas  e o público presente. De graça, é só ir. Dá uma sacada na página do evento no Facebook.

O outro evento bem promissor, marcado pros dias 25 e 26 de março, é a criação da Revista Troglo 01, um zine-oficina com o gigante Fábio Zimbres. Lá na página de inscrição do evento diz que a publicação será o projeto final da oficina. A matrícula sair por R$300 e pode ser feito no site da Laje.

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Cinema

Little White Lies #69: The Free Fire Issue

Taí a capa da edição número 69 da Little White Lies, minha revista preferida de cinema da vida. O destaque da vez ficou com a Brie Larson em Free Fire, comédia policial estrelada pela futura Capitã Marvel e dirigida por Ben Wheatley. A arte da capa é assinada pelo diretor criativo da revista, Timba Smits, inspirado pela antologia semanal de quadrinhos britânicos Action, publicada nos anos 70. Segunda edição seguida da revista que foge ao padrão habitual do rostão em destaque na capa, massa isso. Ó o trailer de Free Fire: