Vitralizado

Posts por data Março 2017

HQ

Silicon Valley, por Daniel Clowes

Acho que poucas vezes vi tanta gente falando sobre o Daniel Clowes por aí. A estreia de Wilson nos Estados Unidos fez com que um monte de jornais, sites e revistas escrevessem perfis do quadrinista e fizessem entrevistas com ele. Agora os produtores de Silicon Valley divulgaram a arte assinada pelo Clowes pra divulgar a quarta temporada da série, com lançamento marcado pro dia 23 de abril. Quanto mais Daniel Clowes melhor.

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Série Postal: a HQ produzida por Taís Koshino para o nº3 da coleção

A arte aqui em cima é o trabalho produzido pela Taís Koshino para o terceiro número da Série Postal. A HQ será lançada amanhã, a partir das 16h20, na Banca Tatuí aqui em São Paulo. Vale lembrar que a Taís estará por lá pra autografar o postal – do lado do Jaca, lançando a mais recente edição da Mó, e do Rafael Sica com a recém-lançada Fachadas. Recomendo bastante uma visita ao tumblr da Série Postal pra você ver o passo a passo da construção do postal da Taís, um processo beeem interessante que revela algumas camadas extras incríveis da HQ. Aqui você vê o postal do Pedro Franz pra coleção e aqui o do Pedro Cobiaco.

“Então fui ler artigos e ensaios sobre o cartão postal, o que mais me interessou foi ‘O Postal Ilustrado da Frente ao Verso: Imagens Mais que Reprodutíveis’ da Maria da Luz Correia. Texto interessante que traz um diálogo com Benjamin, Nancy e Blanchot, apresenta o cartão postal como uma escritura acentrada, de dupla face, assim como acontece nos quadrinhos, é um encontro, uma colisão, um enfrentamento, entre imagem e palavra. A imagem, como sua parte pública, comumente é uma reprodução, feita em massa, de uma obra de arte; o texto, como a parte privada, um espaço de comunicação interpessoal entre o remetente e o destinatário. E esses dois lados não são separáveis ou divisíveis”, Taís Koshino sobre a produção do terceiro número da Série Postal.

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Lessons of the Hermit, por Adrian Tomine

O Adrian Tomine ilustrou a matéria Lessons of the Hermit, publicada na mais recente edição da revista The Atlantic. O texto e o desenho tratam do livro The Stranger in the Woods do jornalista Michael Finkel, que conta a história de Christopher Knight, eremita que passou 27 anos vivendo isolado em uma floresta no interior do estado do Maine nos Estados Unidos. Lá pelo Instagram o Adrian Tomine compartilhou o passo a passo da produção da arte focando em alguns detalhes do desenho. Saca só:

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HQ

Diana: um teaser do próximo álbum de Pedro Cobiaco e Janaína de Luna

O pessoal da Editora Mino acabou de divulgar no Facebook um teaser de Diana, próxima HQ assinada pela dupla Janaína de Luna e Pedro Cobiaco. Como já foi bastante comentado por aí, a Cais lançada no final do ano passado é uma espécie de prólogo/ensaio com a protagonista desse próximo álbum. Segundo a roteirista do quadrinho, a ideia é que ele seja lançado no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, em novembro. Também de acordo com a Janaína, o Pedro Cobiaco andou lendo e relendo a obra-prima Lint do Chris Ware e daí essa brincadeira com formas do teaser. Mais uma pra colocar na lista de aguardados de 2017, anota aí.

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Labirinto: está no ar a campanha de financiamento coletivo do quadrinho de Thiago Souto

O Thiago Souto colocou no ar no Catarse a campanha de financiamento coletivo da aguardada Labirinto. Caso o projeto consiga a verba de R$ 24 mil, a HQ vai estar impressa entre os meses de setembro e outubro, podendo ser retirada no FIQ ou na CCXP. Saca um pouco da trama do livro: “Labirinto conta a história de Nico e Góreck, dois amigos que, quando se encontram, vivem aventuras extraordinárias e desenvolvem uma forte relação de amizade e confiança. Após o desaparecimento de Nico, Góreck parte em busca do amigo. Durante essa jornada faz descobertas sobre a própria existência, sobre o amigo, sobre o mundo onde vivem e sobre as criaturas que o habitam”.

Acho demais o trabalho do Thiago Souto. Em 2014 ele publicou a ótima Mikrokosmos e no ano passado a excelente Time Lapse, quinto número da coleção Ugrito. Aqui no blog tem duas entrevistas bem legais com ele, uma sobre cada gibi (uma aqui e outra aqui). Já li algumas páginas de Labirinto e gostei muito do que vi até o momento – cheguei até a publicar por aqui uma página compartilhada pelo quadrinista no Facebook. A história é bem legal e a arte é matadora como pouco se vê por aí. Já apoiei o projeto e recomendo o mesmo procê. Ó o vídeo que o autor produziu falando mais sobre a HQ:

HQ / Matérias

Ódio e delírio em Ouro Preto: Rafael Coutinho e as marcas de um ritual de violência em Mensur

Transformei a minha longa entrevista com o Rafael Coutinho sobre Mensur em matéria pra edição de março da revista Rolling Stone. O foco do texto está principalmente na relação do autor com o personagem da HQ, o solitário Gringo, e também nos paralelos entre a prática de mensur e combates de MMA e outros esportes violentos do nosso presente. A revista chegou 6ª passada nas bancas, arruma a sua aí!

Aliás, falando em Mensur, já leu a HQ? O que achou? Tinha lido o pdf antes do lançamento, mas o impacto é outro com o livro no papel. Puta quadrinho bom, né? Fico indo e voltando em várias páginas e me perdendo no desenho. Gosto cada vez mais.

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Série Postal: Taís Koshino lança o terceiro número da coleção na Banca Tatuí, sábado (25/3), a partir das 16h20

Sábado agora (25/3) é dia de lançamento do terceiro número da Série Postal. A Taís Koshino estará na Banca Tatuí aqui em São Paulo pra autografar o trabalho dela pra coleção de HQs em formato de cartão postal do Vitralizado. O lançamento tá marcado pro tradicional horário de 16h20 dos eventos da Banca Tatuí. Junto com o trabalho da Taís também estarão sendo lançados o Fachadas do Rafael Sica e a Mó Apocalipse, com desenhos do Jaca. Caramba, hein? Edição nova da Série Postal ali do lado dos trabalhos do Rafael Sica e do Jaca. Chic, né? Vamos? Confirma presença lá no evento no Facebook!

Prometo nos próximos dias voltar aqui pra lembrar vocês do evento, mas o convite tá feito: 1ª Festa do ano na Banca Tatuí Fachadas, Mó e Série Postal, sábado (25/3), a partir das 16h20. A Banca fica na Rua Barão de Tatuí, 275, na Santa Cecília. Te espero por lá.

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As duas primeiras edições da Série Postal estão disponíveis na mesa da Ugra Press na Feira Plana

Ó: se estiver de passagem por São Paulo e for visitar a Feira Plana, dê um pulo na mesa do pessoal da Ugra Press. As duas primeiras edições da Série Postal, com os trabalhos do Pedro Franz e do Pedro Cobiaco estarão sendo distribuídas de graça por lá, okok? Só chegar e pegar. E começo da semana que vem dou as coordenadas pro lançamento do postal da Taís Koshino, com direito a sessão de autógrafo e tudo mais. Aliás, tá acompanhando o making-of do trabalho dela lá no tumblr da Série Postal? Tá demais, viu?

Enfim, recapitulando: as duas primeiras edições da Série Postal, de graça, na mesa da Ugra Press, na Feira Plana. São poucas unidades, então tem que correr. O evento abre a partir das 17h de hoje (17/3) e vai até domingo (19/3), lá no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera.

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Pedro Cobiaco e a produção do segundo número da Série Postal

Continuo reunindo lá no tumblr da Série Postal depoimentos dos artistas envolvidos no projeto sobre a produção de seus quadrinhos pra coleção. A ideia é sempre divulgar as falas com exclusividade por lá e depois de algumas semanas reunir o conjunto de cada autor em um único post por aqui. Tá a mil no tumblr o making-of do trabalho da Taís Koshino pra terceira edição, então já tá na hora de reunir no Vitralizado os depoimentos do Pedro Cobiaco sobre o número dois. São falas que não pretendem esgotar as HQs por completo, só aprofundar um pouco mais os temas e conceitos tratados em cada HQ. A seguir, aspas do Pedro Cobiaco:

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“Enquanto eu pensava no que faria com o postal, a primeira coisa que veio a mente foi essa ideia de me dirigir a uma pessoa. Isso é algo muito presente no meu trabalho até. Eu queria escrever como se estivesse escrevendo para alguém. Mesmo sabendo que é no verso do postal que geralmente escrevemos para uma pessoa, eu queria que a parte da frente também fosse um recado. Como se mandando esse postal para alguém você estivesse enviando tanto a sua mensagem do verso quanto aquilo que eu escrevi”

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“Eu já usei antes esse formato em que escrevo uma história como se estivesse escrevendo para alguém. O Dentes de Elefante é isso, um cara escrevendo uma carta. Algumas das pessoas que mais me influenciaram dentro desse conceito são poetas, como a Matilde Campilho, que é portuguesa que morou um tempo no Brasil. Muitos poemas dela parecem exatamente isso: uma carta em que ela está se dirigindo a alguém de forma mais fluida e lírica, menos preocupada com deixar aquela pessoa consciente do que está acontecendo na sua vida e mais preocupada em deixar ela consciente de como você está se sentindo. De algum jeito você está falando sobre a sua vida, mas não se trata da pessoa entender plenamente tudo o que passou ou por onde esteve”

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“Além da Matilde Campilho, outro poeta que me influencia dentro dessa proposta é o Frank O’Hara. Eles têm isso de interessante: muitas vezes parecem que estão escrevendo para alguém, falando com alguma pessoa específica, e de uma maneira bem sincera e apaixonada”

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“É um quadrinho muito simples, não tem experimentação em relação a forma nem nada. Acho que ele me fez pensar sobre as possibilidades dos quadrinhos por ser naquele espacinho curto… É uma proposta que destaca a capacidade que os quadrinhos têm de fazer transparecer uma quantidade tão grande de informação, como eles conseguem conter tantas informações em um espaço tão pequeno e que vão chegar a alguém. Você tem imagem e texto mas eu queria fazer algo que não fosse óbvio em relação a ambos. Eu queria justamente criar uma desconexão entre as duas coisas, o que é uma das coisas mais interessantes que se tem pra fazer em quadrinhos”

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“É um espaço tão pequeno, como naquele exemplo da Rutu Modan. É justamente sobre isso, a quantidade de informação que você está dispondo em um espaço tão pequeno e de uma forma que não é necessariamente comum, sabe?”

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“O meu trabalho acaba sendo realmente uma expressão de como eu penso, uma representação de como eu penso e do que está acontecendo na minha cabeça. Tem uma porrada de informação, mas não tem muito horizonte, as informações acabam se embaralhando. O quadrinho de alguma forma reflete isso também”

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“Na época que fiz o postal… Aliás, como sempre, né? Eu estava lendo muitos escritores da geração Beat e lendo os diários de viagem do Jack Keuroac. Aí a ideia que me veio foi essa: tentar resumir uma sensação que eu tinha a respeito do que tinha sido o meu ano na forma de uma viagem, como se o meu ano tivesse sido uma viagem. Mas tudo isso em alguns poucos quadros (risos) Então me abstive completamente de tentar expressar alguma informação factual e me mantive na tentativa de sintetizar algumas sensações que atravessei”

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“Pra mim, a grande realização é quando você consegue acabar a página e percebe que aquilo que está ali é o que você conseguiu conter naquele espaço. É óbvio que jamais será tudo que aquele espaço pode conter. Inclusive acho que estamos longe de conseguir conter tudo o que é possível estar presente em uma página de quadrinho. Geralmente, quando estou tendo muita dificuldade para fazer um desenho ou uma página, é porque não tenho essa consciência. É quando não consigo fazer muito sentido. Quando você consegue entender que aquilo é um espaço limitado, melhor. No caso, eu queria realmente passar uma mensagem sincera de como estava me sentindo para alguém, e tudo o que coube de mim está ali, cifrado pra um possível interlocutor desvendar ou interpretar como quiser”

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