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Posts por data fevereiro 2017

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Mensur: Rafael Coutinho divulga teaser da HQ e anuncia a data de lançamento do álbum para 16 de março

Olha, pode acreditar em mim quando digo que Mensur é o primeiro grande quadrinho brasileiro de 2017. É um puta álbum, com reflexões bastante atuais e uma arte matadoura. Em breve devo trazer um conteúdo bem legal sobre o gibi por aqui. Enquanto isso, lá no Facebook, o Rafael Coutinho acabou de avisar que o livro vai ser lançado dia 16 de março e também divulgou um breve teaser da HQ. Dá o play:

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Série Postal: o cartaz produzido por Pedro Cobiaco para o lançamento do segundo número da coleção

O Pedro Cobiaco fez um cartaz para o evento de lançamento do segundo número da Série Postal, que também é assinado por ele. Aproveito pra deixar outra vez o convite por aqui: eu e o quadrinista estaremos na Ugra, sábado (18/2), a partir das 16h, junto com a Janaína de Luna, que vai estar autografando o álbum Cais. E não tem mistério, é só chegar lá, trocar uma ideia comigo, o Cobiaco e a Janaína e levar o postal pra casa. O evento oficial do lançamento no Facebook tá aqui. Vamos?

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Série Postal: Pedro Cobiaco lança o segundo número da coleção na Ugra, sábado (18/2), a partir das 16h

O segundo número da Série Postal será lançado no próximo sábado (18/2), a partir das 16h, na loja da Ugra aqui em São Paulo. Responsável pela arte dessa segunda edição, o quadrinista Pedro Cobiaco estará presente para autografar a HQ. Na companhia do artista também estará Janaína de Luna, autografando Cais, um dos gibis mais recentes da editora Mino, roteirizado por ela e ilustrado por Cobiaco. Eu também ficarei por lá a tarde inteira, distribuindo os postais e trocando ideia com os dois autores e com quem mais aparecer, seja pra falar sobre a Série Postal ou o que der na telha. O convite tá feito e a página do evento no Facebook tá aqui, anima? Lembrando: a Ugra fica na loja 116 do número 1371 da Rua Augusta. Ó o vídeo que o Cobiaco e o pessoal da Ugra produziram reforçando o convite:

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Daniel Clowes fala sobre sua carreira e suas diferentes percepções em relação a quadrinhos com o passar dos anos

Já tinha comentado por aqui sobre a exposição com os originais do Daniel Clowes na Galerie Martel de Paris. Daí que o pessoal do canal Cryptkeeper fez uma entrevista com o quadrinista tratando não apenas do evento, mas também sobre como o autor e o público mudaram suas perspectivas em relação a o que são quadrinhos ao longo dos anos. Papo rápido de 11 minutos que vale muito a investida. Assiste aí:

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Casa Veneta: um tarde de papos sobre HQs, anúncios de lançamentos e descontos na sede da editora Veneta

Estarei viajando nos próximos dias, mas caso estivesse em São Paulo amanhã (11/2) provavelmente passaria algumas horas por conta dessas atividades programadas pra Casa Veneta. A promessa é de uma tarde de conversas sobres quadrinhos, anúncios de lançamentos e vendas com descontos lá na sede da editora, no número 124 da Rua Araújo. Às 11h30 tem um papo batizado de Processo Criativo de uma HQ, com Wagner Willian, João Pinheiro, Sirlene Barbosa e Tiago Judas. Depois, 14h30, rola a conversa Quadrinhos e Hip Hop: o Selo Sumário de Rua e Hip Hop Genealogia, com Mateus Potumati Mariano, Rodrigo Ogi e Amauri Gonzo. Finalmente, às 16h, uma mesa sobre a agenda da Veneta pra 2017, com a presença de Rogério de Campos, Andre Toral, Ale Teles, Marcelo D’Salete e Yuri Moraes. Quem vai? Depois me conta como foi?

Anota aí:
Casa Veneta
11 de fevereiro, das 11h às 18h
R. Araujo, 124, 1º. Andar, República
Entrada gratuita – atividades sujeitas a lotação do espaço.

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Pedro Franz e a produção do primeiro número da Série Postal

Ao longo dos próximos meses vou publicar lá no tumblr da Série Postal vários depoimentos dos artistas envolvidos no projeto sobre a produção de seus quadrinhos para a coleção. A ideia é sempre divulgar as falas com exclusividade por lá e depois de algumas semanas reunir o conjunto de cada autor em um único post por aqui. Hoje comecei a compartilhar algumas aspas que peguei com o Pedro Cobiaco sobre o trabalho dele, daí agora reúno a íntegra dos depoimentos do Pedro Franz por aqui. São falas que não pretendem esgotar as HQs por completo, só aprofundar um pouco mais os temas e conceitos tratados em cada edição. A seguir, aspas do Pedro Franz:

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“Quando veio a proposta do postal eu pensei que tinha tanto a questão da limitação do formato, 10,5X14,8, quanto a noção de que você tem que fazer algo contido nesse espaço de só uma página, que não só fizesse sentido, mas que também fosse o mais próximo possível de uma história em quadrinhos. E também tem a questão de não sabemos pra onde ele vai, né? Em quem ele vai chegar e se alguém vai realmente utilizar como postal”

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“O desenho original é um pouco maior do que um 10,5X14,8, eu fiz em um A5 (14,8X21). O principal ponto é resolver o que cabe nesse espaço tão pequeno. O que mais me interessou foi o fato de ser nesse local estranho do postal. Pode ser que as pessoas enviem para alguém…Talvez não, pode ser que elas apenas colem na parede ou guardem, não sei até que ponto as pessoas ainda enviam postais. É um formato que levanta questões bem interessantes”

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“O tempo inteiro, quando fazemos um desenho ou uma história em quadrinhos, a gente lida com restrições. Só que muitas vezes o artista não está consciente delas. Se dar conta dessas restrições é importante. No caso foi algo que partiu da proposta do projeto, mas pode sempre ser algo que parte do próprio artista”

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“Eu queria falar da Mail Art. Tem um artista que eu gosto muito que é o Ray Johnson e eu queria muito fazer uma homenagem. Eu fiquei um período pesquisando e revendo os trabalhos dele. Daí surgiu uma tentativa de fazer algo sobre essa pesquisa que não deu certo. Eu acabei pensando no Ulises Carrión, outro artista que gosto bastante. Pensei em uma conversa entre o Carrión e o Johnson e também não deu certo. Cheguei a começar a escrever coisas sobre os dois e não funcionou”

*Leia mais sobre Mail Art;
*Leia mais sobre Ray Johnson;
*Leia mais sobre Ulises Carrión;

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“Nessa minha pesquisa eu acabei encontrando essa frase do Ray Johnson. Ele fala que Mail Art não é um quadrado, um retângulo ou um slide, mas que é um rio. Achei essa ideia muito bonita, de fluxo, de tratar da circulação desse postal. De certa forma ele vai circular, fluir e não temos controle sobre isso. Fui reunindo todos os temas que foram surgindo em função disso. Coisas que estavam comigo de certa forma e eu queria colocar juntas em um trabalho”

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“Quando estava produzindo o postal aconteceu uma coisa aqui em Florianópolis. Uma exposição de fotografias do Marco Martins já estava montada e foi cancelada pela prefeitura por falta de verba ou algo assim. O Renato Turnes fez uma das fotos quando estavam tentando abrir a exposição e parecia uma foto de presídio, isso acabou entrando na HQ. Se eu refizesse hoje esse trabalho eu teria outras questões pra falar, talvez próximas das que abordei, mas sobre outros acontecimentos”

*Leia mais sobre a exposição de Marco Martins;
*Veja a foto de Renato Turnes retrata em Rio;

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“Não gosto muito de ficar explicando pra não fechar as leituras, mas tem algo sobre esse trabalho… Não tenho certeza quando eu fiz, acho que outubro ou novembro. Eu tinha visto um dos primeiros discursos do Temer após o impeachment em que ele diz essa frase que aparece meio cortada ali no canto, “Um agronegócio exuberante que não conhece crises”. Pra mim foi muito simbólico, ele acreditando estar imune a tudo. Queria usar como título, mas o trabalho não é apenas sobre isso. Parece que estamos em uma época de muitas questões políticas difíceis de tratar e pensar e ainda precisamos lidar com o cotidiano, com as coisas do dia a dia”

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