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Posts por data Maio 2016

HQ / Matérias

Fungos e o legado de James Kochalka

Bati um papo por email com James Kochalka, um dos grandes dos quadrinhos indies norte-americanos. Após anos de produção frenética e vários lançamentos lá fora, ele finalmente saiu por aqui, pela Mino. A deixa pra entrevista era o lançamento de Fungos no Brasil, mas também conversamos sobre a influência do trabalho dele em desenhos nonsense como Hora da Aventura e Rick e Morty, sobre os rumos da indústria do entretenimento ao longo dos últimos anos e um pouco sobre música. Mó figura, alto astral pra caramba e uma lenda dos quadrinhos. Nossa conversa virou matéria lá no UOL. Nos próximos dias público por aqui a íntegra do nosso papo. Vai lá ler meu texto, cara.

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A exposição de Incidente em Tunguska e o bate-papo com Pedro Franz na Ugra

E sábado também rolou na Ugra o lançamento de Incidente em Tunguska do Pedro Franz, com direito a exposição e um bate-papo com o autor. Já falei por aqui antes como considero Incidente em Tunguska outro grande quadrinho brasileiro dos últimos anos, principalmente por propor a retirada da HQ de seu espaço físico original, como livro, e a ida da obra para galerias e espaços expositivos. Durante pouco mais de uma hora conversei com o autor sobre a origem da HQ como parte de um projeto de mestrado na Universidade do Estado de Santa Catarina, as muitas reflexões que ele teve enquanto produzia o quadrinho e as várias conclusões em que ele chegou relacionadas às possibilidades crescentes da linguagem dos quadrinhos.

Depois o papo rendeu ainda mais com várias perguntas do pessoal que esteve presente no evento. A exposição do Incidente em Tunguska, com alguns dos originais do quadrinho, fica lá na Ugra até o dia 11 de junho. E caso você não tenha aparecido na loja no sábado, recomendo muito a leitura da minha entrevista com o Pedro, das minhas preferidas já publicadas por aqui.

PedroFranzUgra2

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A segunda aula do curso Os Ciclos Produtivos das HQs Brasileiras

Estive acompanhado dos quadrinistas Wagner Willian e Pedro Cobiaco na segunda aula do curso Os Ciclos Produtivos das HQs Brasileiras. O encontro rolou sábado na Ugra e, assim como o primeiro, rendeu bem mais do que eu havia previsto. Enquanto a aula inaugural do curso foi focado no cenário atual dos quadrinhos brasileiros e um pouco do contexto em que essa cena está inserida, a reunião mais recente abordou o papel do quadrinista e expôs um pouco das experiências individuais dos dois convidados.

Eu havia chamado o Pedro e o Wagner para participarem do curso não só por ambos serem autores de dois dos quadrinhos brasileiros mais importante lançados nos últimos meses, mas também pelas vivências distintas de ambos no mercado editorial. Enquanto o grandioso Bulldogma foi produzido de forma metódica pelo Wagner ao longo dos últimos dois anos, o Pedro ressaltou os oito meses de testes e tensões que ele viveu enquanto criava o épico Aventuras na Ilha do Tesouro.

O bate-papo foi um pouco além das duas horas combinadas e contou com questionamentos muito bem colocados de alguns dos inscritos no curso. No final das contas, falamos sobre política, edição, a relação entre autores e lojistas, marketing pessoal, a linguagem das HQs e diferentes técnicas de criação. O Massao voltou a resumir o encontro em duas páginas de facilitação gráfica criadas em seu caderno enquanto ele observava a conversa, dá uma sacada:

FacilitacaoMassaoAula2

Semana que vem o encontro deve ter uma dinâmica um pouco diferente, com mais cara de debate. Estarei por lá pra mediar uma conversa entre três grandes editores brasileiro: Janaína de Luna (Mino), Zé Rodolfo (Gato Preto) e a Luciana Foraciepe (Maria Nanquim). Aí nos dias seguintes ao encontro eu volto aqui com um resumo do que rolou. Certeza de papo bom.

CursoAula2

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Incidente em Tunguska: Pedro Franz lança a HQ em São Paulo com exposição e conversa com os leitores

O Pedro Franz vem a São Paulo lançar Incidente em Tunkuska e abrir uma exposição com alguns dos originais da HQ lá na Ugra. Vou conversar com o quadrinista e mediar um bate-papo entre ele e o público presente no dia da abertura, no próximo sábado, dia 28, a partir das 15h. Já falei por aqui algumas vezes sobre a grandiosidade desse trabalho mais recente do autor: é não só um grande gibi, mas se propõe a tirar a HQ de seu espaço físico original e levar a ambientações pouco habituais para uma história em quadrinhos. Certeza de papo bom e de uma tremenda oportunidade de ver ao vivo um dos projetos recentes mais ambiciosos das HQs nacionais.