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Posts por data outubro 2015

HQ

A edição definitiva de Promethea

Você já deve ter visto a notícia por aí: a Panini tá colocando nas bancas nos próximos dias o primeiro volume de dois encadernados que compõem a edição definitiva de Promethea. Tô passando só pra lembrar que esse é daqueles materiais que não dá pra perder, mesmo esse preço de R$115 tá valendo. Das obras recentes do Alan Moore, talvez seja sua melhor e mais interessante. A capa do encadernado tá aqui, feita a partir dessa beleza aqui em cima assinada pelo J.H. Williams III. Aliás, na verdade eu acho que fiz esse post só pra ter essa pérola do J.H. Williams III por aqui. [Atualizado: como o Érico bem lembrou nos comentários, a tradução do gibi ficou por conta do Octavio Aragão.]

Cinema

Luke, Kirk, Rey e a jornada do herói

A sacada linda nessas imagens aqui de cima é do pessoal do excelente Tea and a Movie e ela faz pensar um monte. Colocados lado a lado, os frames dizem um tanto imenso sobre cada um dos filmes e seus realizadores. George Lucas sempre deixou clara a paixão que sente por Joseph Campbell, seus estudos sobre o poder do mito e a jornada do herói. Os frames com os personagens são basicamente o registro do primeiro passo dessa jornada descrita por Campbell, o exato instante em que os futuros heróis expressam suas ânsias por aventura a partir de um ambiente ordinário.

Lucas expressou todos os sonhos de Luke nessa cena, a mais bonita do primeiro filme da Trilogia. Abrams reproduziu o mesmo conceito em uma cena estrelada por um jovem James Tiberius Kirk logo no início de seu Jornada nas Estrelas. A cena com Rey sentada no desértico planeta Jakku olhando cheia de esperança a partida de uma nave passa a mesma mensagem. J.J. Abrams é um diretor-fã-pesquisador-estudioso de Guerra nas Estrelas. O cara tá seguindo à risca o manual. O Despertar da Força vai ser massa. Tem erro não.

HQ

Limiar: Dark Matter e o fim de um ciclo na carreira de Luciano Salles

Luciano Salles diz estar encerrando um ciclo com o lançamento de Limiar: Dark Matter. A carreira do artista no mundo dos quadrinhos começou em 2012, com o lançamento de Luzcia, A Dona do Boteco. Com tiragem pequena e poucas páginas, a HQ foi uma espécie de cartão de visitas utilizado pelo quadrinista para apresentar seus dotes artísticos. O lançamento de O Quarto Vivente em 2013 deu início a uma série de publicações encerrada com seu mais recente trabalho. Entre os dois está L’Amour: 12 oz, um dos grandes gibis brasileiros lançados em 2014 e o mais belo e impactante álbum produzido por Salles até hoje.

Limiar sempre foi anunciado pelo autor como o ponto final dessa sua trajetória inicial como quadrinista. Apesar de seus enredos independentes, as três HQs compõem um mesmo cenário, com temas em comum e um mesmo acabamentos editorial. “Criei um diferente nascimento em O Quarto Vivente. Desenvolvi o princípio e o término da vida e do amor em nossas vidas em L’Amour: 12 oz. E, de modo superlativo, um tipo de apego pós vida em Limiar: Dark Matter”, conta Salles em entrevista por email (leia a íntegra no final do texto).

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