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Posts por data outubro 2015

Cinema

Frames que viraram pôsteres

Até apareço pelas bandas de cá se algo muito especial der as caras na internet amanhã ou domingo, mas acho que já dá pra fechar o mês de outubro por aqui, né? Peço a conta das últimas quatro semanas com um ensaio divertido comparando cenas de filmes que viraram pôsteres, dessas besteiras bem sacadas que são sempre bacanas de assistir. Dá o play, Maca:

Cinema

O Despertar da Força X Star Trek

Já comentei por aqui sobre o trabalho do pessoal do Tea and a Movie. Outro dia eles fizeram uma comparação bem legal entre frames do Guerra nas Estrelas original, o Star Trek do J.J. Abrams e uma cena de O Despertar da Força. Eles continuaram investindo nessa linha nos últimos dias. Tipo essa comparação aqui em cima, mostrando o efeito de lens flare tão querido por Abrams. Também notaram outras semelhanças ainda mais legais, algumas entre as três produções e outras só entre as mais recentes. O mais sensacional é que tão encontrando esses padrões só a partir do trailer do Episódio VII. Deixa sair o filme pra ver a quantidade de coisa parecida que vão encontrar…

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HQ

Bulldogma: a HQ de Wagner Willian será lançada em fevereiro de 2016

Dos títulos que aguardo com mais ansiedade para 2016, Bulldogma ganhou data de lançamento. O novo quadrinho de Wagner Willian será publicado em fevereiro de 2016. Ao longo dos últimos meses o artista publicou uma série de previews na página do projeto no Facebook. Promissor pra caramba. Na legenda do banner aqui em cima o autor escreveu: “Foram dois anos intensos escrevendo e desenhando Bulldogma (não necessariamente nesta ordem). À todos aqueles que acreditaram nesta nouvelle vague, àqueles que a leram em antemão e de um modo ou de outro fizeram-se presentes em suas páginas, faltam poucos meses”. Aliás, já leu a minha entrevista com o Wagner William? Papo bem bom, viu?

Entrevistas / HQ

Mute: Marco Oliveira investe nas possibilidades da linguagem dos quadrinhos em álbum experimental

O quadrinista Marco Oliveira surpreendeu seus leitores em 2014 quando publicou o álbum Aos Cuidados de Rafaela. Apesar do mesmo traço sujo de sua série Overdose Homeopática, o autor apresentou no quadrinho um estilo muito distinto do trabalho que fez sua fama na internet. Enquanto suas tiras reúnem várias piadas rápidas e agressivas, o enredo tragicômico do livro lançado no ano passado mostrou o domínio que Oliveira possui da narrativa sequencial. Pouco mais de um ano depois, o artista volta a investir em uma obra bastante distinta de suas produções prévias.

O recém-lançado Mute (R$34, Zarabatana) mostra o autor explorando várias possibilidades da linguagem das HQs em uma coletânea de painéis em preto e branco. Ao longo de suas 88 páginas, o livro reúne várias esquetes e enredos conceituais somente possíveis de serem contados no formato de quadrinho. Se na série Overdose Homeopática Oliveira dialoga com a podridão social também expressa por autores como André Dahmer, Ricardo Coimbra, Bruno Maron, Mute possui conexões explícitas com o experimentalismo poético de Rafael Sica – inspiração assumida pelo autor na entrevista abaixo.

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HQ

Early Stories, a nova HQ de Jillian Tamaki

Vi lá no The Beat: uma das responsáveis pelo sensacional This One Summer e autora de Super Mutant Magic Academy, a Jillian Tamaki começou a publicar uma webcomic na Hazlitt, a revista virtual da Penguin. Batizada de Early Stories, a HQ teve sua primeira parte focada na história de um seriado de televisão dos anos 90. Bem divertida, saca só. Agora é saber o que rola nos próximos episódios, se continua o enredo sobre a série ou pula pra uma outra história. Promissor pra caramba.

HQ

Adrian Tomine na capa da revista Now

O Adrian Tomine tá no olho do furacão por conta do lançamento do Killing and Dying, um dos lançamentos do ano no Hemisfério Norte, que sei lá se um dia sai por aqui. A revista canadense Now colocou o autor na capa da sua mais recente edição, com um auto-retrato do artista. Dá pra ler a matéria de capa da revista aqui. Já o pessoal da revista The Week pediu pro Tomine listar suas seis coletâneas preferidas de quadrinhos. A lista é composta por The Girl From H.O.P.P.E.R.S. do Jaime Hernandez, a RAW editada pelo Art Spiegelman e pela Françoise Mouly, My New York Diary da Julie Doucet, Rusty Brown do Chris Ware, Abandon the Old in Tokyo do Yoshihiro Tatsumi e Caricature do Daniel Clowes. Vale passar lá no site da The Week pra ver as justificativas do autor.

HQ

A edição definitiva de Promethea

Você já deve ter visto a notícia por aí: a Panini tá colocando nas bancas nos próximos dias o primeiro volume de dois encadernados que compõem a edição definitiva de Promethea. Tô passando só pra lembrar que esse é daqueles materiais que não dá pra perder, mesmo esse preço de R$115 tá valendo. Das obras recentes do Alan Moore, talvez seja sua melhor e mais interessante. A capa do encadernado tá aqui, feita a partir dessa beleza aqui em cima assinada pelo J.H. Williams III. Aliás, na verdade eu acho que fiz esse post só pra ter essa pérola do J.H. Williams III por aqui. [Atualizado: como o Érico bem lembrou nos comentários, a tradução do gibi ficou por conta do Octavio Aragão.]

HQ

C.A.B. 2015, por Daniel Clowes

Dias 7 e 8 de novembro rola em Nova York a edição de 2015 do Comic Arts Brooklyn, também conhecido como C.A.B., uma convenção anual dedicada ao que tem de mais legal nas HQs americanas. Convidado especial do evento em 2015, o Daniel Clowes ficou por conta da arte do pôster da festa, essa beleza aqui em cima. Se estiver em Nova York dias 7 e 8, recomendo muito um pulo no Brooklyn. Saca só a programação que demais.

Cinema

Luke, Kirk, Rey e a jornada do herói

A sacada linda nessas imagens aqui de cima é do pessoal do excelente Tea and a Movie e ela faz pensar um monte. Colocados lado a lado, os frames dizem um tanto imenso sobre cada um dos filmes e seus realizadores. George Lucas sempre deixou clara a paixão que sente por Joseph Campbell, seus estudos sobre o poder do mito e a jornada do herói. Os frames com os personagens são basicamente o registro do primeiro passo dessa jornada descrita por Campbell, o exato instante em que os futuros heróis expressam suas ânsias por aventura a partir de um ambiente ordinário.

Lucas expressou todos os sonhos de Luke nessa cena, a mais bonita do primeiro filme da Trilogia. Abrams reproduziu o mesmo conceito em uma cena estrelada por um jovem James Tiberius Kirk logo no início de seu Jornada nas Estrelas. A cena com Rey sentada no desértico planeta Jakku olhando cheia de esperança a partida de uma nave passa a mesma mensagem. J.J. Abrams é um diretor-fã-pesquisador-estudioso de Guerra nas Estrelas. O cara tá seguindo à risca o manual. O Despertar da Força vai ser massa. Tem erro não.


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