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Posts por data novembro 2014

Cinema

Sobre o primeiro trailer de Star Wars: O Despertar da Força

Extremamente anticlimático lançarem o trailer do primeiro Star Wars protagonizado por Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford em 30 anos e os três não darem as caras. Talvez já seja um sinal de que o trio não será tão fundamental assim pra história. Ou melhor, eles podem ser essenciais para a trama, mas não seus protagonistas. A fotografia também me chamou atenção, tá longe de ser aquela coisa pixelizada e sem vida dos episódios I, II e III. E aquela primeira cena com o John Boyega tenso no deserto tem mais carga dramática que essas três produções mais recentes. Enfim, sem mais. Anticlimático, mas me agradou. Tem Tatooine, sabre-de-luz (esquisito, mas tem), John Williams, Millenium Falcon e umas X-Wings.

HQ / Marvel / Melhor HQ

“A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim” – Mike Deodato Jr.: Ken Parker

O autor do parágrafo de hoje da seção “a melhor HQ de todos os tempos, para mim” é o grande Mike Deodato Jr. Um dos principais nomes da Marvel nos últimos anos, ele é responsável por alguns dos maiores blockbusters recentes da Casa das Ideias – como Os Vingadores Sombrios, Thunderbolts e Original Sin. O trabalho escolhido por ele é o clássico italiano Ken Parker. A imagem aqui de cima é de autoria do próprio Mike, uma ilustração que ele fez pra um site sobre o gibi e encaminhou ao blog junto com seu texto. Ó:

“A melhor HQ de todos os tempos pra mim é Ken Parker, de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo. Poética, criativa, brilhante. Uma série de faroeste que trata de temas pouco comuns ao gênero. A genialidade e inventividade dos autores fazem desta HQ uma obra-prima.”

Ken-Parker

Cinema / HQ

O RoboCop de Alan Moore

Sabia que o Alan Moore quase escreveu o roteiro de Robocop 2? Descobri via um post no tumblr do Brian Bendis. O texto diz que a fonte da história é o produtor da continuação, Jon Davidson, e ela consta no livro RoboCop: The Definitive History. Lembrando que o autor do roteiro do filme acabou sendo o Frank Miller. Ó o motivo dessa busca por um quadrinista pra produção do texto do filme:

De acordo com RoboCop: The Definitive History, o produtor de RoboCop 2 procurou tanto o Alan Moore quanto o Frank Miller pra produção do roteiro da sequência, por causa dos trabalhos deles em Watchmen e Cavaleiro das Trevas. Na época havia uma greve de roteiristas e ele não podia contratar ninguém pertecente aos sindicatos da categoria, então ele foi atrás de autores de quadrinhos.

“Tive uma resposta bastante sucinta do Alan, enquanto o Frank demonstrou muito entusiasmo”, conta Jon Davidson no livro.

O resto é história. Você consegue imaginar como seria o RoboCop do Moore?

Guerra nas Estrelas / HQ / Marvel

Star Wars, por Frank Cho

Eu não canso de repetir por aqui: pra mim, Guerra nas Estrelas são aqueles três filmes lançados entre 1977 e 1983 sobre a luta entre a Aliança Rebelde e o Império, todo o resto é extra. Foram poucos os quadrinhos da série que me diverti lendo e não crio muitas expectativas em relação à linha de gibis que a Marvel lança a partir do próximo ano. Ainda assim, estou gostando bastante das capas que a editora está produzindo pros primeiros números das revistas. Só convocaram gente grande, do naipe de Alex Ross, Adi Granov, Greg Land, Frank Cho e outros. A ilustração aí de cima vai estar numa tiragem limitada de Star Wars #1 produzida exclusivamente pra uma loja de quadrinhos de Maryland. Outra que achei demais é de autoria do John Tyler Christopher e mostra os personagens do George Lucas fugindo do coelhão Jaxxon, cria da primeira leva de gibis da Marvel pra Star Wars, nos anos 70. Ó:

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SW1

SW11

HQ / Melhor HQ

“A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim” – Ricardo Coimbra: A Pior Banda do Mundo

Mais um parágrafo pra “a melhor hq de todos os tempos, hoje, para mim”. O dono do texto é o Ricardo Coimbra, umas das mentes por trás da genial Xula e responsável pelo Vida e Obra de Mim Mesmo. O quadrinho escolhido por ele acabou de ganhar uma reedição pela Devir. Ó o que o Ricardo tem a dizer sobre A Pior Banda do Mundo:

“Acho que perdi a conta de quantas vezes na minha vida já repeti que A Pior Banda do Mundo é o melhor quadrinho de todos os tempos. Sempre que me pedem uma dica, falo dessa série (e quando não me pedem, falo também). Desde que li pela primeira vez, em 2002, nunca mais encontrei nada que me impressionasse mais. José Carlos Fernandes passou a figurar na minha lista pessoal de melhores do mundo, ao lado de Millôr, Crumb, Mutarelli, Dahmer, Angeli, Marcatti, Laerte. E, com todo respeito a todos esses mestres, dou ao português larga vantagem. Afinal, em A Pior Banda do Mundo ele conseguiu equacionar como ninguém algumas das qualidades mais importantes numa boa obra de quadrinho: um texto refinado e poético (mas sem ser pedante e nem afrescalhado) e um traço classudo (perfeitamente integrado à atmosfera do texto e sem as pirotecnias típicas de ilustrador esforçadinho querendo mostrar serviço). Dividida em seis volumes e com títulos sugestivos como A Grande Enciclopédia do Conhecimento Obsoleto, O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante ou O Depósito de Refugos Postais, a série traz, em cada um deles, várias histórias curtas de duas páginas, que funcionam de forma autônoma mas que também se comunicam entre si. É protagonizada por uma banda de jazz que ensaia há 30 anos no porão de uma alfaiataria e, mesmo depois de todo esse tempo, permanece absolutamente inepta. Mas a banda é apenas o mote central para um desfile de personagens e situações em que brilha um humor tragicômico e melancólico, tipicamente português (há um homem que descobre que só existe no sonho das pessoas, um adivinho que atende como se fosse um funcionário público numa repartição, um funcionário encarregado de ouvir discos de vinil ao contrário em busca de mensagens satânicas, um serrilhador de selos, um fiscal de isqueiros, um quiosque misterioso destinado a receber as sugestões dos cidadãos sobre como fazer um mundo melhor, um homem cuja vida é paralisada pela preocupação constante com a possibilidade de extinção do universo). Tudo ambientado em uma cidade meio kafkiana, que tanto poderia ser Lisboa da década de 50 como uma capital decadente do leste europeu nos tempos atuais. A Pior Banda do Mundo é um quadrinho autoral da maior qualidade, executado por um dos maiores e mais prolíficos quadrinistas do nosso tempo. Enfim, uma verdadeira aula.”

APiorBandaCapa


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