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Posts por data Maio 2014

Cinema / Matérias

The Record Breaker – O campeão dos campeões

RecordBreaker

Um dos documentários mais legais que vi ano passado foi The Record Breaker, do diretor norte-americano Brian McGinn. Ele conta a história de Ashrita Furman, o cara com a maior quantidade de recordes quebrados no Livro dos Recordes. Entrevistei o diretor sobre o filme pra Galileu. Tentei de várias formas falar com o próprio Furman, mas como me explicou McGinn, ele é extremamente recluso. O que torna o documentário ainda mais interessante. Segue o meu texto e a íntegra da minha entrevista com o Brian McGinn:

MatériaRecordesGalileu

O campeão dos campeões

Documentário retrata vida do maior recordista do livro Guiness

De todas as façanhas do norte-americano Ashrita Furman, de 59 anos, a que mais impressiona é o seu número de marcas no Guinness, o livro dos recordes. Desde 1979, quando fez 27 mil polichinelos, foram cerca de 500 (o Guinness diz ter perdido parte dos registros, mas 181 delas ainda não derrubadas), o que o transformou no maior recordista da publicação.

São feitos como ingerir a maior quantidade de gelatina em um minuto com olhos vendados e mãos amarradas ou soprar um selo ao longo de 100 me- tros arrastando-se no chão com um bicho-preguiça abraçado em seu peito — é isso mesmo o que você leu. “Até o mais bobo desses recordes é praticamente impossível”, conta o cineasta Brian McGinn, autor do documentário The Record Breaker sobre a vida de Furman. O recordista cresceu cercado por livros e sofrendo bullying por ser nerd. Seus pais contam que o garoto tinha notas para entrar em Harvard, mas resolveu dar outro rumo à vida. Aos 16 anos, virou discípulo do guru indiano Sri Chinmoy (1931-2007), largou os estudos, brigou com os pais e começou uma busca pela “iluminação” por meio de uma pai- xão de infância, o Livro dos Recordes. Sua busca é sustentada pelo salário como gerente de uma loja em Nova York e por outros discípulos de Chinmoy. “Uma das lições que se aprende dele é que você só vive uma vez. Se não segue suas paixões, pode desperdiçar tempo”, diz o documentarista.

Você se lembra da primeira vez que ouviu falar de Ashrita Furman? Qual foi a primeira coisa que pensou sobre ele?

Conheci Ashrita em um artigo publicado no New York Times. Havia uma pequena nota sobre ele, acompanhada de uma foto com ele cortando uma maçã com uma espada de samurai. Pensei que era um cara interessante – quem poderia se importar tanto em ser bom em algo tão bobo? Amo filmes como O Equilibrista e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, e estava tentando fazer um documentário com o mesmo espírito desses filmes, então o Ashrita apareceu como o personagem perfeito. Ele é tão intenso e focado, mas também pateta, e as coisas que ele estava fazendo eram absurdas. Só queria saber mais sobre ele.

Suas opiniões sobre ele mudaram muito ao longo do filme?

Fazer um filme sobre alguém sempre muda sua opinião sobre a pessoa – ao invés de ver alguém de longe, você passar a pensar nela como pessoa, com tudo que isso implica. O Ashrita continua uma espécie de enigma para mim, mas acredito que fazer o filme me ajudou a compreender o porquê dele fazer o que faz e também o que é necessário para ser o melhor em qualquer coisa que você faça: é tudo uma questão de dedicação, gasto de tempo e trabalho duro.

Imagino que seja difícil para ele conseguir financiamento para as quebras de recordes, mas acho que deve ser ainda mais difícil produzir um filme sobre alguém tão excêntrico. Como seus produtores reagiram quando você resolveu filmar o documentário?

Os projetos do Ashrita são financiados de algumas formas: o pai dele dá o dinheiro, o grupo espiritual dele paga para seus seguidores divulgarem sua causa e várias iniciativas ele faz perto de casa.

Em relação ao gasto no documentário, é sempre difícil financiar qualquer tipo de filme. Minha sorte ao fazer The Record Breaker foi que meu produtor amou o tema – e realmente, ao longo das filmagens, investidores disseram: “amamos o assunto e nossa audiência vai amar o filme, só descubra o que está além da quebra de recordes e estamos dentro”. Então eu apenas foquei em descobrir qual seria a história humana que iríamos contar. Depois disso, o dinheiro foi moleza.

De onde você acha que vem a origem da obsessão dele com recordes?

Acho que a obsessão do Ashrita com a quebra de recordes decorre da relação com o guru espiritual dele e, um pouco antes, provavelmente tem suas origens na relação com o pai, que era um poderoso advogado em Nova York. O Ashrita tinha um perfil de criança estudiosa, nerd, e se dar bem em um ambiente atlético é algo atraente pra ele. Ele credita todos seus recordes às suas práticas espirituais. Como uma pessoa sem crenças, sou mais cético em relação ao poder da religião, mas acho interessante pois essas práticas realmente ajudaram ele a acreditar nas suas habilidades, deram a ele a crença de que ele poderia realizar qualquer coisa.

Quanto tempo você passou com ele fazendo o filme?

Levei mais ou menos um ano tentando convencer o Ashrita a fazer o filme comigo, depois filmamos em cerca de três semanas e mais um ano de produção.

E qual dos recordes dele você acha mais absurdo?

Ele tem o recorde de comer maior quantidade de gelatina em 60 segundos com uma venda e as mãos amarradas para trás. O que quer dizer que ele fica enfiando a cara em uma bacia gigante cheia de gelatina e come como um louco ao longo de um minuto. É bem engraçado e bastante absurdo.

Os recordes dele são bastante impressionantes. Mas a história fica ainda mais interessante quando ficamos sabendo das notas altas e todas as possibilidade de carreira que ele teve. Na sua opinião, o que significa hoje em dia abandonar tudo para viver de sonhos como o Ashrita fez?

Histórias como a dele, de pessoas que seguiram rumos alternativos à norma cultural, são inspiradoras nos dias de hoje pois há mais pessoas optando por rotas mais seguras em suas vidas e carreiras. Escolher realizar seus sonhos, ainda mais quando eles são repletos de atividades bobas e engraçadas, é admirável quando você não sabe como vai arrumar dinheiro, pagar o aluguel, a comida e tudo mais que você precisa para sobreviver. Acho que uma das lições do filme é que você só vive uma vez. Se você não segue suas paixões, pode acabar desperdiçando seu tempo na Terra.

O Ashrita diz no filme que a maioria dos recordes que ele quebra são coisas de criança e que o estilo de vida que ele leva é justificado pela busca por iluminação. Você acha que ele se considera próximo do sucesso dessa missão?

Ele se considera uma pessoa “a procura”, o que acho que quer dizer que ele nunca vai alcançar a iluminação, mas sua missão será eterna. O fato de Ashrita mensurar seu sucesso espiritual pelo Guinness World Records é uma das coisas que tornam ele um personagem interessante.Sempre procuro por personagens que sejam complicados e humanos e amo que exista uma certa ironia nessa busca: ele está numa missão espiritual, mas também quer acumular recordes no Guinness, algo aparentemente pouco espiritual.

Apesar dos recordes serem bastante infantis, eles não parecem muito fáceis. Você tentou praticar algum deles?

Até o mais bobo dos recordes é quase impossível de fazer. As pessoas sempre dizem “eu faria isso” quando acompanham o Ashrita em ação, mas quando elas tentam não é nada fácil. Tentei vários deles enquanto o Ashrita treinava e achei todos difíceis.

O pai dele diz no documentário que o Ashrita é a pessoa mais feliz que ele conhece. Você teve a mesma impressão?

O Ashrita é uma pessoa muito animada. Os momentos em que ele está quebrando recordes são com certeza seus instantes mais felizes, você vê a alegria no rosto dele. Tenho certeza que ele tem seus momentos de tristeza, como qualquer pessoa, mas prefiro pensar nele como um pessoa feliz, empolgada e um pouco infantil.

Por quanto tempo o Ashrita e o pai pararam de conversar?

Isso nunca ficou claro pra mim. O Ashrita diz que foram alguns anos e o pai falou em seis meses. Mas foi um período significativo. Ele também teve alguns desentendimentos com a mãe, mas não consegui incluir esse enredo na versão final do filme.

Li algumas críticas do seu filme comparando Ashrita a Forrest Gump e a alguns personagens de filmes do Wes Anderson. O que você acha dessas comparações?

Sou um grande fã de Wes Anderson, então é uma honra ter o filme comparado ao trabalho dele. Acho que o nosso filme tem um personagem peculiar, mas trata de temas universais – sobre família, como você vive sua vida e como ser feliz. Nesse sentido, Record Breaker é provavelmente semelhante ao trabalho do Wes – a princípio é estranho e engraçado, mas ao analisar um pouco mais, é na verdade sobre como todos nós vivemos.

Há alguma história peculiar que você vivenciou com o Ashrita e não entrou no filme?

Acho que a mais reveladora sobre ele é uma que está no filme, quando ele tenta estabelecer um recorde pessoal de tempo na retirada do lixo. Ela mostra como natureza competitiva dele e o esforço contínuo dele para se superar superar tomou conta da vida dele. É uma cena engraçada, mas mostra como você precisa ser se quiser ser tão bom quanto ele na hora de quebrar recordes. Uma outra que ficou fora da versão final: quando filmávamos em Londres, ele estabeleceu o recorde em andar com os sapatos mais pesados. Jantamos e fomos imediatamente para uma loja de calçados para que ele quebrasse novamente a marca com um peso extra. Então ele queria quebrar um recorde que ele havia estabelecido mais cedo naquele mesmo dia. Isso diz muito sobre a motivação.

Cinema / HQ / Marvel

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

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Tomo muito cuidado em relação a spoilers por aqui, mas estou lotando o post de informações sobre X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido. Acertei algumas previsões que fiz sobre o filme desde o anúncio de sua produção e vou comentar algumas possíveis consequências dessas informações pro futuro da série. Tá avisado: post cheio de spoilers a partir daqui.

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Lendo ainda? Ok, vamos lá.

Insisti em duas ideias desde o meu primeiro post sobre X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. A primeira questionava se valia a pena misturar as duas cronologias da série. Os três primeiros filmes e os dois solos de Wolverine criaram um cenário caótico. Havia uma linha narrativa sendo construída na estreia dos mutantes em 2000 e na continuação de 2003, ambos dirigidos por Bryan Singer. Daí a Warner contratou o cineasta para filmar Superman – O Retorno e a Fox acelerou a produção de X-Men 3 sem ele. Em X-Men: O Confronto Final, a coisa desandou. Mataram o Ciclope e o Professor Xavier e o diretor Brett Ratner pesou a mão em vários conceitos que Bryan Singer administrava de forma muito mais sutil. Os dois filmes solos do Wolverine são ruins, simples assim, e não acrescentaram em nada à saga original.

Em 2011, X-Men: Primeira Classe colocou os personagens novamente nos eixos. É definitivamente um dos melhores longas de super-heróis já filmados e deixava pontas abertas para inúmeras aventuras, agora do zero. Então perguntei algumas vezes sobre o recém-lançado filme dos personagens: vale a pena queimar o cenário tão promissor presente no final de Primeira Classe em uma história que misturaria a cronologia dos filmes anteriores?

A segunda ideia eu repeti várias vezes: já que o filme estava sendo produzido, o ideal seria aproveitar a deixa para acertar os erros do passado. No dia 31 de outubro de 2012, quando o filme foi anunciado, disse que acreditava que Singer poderia estar criando uma forma de descartar a produção de Brett Ratner de sua cronologia mutante. Algo semelhante ao conceito do Jornada nas Estrelas do J.J. Abrams, que cria uma narrativa paralela à série original. A partir de uma viagem no tempo, vários acontecimentos de X-Men 3 – O Confronto Final seriam esquecidos e Singer poderia dar um fim apropriado à série.

Dias de um Futuro Esquecido começa com os mutantes quase extintos. Eles são caçados sem piedade por robôs gigantes conhecidos como Sentinelas e os poucos X-Men que restam criam uma forma de mandar Wolverine para o passado para evitar que a Mística cometa um crime e o programa de caça de mutantes não seja levado para frente. O filme é excelente. Como já foi dito, a cena com Mercúrio é ótima e é uma pena ele passar tão pouco tempo na tela. Os instantes de interação entre Magneto, Xavier e Wolverine também impressionam. Dessa vez, Logan precisa ser o maduro do trio.

No final, Singer consegue recolocar sua história nos eixos. Está todo mundo de volta, incluindo Jean Grey e Ciclope. Já no passado, há muitas possibilidades em aberto para continuações. Magneto volta a ser um vilão em fuga, Xavier retoma sua crença na interação pacífica entre Homo Sapiens e Homo Superior e o mundo toma consciência mais cedo da existência dos mutantes.

Então volto à primeira dúvida. Valeu a pena misturar as duas cronologias da série? Dias de um Futuro Esquecido é excelente, mas Primeira Classe dava indícios de construção de um universo muito mais interessante, não? Jamais saberemos. Não consigo ficar plenamente feliz com esse mais recente episódio exatamente por isso. Podemos ter perdido um Segunda Classe ainda melhor. Próximo filme da série, X-Men: Apocalypse está agendado pra 2016. O vilão do título foi criado na década de 80, mas fez fama durante os horríveis anos 90 da Marvel. Eu queria muito mais um Terceira Classe.

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Cinema

O caderno de ideias de Cameron Crowe para Quase Famosos

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A edição de maio da Empire comemora os 300 números da revista e apresenta algumas relíquias presentes nos arquivos de vários cineastas. Uma das mais legais foi fornecida pelo diretor Cameron Crowe. Ele divulgou três páginas de um caderno que utilizado para anotar os nomes cogitados para Quase Famosos. Vi na edição impressa da Empire, mas as fotos das páginas vieram lá do sempre excelente Cinephilia and Beyond. Bem massa:

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HQ / Marvel

O TED de Brian Michael Bendis

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Talvez o primeiro quadrinho que li roteirizado por Michael Brian Bendis tenha sido Ultimate Spider-Man #1. No Brasil saiu no primeiro número de Marvel Millennium Homem-Aranha, em 2001. Na época não fazia ideia quem era o cara. Junto com as aventuras da versão moderna de Peter Parker, saiam os X-Men Ultimate, do Mark Millar. Eu curtia muito mais os mutantes do roteirista escocês. O tempo foi passando, o Millar continuou emplacando blockbusters (Supremos, Kick-Ass, Chosen, Guerra Civil,…) e o Bendis investia em personagens mais low profile da Marvel. Discreto pra caramba, ele fez a melhor série de histórias protagonizadas pelo Demolidor desde Frank Miller lá no final dos anos 70/começo dos 80.

Junto com o desenhista búlgaro Alex Maleev, ele revelou a identidade secreta de Matt Murdock em seu primeiro arco de histórias com o personagem e deixou a o título cinco anos depois com o herói preso na Ilha Ryker junto com vários vilões. Épico. No mesmo período ele lançou Alias, uma das obras-primas dos quadrinhos dos anos 2000. Foram só 26 números, com várias referências e conexões com a série do Demolidor. Li outras coisas dele (Powers, Vingadores, Jinx, X-Men e Guardiões da Gláxia), mas nada foi tão bom quanto Alias e Demolidor. Essas séries que a Marvel vai lançar com o Netflix vão adaptar o Universo Bendis pra televisão, pode anotar. Esse blábláblá todo foi só pra introduzir o vídeo do TED do autor, gravado em Portland no início de abril. Coisa finíssima, saca só:

HQ / Literatura

Dois contos de Neil Gaiman

Gaiman

A foto aqui de cima é do hall da Biblioteca Britânica logo em seguida à conversa do Neil Gaiman com Tori Amos. Depois do evento principal, Gaiman subiu ao palco instalado na entrada da Biblioteca e leu duas de suas histórias presentes no livro Um Calendário de Contos (aliás, o pdf do livro tá disponível na íntegra). Gravei as duas leituras feitas pelo autor. Na primeira ele está acompanhado pelo artista Dave McKean, responsável pelas capas de Sandman. O ilustrador também apresentou uma de suas canções do projeto 9 Lives, em que ele canta enquanto suas animações são mostradas em uma tela. Olha aí:

HQ

Miracleman – Book One: A Dream of Flying

PraEstanteMiracleman

Nunca tinha lido Miracleman. Sempre soube da história, dos vários problemas pelo qual o título passou ao longo dos anos e do imenso culto que o personagem tinha aqui na Inglaterra. Quando a série começou a ser republicada pela Marvel conversei com vários especialistas em quadrinhos e na obra do Alan Moore pra escrever pro Estadão sobre a origem do herói e as questões judiciais envolvendo os detentores de seus direitos. O Rich Johsnton do Bleeding Cool me disse que a série era a melhor hq de super-heróis de todos os tempos. Tremenda afirmação se você levar em conta que ela foi escrita pelo mesmo autor de Watchmen. Minhas expectativas eram enormes quando cheguei aqui em Londres. O primeiro arco de histórias chegou ao fim e é realmente impressionante. Os quatro primeiros números da série mostram muito mais do que eu imaginava. Vários trechos que eu havia ouvido falar e achava que eram o clímax da saga já são mostrados nesse primeiro livro, A Dream of Flying.

Não vou soltar qualquer spoiler. Lembrando o que você provavelmente já sabe: Micky Moran é um jornalista que lembra dos seus poderes adormecidos ao longo de 26 anos. Ao dizer “kimota” ele vira Miracleman, um herói que ganhou seus vários poderes de uma criatura fantástica. O primeiro número trata dessa redescoberta da identidade secreta e das habilidades de Moran. No entanto, esse retorno também é notado por outras pessoas do passado obscuro de Miracleman. As edições seguintes mostram alguns desses inimigos e exploram o período que antecedeu o surgimento do protagonista e os seus anos de anonimato. Há ação como eu não esperava logo e, mesmo assim, apenas na quarta edição a história principal começa a ser apresentada.

A Marvel está caprichando nas edições mensais. O design está lindo e no final de cada revista há um extenso material extra com rascunhos de algumas páginas, entrevistas e capítulos prévios à chegada de Alan Moore ao título. É desde já um dos pontos altos de 2014. No painel dedicado à série que assisti na London Super Comic Con, ficou claro como os britânicos cultuam o quadrinho – e apenas se referem a ele como Marvelman – e estão atentos ao trabalho da Marvel e ao futuro reservado ao personagem. Ainda restam 12 edições roteirizadas pelo Moore, o Neil Gaiman passou a escrever a partir do número 17 e foi interrompido no 23. Há dois arcos inéditos de histórias do Gaiman a serem publicados. Os primeiros quatro números foram reunidos em um encadernado que será lanado até o final de maio. No Brasil, segundo a Panini, a ideia é lançar até o final de 2014.

MiraclemanJQuesadaDivulgação

Cinema / HQ

Neil Gaiman e Tori Amos na British Library

Até o final de agosto a British Library vai sediar a Comics Unmasked, a maior retrospectiva já feita sobre a história dos quadrinhos britânicos. Além da exposição de artes e roteiros originais e várias publicações raras, o evento também apresenta uma série de palestras e encontros com quadrinistas – já falei por aqui sobre a apresentação do Bryan Talbot. Na sexta-feira da semana passada o auditório da Biblioteca Britânica ficou lotado durante a apresentação mais concorrida da Comics Unmasked, uma conversa de quase duas horas entre Neil Gaiman e a cantora Tori Amos sobre quadrinhos, carreiras, arte e inspiração. Estive lá e gravei alguns trechos, saca só:


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