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Posts por data Abril 2013

HQ / Matérias

The Private Eye

Falei sobre The Private Eye quando o projeto entrou no ar, no meio de março. Aí a hq ganhou edição em português e aproveitei a deixa pra entrevistar o Marcos Martin, desenhista da obra, pro Caderno 2 do Estadão. Mandei uns emails pra ver se encontrava o Brian K. Vaughan, mas ainda não foi dessa vez. Taí o meu texto:

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Blockbuster digital, agora em português

Ex-roteirista de Lost e desenhista do Homem-Aranha investem em HQ produzida com exclusividade para a internet

No futuro de The Private Eye, as redes sociais deixaram de existir e a internet ruiu quando mensagens, e-mails e fotos secretas ficaram abertos por 40 dias e 40 noites. Os segredos divulgados à revelia de seus donos criaram uma nova sociedade: com medo e sem privacidade, todos têm identidades secretas.

Criada por dois dos mais badalados artistas da indústria norte-americana de história em quadrinhos, o roteirista Brian K. Vaughan e o ilustrador espanhol Marcos Martin, a série está disponível para compra exclusivamente no ambiente que desconstrói: a internet, pelo preço que o leitor quiser pagar. E agora com tradução em português, por Érico Assis e Fabiano Dernadin, que já adaptaram outros trabalhos de Vaughan no Brasil.

“Eu queria encontrar uma forma de expandir o público leitor de quadrinhos e diminuir o preço do produto”, explicou Martin em entrevista por e-mail ao Estado. Segundo o artista, que mora em Barcelona, o convite de Vaughan para ilustrar uma nova revista serviu de deixa para colocar seus planos em prática. “O fato de a história tratar de uma realidade sem a web foi apenas uma coincidência.”

The Private Eye está disponível para compra no site The Panel Syndicate (panelsyndicate.com) desde 19 de março e na semana passada entrou no ar sua edição em português, com o aval dos autores e com as letras desenhadas pelo próprio Martin. Nos Estados Unidos, a imprensa especializada em quadrinhos anunciou o título como “o primeiro blockbuster digital” do gênero.

Terreno fértil para autores independentes, venda de publicações alternativas, crowdfundings e kickstarters para impressão de trabalhos online, a internet havia sido pouco explorada até então por criadores habituados a trabalhar com grandes editoras, como Vaughan e Martin. Ambos com séries já publicadas nas gigantes Marvel e DC Comics.

Roteirista da série Lost ao longo de três temporadas, Vaughan escreveu revistas de personagens como Homem-Aranha, Capitão América, Batman e Lanterna Verde. Mas ganhou três de seus quatro Eisner (prêmio máximo dos quadrinhos norte-americanos) com suas aclamadas séries autorais Y – O Último Homem, Ex-Machina e Runways -, as três publicadas no Brasil pela Panini Comics. Pela Image, ele lança a polêmica e elogiada ficção científica Saga.

“O retorno até agora tem sido impressionante”, diz Martin sobre o gibi digital. Desenhista de séries protagonizadas por Batgirl, Sociedade da Justiça, Doutor Estranho e, mais recentemente, Demolidor, ele e Vaughan tiveram suas contas no sistema de pagamento PayPal travadas durante uma hora no dia de lançamento de The Private Eye graças ao excesso de depósitos. “Além de pessoas que leem de graça, a opção mínima de pagamento é US$ 0,5, mas um leitor pagou US$ 125 pela primeira edição.”

Prevista para durar dez capítulos, The Private Eye foi desenhada em formato “wide-screen”, valorizando artes horizontais, o que facilita a leitura em telas de computadores e tablets. Na única edição publicada até agora, é apresentado o cenário offline no ano de 2076 e o protagonista – Pi, um detetive ilegal especializado em investigar pessoas em uma sociedade de identidades extremamente privadas.

De acordo com Martin, a continuidade do Panel Syndicate depende do sucesso de The Private Eye. “Está cedo e precisamos ver o que acontece. Se der certo, a possibilidade de publicarmos outras séries é definitivamente real.” Também dependendo do retorno da primeira publicação do projeto está a venda de trabalhos de outros autores. “Fomos procurados por algumas pessoas, mas ainda não conseguimos pensar na viabilidade dessas propostas”, avisa.

HQ

Xkcd e o tempo #6

Apesar de ter suspeitado do fim da tira Tempo do Xkcd, tinha falado também que valia a pena continuar acessando a página pra ver se algo ainda acontecia. Aí que o castelo de areia sumiu e fomos levados pra um outro cenário, aparentemente outra parte da praia, com os dois protagonistas caminhando. Já são 37 dias e não sei até quando dura a brincadeira do Randall Munroe, mas acho que dá pra voltar a investir na minha teoria do quadrinho infinito hein? Pode ser que esse quadrinho nunca tenha um final, sendo atualizado enquanto o site existir.

Cinema

Mais Pacific Rim

Viu o trailer novo? Fico cada vez mais empolgado. Pode ser uma porcaria, mas o visual tá demais. Por aqui sai como Círculo de Fogo no dia 9 de agosto.

E onde arrumaram esse sósia do J.J. Abrams?

HQ

Xkcd e o tempo #5

E aí, acabou mesmo? Depois de 35 dias e 775 frames, a tira Tempo do Xkcd aparentemente chegou ao fim. A última atualização foi com a garota do quadrinho aparecendo pra despedir, deu um “bye” e o quadro foi perdendo a cor escura até ficar cinza como tá aí em cima. Enfim, mais uma brincadeira fenomenal do Randal Munroe. O Érico escreveu sobre esse post do Xkcd na coluna dele no blog da Companhia das Letras. E ó, de qualquer forma, acho que continuarei acessando a página com a tira nos próximos dias. Só por precaução, não custa nada.

Cinema / HQ / Matérias

As conexões do Universo Marvel

Ainda sobre Homem de Ferro 3. A Wired colocou no ar um infográfico com as relações entre os principais personagens do Universo Marvel no cinema. Legal pra caramba pelas possibilidades de interação. Você clica na foto do personagem e vê somente as relações dele com os demais. Também dá pra filtrar as conexões de acordo com cada núcleo desse Universo: SHIELD, Vingadores e Indústrias Stark. Bem massa. Ano passado, quando saiu o filme dos Vingadores, pensei uma ideia parecida pro Estadão. Olha só:

Cinema / HQ / Matérias

Homem de Ferro 3

Escrevi pro Estadão de hoje (26/4) sobre Homem de Ferro 3 e montei uma linha do tempo no Universo Marvel no cinema até esse terceiro capítulo da série protagonizada pelo Tony Stark. O visual da matéria ficou por conta do Jairo e do Danilo.

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O mundo de Tony Stark em Homem de Ferro 3 está longe de ser o mesmo dos dois primeiros capítulos da série. Após enfrentar um exército alienígena em Nova York acompanhado de um grupo de seres fantásticos em ‘Os Vingadores’ (2012), Stark precisa lidar com crises de ansiedade relacionadas às lembranças do confronto intergaláctico. Suas fragilidades também o incomodam: ele é o mais humano do quarteto que compõe com Hulk, Thor e Capitão América. Ao mesmo tempo, é assombrado por erros do seu passado recente, como playboy irresponsável.

Dessa vez, o cargo de diretor é ocupado por Shane Black– após as duas aventuras assinadas por John Favreau. ‘Homem de Ferro 3’ é a primeira produção dirigida por Black desde sua estreia no excêntrico e badalado ‘Beijos e Tiros’ (2005), também com Robert Downey Jr., e ele acrescenta carisma e dramaticidade à saga do herói enlatado.

Principal vilão das revistas do Homem de Ferro, o Mandarim ganha as telas como um terrorista de dotes midiáticos e origem desconhecida, interpretado por Ben Kingsley. Ao mesmo tempo, do passado de Stark, surge o cientista Aldrich Kilian (Guy Pearce) e um antigo affair (Rebecca Hall) – ambos com interesses escusos. Após ver sua casa ser destruída em um ataque do Mandarim e sua amada Pepper Potts ter a vida posta em risco, Stark parte para a ofensiva e investiga as origens do inimigo de interesses misteriosos.

Assim como aconteceu com o primeiro filme do personagem, cabe a ‘Homem de Ferro 3’ abrir a nova fase do Universo Marvel no cinema. Este equivale ao sétimo episódio da versão para a telona dos enredos publicados pela editora americana. Não entendeu? Nas páginas a seguir retomamos a saga para você não ficar perdido. E, se este serve de termômetro para os próximos filmes dos heróis criados por Stan Lee e Jack Kirby, podemos esperar por obras ainda mais fiéis à essência das HQs, mas maduras o suficiente para estabelecer regras próprias, e até melhores que suas versões originais.

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