Vitralizado

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ELCAF 2019, por Jon McNaught

Semana de cartazes aqui no Vitralizado. Há alguns dias divulguei o trabalho do Junji Ito pro TCAF 2019 e hoje compartilho o cartaz da próxima edição do ELCAF (Festival de Quadrinhos e Arte do Leste de Londres). A arte é assinada pelo quadrinista britânico Jon McNaught. Nascido em Bristol e autor de alguns títulos da Nobrow, ele já ilustrou projetos para Penguin Books, New York Times, New Yorker e BBC.

Como já falei algumas vezes, o ELCAF é o festival de quadrinhos mais interessante em que já fui e todo ano compartilho o material gráfico produzido pro evento. Em 2018 o cartaz foi assinado pela belga Charlotte Dumortierem 2017 pela dupla Icinoriem 2016 o artista convidado foi o Jean Jullienem 2015 a Jillian Tamaki e em 2014 o Chris Ware. Todos lindões. O próximo ELCAF rola nos dias 7, 8 e 9 de junho de 2019.

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TCAF 2019, por Junji Ito

Nunca estive na Toronto Comic Art Festival, feira de quadrinhos canadense mais conhecida pela sigla TCAF, mas todo ano fico de olho nos cartazes produzidos para o evento. Em edições recentes assinaram os pôsteres gente como Jeff Lemire, Sana Takeda, Kate Beaton, Kazu Kibuishi e outros artistas tão diversos quanto esses. Daí que acabaram de divulgar a arte do cartaz do festival em 2019, produzido pelo quadrinista japonês Junji Ito.

O autor de Fragmentos do Horror (DarkSide Books) e Uzumaki (Devir) será um dos convidados do TCAF 2019, celebrando o lançamento da edição norte-americana da coletânea Smashed. Segundo o site do evento, essa será a primeira ida do artista a uma convenção na América do Norte. O Toronto Comic Art Festival 2019 rola nos dias 11 e 12 de maio, na Toronto Reference Library. Você confere outras informações lá na página do festival.

Entrevistas / HQ

Rodrigo Rosa e os planos da editora Figura para 2019: “É nessas crises que se renova a força de fazer coisas novas, mais desafiadoras”

Está no ar a campanha de financiamento coletivo do álbum A Máscara da Morte Rubra e Outros Contos de Poe, do quadrinista italiano Dino Battaglia (1923-1983). A publicação será o quinto título da editora Figura caso a vaquinha virtual alcance 100% da pedida de R$ 26 mil. O projeto propõe a publicação de um álbum em capa dura, de 96 páginas, reunindo oito adaptações feitas por Battaglia para contos assinados por Edgar Allan Poe.

“Acreditamos que, depois de trazer de volta a obra de Toppi e publicar um super clássico como Mort Cinder, chegar ao Battaglia era mesmo um caminho natural”, diz o quadrinista e editor da Figura, Rodrigo Rosa, citando dois dos trabalhos prévios publicados pelo selo – os dois volumes de Sharaz-de – Contos de As Mil e Uma Noites, de Sérgio Toppi, e Mort Cinder, de Héctor Germán Oesterheld e Alberto Breccia. Ainda compõe o catálogo da editora o álbum Crimes e Castigos, de Carlos Nine.

Ainda para 2019, Rosa adianta conversas com os editores de uma obra que ele diz ser um sonho de publicação por parte da Figura. “É algo de muita importância, e que, caso consigamos fechar um acordo, será nosso maior desafio editorial. Vamos torcer…”, pede. Na conversa a seguir, o editor faz um balanço sobre os lançamentos de seu selo no ano passado, fala um pouco sobre as perspectivas da Figura para 2019 e as estratégias pensadas por ele para administrar seus lançamentos em um mercado editorial em crise. Ó:

Quadros de Mort Cinder, trabalho de Héctor Germán Oesterheld e Alberto Breccia publicado pela editora Figura em 2018

Você pode, por favor, adiantar e comentar alguns dos lançamentos da editora em 2019?

Nosso primeiro lançamento é A Máscara da Morte Rubra e Outros Contos de Poe, obra que trará de volta ao Brasil o genial Dino Battaglia, depois de quarenta anos sem nada dele publicado aqui. Acreditamos que, depois de trazer de volta a obra de Toppi e publicar um super clássico como Mort Cinder, chegar ao Battaglia era mesmo um caminho natural. Esse livro reúne todos os contos do Edgar Allan Poe que o Battaglia adaptou ao longo de sua carreira, e inclui desde clássicos como A Queda da Casa de Usher ou o conto que dá título à edição, mas também obras que mostram um lado mais humorístico do Poe, como é o caso de A Peste. O livro está em campanha de financiamento no Catarse neste momento e começou muito bem. Ah, vai ter um texto do Marcello Quintanilha analisando a obra do Battaglia, o que nos deixa muito entusiasmados com essa edição.

Depois do Battaglia, estamos conversando com os editores de uma obra que realmente é um sonho nosso publicá-la. É algo de muita importância, e que, caso consigamos fechar um acordo, será nosso maior desafio editorial. Vamos torcer…

Em 2018 a Figura publicou os clássicos Mort Cinder e Crimes e Castigos. Como foi o retorno de vocês em relação a esses títulos?

O retorno com Mort Cinder tem sido sensacional. O livro tem tido uma acolhida entusiasmada do público e está em 90% das listas de melhores do ano. Mort é um dos meus quadrinhos fundamentais e eu brinco que a Figura já poderia fechar as portas depois de editá-lo, pois já teria cumprido seu dever. Com Crimes e Castigos a acolhida também é boa, mas é um livro mais difícil e de um autor que exige um pouco mais do público. Mas estamos muito orgulhosos de trazer a primeira novela gráfica do Carlos Nine ao Brasil, pois nos parece também um autor essencial.

Quadros de Crimes e Castigos, álbum de Carlos Nine publicado pela editora Figura em 2018

Quais as principais lições que a Figura tirou da crise das grandes livrarias que aflorou em 2018? Como a editora pretende lidar com essa crise em 2019?

Nós tivemos alguma sorte quanto à crise, pois quando ela estourou, nós estávamos apenas com o segundo volume de Sharaz-De distribuído, e boa parte dele já havia sido vendido. Então quando a crise bateu de vez, nós começamos a apostar cada vez mais na venda direta, e é esse o modelo que queremos seguir aperfeiçoando. Também estamos mais próximos as comicshops, negociando direto com eles. Mas o negócio do livro, como tem sido feito ao longo das últimas décadas, acreditamos que é mesmo insustentável. Simplesmente não vale à pena para uma editora como a nossa.

Como a editora está lidando com a chegada ao poder de um governo de extrema-direita que acabou com o Ministério da Cultura e que promete cortes em políticas públicas e sociais de fomento às artes?

A gente sente que, para a cultura como um todo, o cenário deve ser trágico. Mas também creio que é nessas crises que se renova a força de fazer coisas novas, mais desafiadoras. É como comprar uma briga mesmo, no melhor dos sentidos. De nossa parte, pretendemos publicar livros que sejam provocadores dessa onda moralizadora que, não nos enganemos, ataca tanto da direita quanto da esquerda. Achamos, por exemplo, que o Crimes e Castigos já é uma resposta a isso. É um livro de um humor muito ácido, onde o autor não poupa ninguém, simplesmente nenhum personagem ali vale nada (risos). Mort Cinder, por ser um livro de Oesterheld, com a história dele e pela própria mensagem que está por trás de muitas das histórias, também tem um recado a dar. Não vi ninguém se dar conta ou falar disso até agora, mas a última HQ do livro, A Guerra das Termópilas, de 1968, talvez seja das primeiras histórias com um fundo homoerótico dos quadrinhos.

Uma página de A Máscara da Morte Rubra e Outros Contos de Poe, trabalho do italiano Dino Battaglia que está em campanha de financiamento coletivo no Catarse para publicação pela editora Figura
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Está no ar o vídeo da cerimônia do Prêmio Grampo 2019 (via Papo Zine)

O jornalista Carlos Neto gravou a cerimônia de anúncio dos vencedores do Prêmio Grampo 2019, realizada na loja da Ugra, em São Paulo, no dia 2 de fevereiro. Durante o evento, eu e os meus colegas de Balbúrdia (Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro) e Ugra (Douglas Utescher) revelamos os três primeiros colocados na premiação (Ayako, A Arte de Charlie Chan Hock Chye e Eles Estão por Aí) e os nomes dos artistas vencedores do UGrampo 2019 (Laerte, Lafa e Diego Gerlach). Depois ainda batemos um papo sobre o mercado brasileiro de quadrinhos em 2018 e algumas perspectivas para 2019.

Lembrando que você confere a lista completa de obras citadas pelo júri do Grampo clicando aquie os rankings individuais dos jurados clicando aqui. Membro do júri do Grampo nos últimos dois anos, o Carlos Neto compartilhou o registro feito por ele lá no Papo Zine e você assiste no player abaixo. Saca só:

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Prêmio UGrampo 2019: uma homenagem dos organizadores do Grampo e da Ugra aos quadrinistas em resistência

O ano que passou avivou as marcas de nossos abismos: somos política, social, cultural e afetivamente tensionados. O processo eleitoral de 2018 aclarou o que já existia, campos ideológicos complexos e guerra latente entre os que querem conservar tudo que tá aí e os que querem direitos e inclusão para todos. No meio desse abismo em que a gente caía, a palavra que se repete, ainda: resistência.

O desenho de Thereza Nardelli, ilustradora e tatuadora, lembrou a frase que ecoava, resistente, de outros tempos sombrios: “Ninguém solta a mão de ninguém”. A hashtag #desenhospelademocracia foi usada por inúmeros ilustradores, cartunistas, quadrinistas. Autores explicaram, em quadrinhos, como reconhecer fake news (Verônica Berta), desmistificaram essas pseudonotícias (Rodrigo Okuyama), ou, simplesmente, apontaram, pelo desenho, o absurdo dos discursos de ódio (tantos!).

Nós, envolvidos, de certa forma, com o registro e cobertura da cena de quadrinhos brasileira, achamos que não devíamos deixar de marcar essa resistência. Desse modo, criamos uma nova categoria do Prêmio Grampo justamente para realçar, pelo trabalho de alguns, essa resistência de todos (porque a resistência é coletiva, de mãos dadas). Ao contrário do que se ensina no cinema comercial, não é um herói que faz a diferença, mas o coletivo (e infeliz o povo que precisa de heróis). Daniel Lafayette (Lafa), Diego Gerlach e Laerte Coutinho representam três vias entre tantas dessa luta.

No trabalho do Lafa, a constância de crítica política vem desde sempre. Chamaram nossa atenção especialmente os cartuns das moscas, primeiro no blog e nos últimos anos no Instagram, que atingiram grande público, circularam bem pelas redes sociais e grupos de bate-papo. Ele foi corrosivo, certeiro e não aliviou o discurso em momento algum. Representa a publicação digital, já que suas moscas voaram por todo o lugar.

Laerte, além do seu posicionamento perene pelos direitos LGBTQI (e com sua luta histórica nos jornais de sindicatos), é uma quadrinista-referência. Como publica em jornal diário, tem grande alcance (além de ser replicada posteriormente nas redes sociais), ela representa a resistência nos meios tradicionais de comunicação. E há o outro trabalho dela que entendemos ser muito importante: conversar com os autores mais novos, assumindo a toga de mestra, seja na conversa pessoal, seja pelas redes sociais, seja nos debates.

E quanto a Diego Gerlach, seu combate é mais nas entrelinhas que os outros dois homenageados, mas ele se insere em diversas publicações coletivas, cria fantasias para o cotidiano a partir das notícias, sem nunca deixar de se posicionar contra o autoritarismo. Todas as histórias recentes do Gerlach tem alguma marca de resistência ou dos problemas do fascismo. Ele representa a publicação impressa e barateira, acessível, da ideia que mesmo que circule em menos lugares, é acessível tanto na forma quanto no preço. Lembrando sempre que o zine é uma das formas clássicas da expressão da resistência.

Justamente nesse âmbito zineiro, a Ugra em suas diversas manifestações (loja física e virtual, editora, festival) sempre agiu em prol da cena brasileira de quadrinhos. Além disso, tem sido parceira no Prêmio Grampo desde a segunda edição. Portanto, a escolha do nome para o troféu assinala essa amizade e dedica uma homenagem também à Ugra.

Em 2019, foram escolhidos três quadrnistas para receber o UGrampo, mas isso não configura um padrão. Em 2020 podemos ter mais, menos ou até nenhum homenageado. Afinal, a resistência é antiautoritarista e antisetabilishment. 😉

A quadrinista Laerte Coutinho com o troféu entregue a ela referente à vitória no Prêmio UGrampo 2019
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– Prêmio Grampo 2019 de Grandes HQs – Os 20 rankings dos eleitores convidados

Foram 20 eleitores convidados para votar no Prêmio Grampo 2019. A regra era simples: cada um deveria enviar um ranking com seus 10 quadrinhos preferidos publicados no Brasil entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019 – incluindo republicações (títulos que já tenham sido lançados no Brasil anteriormente, mas que retornaram em novo formato editorial). A regra de ouro era que os jurados não votassem em suas próprias obras ou naquelas em que trabalharam (edição, tradução, revisão, diagramação, paratextos, etc). O primeiro colocado de cada ranking recebeu 10 pontos, o segundo nove, o terceiro oito e assim por diante até o 10º, com 1 ponto. Foram 86 obras listadas. Os títulos mais citados e mais bem colocados no ranking geral foram divulgados aqui. A seguir, as listas individuais:

Aline Zouvi
[quadrinista, cartunista e pesquisadora]

1) Me Leve Quando Sair (independente), por Jéssica Groke;
2) Fun Home (Todavia), por Alison Bechdel (tradução: André Conti);
3) QP (Lote 42), por Power Paola (tradução: Cecilia Arbolave);
4) Hibernáculo (independente), por Amanda Paschoal Miranda;
5) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo);
6) Tilt (independente), por Raquel Vitorelo;
7) Mar Menino (independente), por Paulo Moreira;
8) Dinâmica de Bruto II (Maria Nanquim), por Bruno Maron;
9) Ipsilone (Caixa Cultural), por Rafael Sica;
10) Queda (independente), por Lalo.

Carlos Neto
[jornalista e youtuber do Papo Zine]

1) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi);
2) Cinco Mil Quilômetros por Segundo (Devir), por Manuele Fior (tradução: Renata Leitão);
3) Fugir: O Relato de um Refém (Zarabatana Books), por Guy Delisle (tradução: Claudio Martini);
4) Uma Irmã (Nemo), por Bastien Vivès (tradução: Fernando Scheibe);
5) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
6) Know-Haole #8 (independente), por Diego Gerlach;
7) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
8) O Idiota (Companhia das Letras), por André Diniz;
9) Por muito tempo tentei me convencer de que te amava (Balão Editorial), por Thiago Souto;
10) Me Leve Quando Sair (independente), por Jéssica Groke.

Carol Ito
[quadrinista, jornalista, pesquisadora e editora do Políticas]

1) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo);
2) Raul (Elefante), por Alexandre de Maio;
3) Carne (independente), por Animma de Matos;
4) QP (Lote 42), por Power Paola (tradução: Cecilia Arbolave);
5) Tilt (independente), por Raquel Vitorelo
6) nsia Eterna (SESI-SP), por Verônica Berta;
7) Hibernáculo (independente), por Amanda Paschoal Miranda;
8) Ugrito #17: Óleo Sobre Tela (Ugra Press), por Aline Zouvi;
9) Messias & Messias (Piauí), por Andrício de Sousa;
10) Pedro & Luiz (independente), por Marcos Batista e Rafael Coutinho.

Cecilia Arbolave
[editora, jornalista, tradutora, curadora da Miolo(s), entre outros eventos e sócia da Lote 42, Banca Tatuí e Sala Tatuí]

1) Dinâmica de Bruto II (Maria Nanquim), por Bruno Maron;
2) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr;
3) Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), por Fabio Zimbres e Mechanics;
4) Raul (Elefante), por Alexandre de Maio;
5) Até Aqui Tudo Bem (independente), por Rafael Corrêa;
6) Fun Home (Todavia), por Alison Bechdel (tradução: André Conti);
7) As pessoas são frágeis e ignorantes (independente), por Lovelove6;
8) Enxaqueca (independente), por Felipe Parucci;
9) Ar Condicionado (Veneta), por Gustavo Piqueira;
10) A Vida é Boa se Você Não Fraquejar (Mino), por Seth (tradução: Dandara Palankof).

Dandara Palankof
[tradutora, jornalista, pesquisadora e editora da Revista Plaf]

1) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi);
2) Imaginário Coletivo (DarkSide Books), por Wesley Rodrigues;
3) Refugiados: A Última Fronteira (DarkSide Books), por Kate Evans (tradução: Letícia R. Carvalho);
4) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
5) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo);
6) Cadafalso (Mino), por Alcimar Frazão, Lourenço Mutarelli, Dalton Cara e Magno Costa;
7) Jeremias – Pele (Panini), por Rafael Calça e Jefferson Costa;
8) A Marcha – Livro 1: John Lewis e Martin Luther King em Uma História de Luta pela Liberdade (Nemo), por John Lewis,‎ Andrew Aydin e Nate Powell (tradução: Érico Assis);
9) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
10) Monstress – Despertar (Pixel), por Marjorie Liu e Sana Takeda (tradução: Laura Lannes).

Daniel Lopes
[editor, youtuber, tradutor e sócio da editora e canal Pipoca & Nanquim]

1) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi);
2) A Terra dos Filhos (Veneta), por Gipi (tradução: Michele Vartuli);
3) Sem Volta (Companhia das Letras), por Charles Burns (tradução: Diego Gerlach);
4) Cinco Mil Quilômetros por Segundo (Devir), por Manuele Fior (tradução: Renata Leitão);
5) Bone: O Vale ou Equinócio Vernal (Todavia), por Jeff Smith (tradução: Érico Assis);
6) Mort Cinder (Figura), por Hector Oesterheld e Alberto Breccia (tradução: Rodrigo Rosa);
7) Marcha para Morte (Devir), por Shigeru Mizuki (Arnaldo Oka);
8) A Vida é Boa se Você Não Fraquejar (Mino), por Seth (tradução: Dandara Palankof);
9) Uma Irmã (Nemo), por Bastien Vivès (tradução: Fernando Scheibe);
10) Visão #1 & Visão #2 (Panini Comics), por Tom King, Gabriel Hernandez Walta, Michael Walsh e Jordie Bellaire (tradução: Paulo França, Kitsune).

Daniela Cantuária Utescher
[livreira, editora, curadora do Ugra Fest, entre outros eventos e sócia da Ugra Press]

1) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr;
2) Ousadas Vol. 1 – Mulheres que só Fazem o que Querem (Nemo), por Pénélope Bagieu (tradução: Fernando Scheibe);
3) Fugir: O Relato de um Refém (Zarabatana Books), por Guy Delisle (tradução: Claudio Martini);
4) Cinco Mil Quilômetros por Segundo (Devir), por Manuele Fior (tradução: Renata Leitão);
5) Mondo Sama (Noir), por Sama;
6) Até Aqui Tudo Bem (independente), por Rafael Corrêa;
7) Me Leve Quando Sair (independente), por Jéssica Groke;
8) A Noite dos Homens-Peixe (independente), por Juscelino Neco e Gabriel Dantas;
9) Um Novo Corte de Peitos (independente), por Lino Arruda;
10) A Zica #5 (independente), edição por Luiz Navarro, Marcos Batista e João Perdigão).

Douglas Utescher
[livreiro, editor, curador do Ugra Fest, entre outros eventos e sócio da Ugra Press]

1) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
2) A Entrevista (Mino), por Manuele Fior (tradução: Michele Vartuli);
3) Sem Volta (Companhia das Letras), por Charles Burns (tradução: Diego Gerlach);
4) Desenhados um Para o Outro (Compahia das Letras), por Aline Crumb e Robert Crumb (tradução: Érico Assis);
5) Uma Irmã (Nemo), por Bastien Vivès (tradução: Fernando Scheibe);
6) Fugir: O Relato de um Refém (Zarabatana Books), por Guy Delisle (tradução: Claudio Martini);
7) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr;
8) A História de Joe Shuster: o artista por trás do Superman (Aleph), por Julian Voloj, Thomas Campi (tradução: Marcia Man);
9) Candyland (independente), por Olavo Rocha e Guilherme Caldas;
10) Dinâmica de Bruto II (Maria Nanquim), por Bruno Maron.

Érico Assis
[tradutor, pesquisador, jornalista e crítico]

1) Cinco Mil Quilômetros por Segundo (Devir), por Manuele Fior (tradução: Renata Leitão);
2) Uma Irmã (Nemo), por Bastien Vivès (tradução: Fernando Scheibe);
3) Inuyashiki #5-#10 (Panini), por Hiroya Oku (tradução: Lídia Ivasa);
4) Gus #4 – Feliz Clem (SESI-SP), por Christophe Blain (tradução: Fernando Paz);
5) Por muito tempo tentei me convencer de que te amava (Balão Editorial), por Thiago Souto;
6) Fun Home (Todavia), por Alison Bechdel (tradução: André Conti);
7) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
8) Fugir: O Relato de um Refém (Zarabatana Books), por Guy Delisle (tradução: Claudio Martini);
9) Ousadas Vol. 1 – Mulheres que só Fazem o que Querem (Nemo), por Pénélope Bagieu (tradução: Fernando Scheibe);
10) Visão #1 & Visão #2 (Panini Comics), por Tom King, Gabriel Hernandez Walta, Michael Walsh e Jordie Bellaire (tradução: Paulo França, Kitsune).

Jéssica Groke
[quadrinista]

1) Queda (independente), por Lalo;
2) Know-Haole #8 (independente), por Diego Gerlach;
3) Granizo (Ugra Press), por Felipe Portugal;
4) QP (Lote 42), por Power Paola (tradução: Cecilia Arbolave);
5) Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), por Fabio Zimbres e Mechanics;
6) Gume (independente), por Paula Puiupo;
7) Tilt (independente), por Raquel Vitorelo;
8) Hibernáculo (independente), por Amanda Paschoal Miranda;
9) Juras (independente), por Julia Balthazar;
10) Série Postal – Ano 2 (independente), edição por Ramon Vitral.

Liber Paz
[professor da UTFPR, quadrinista, youtuber, crítico, pesquisador e membro do Balbúrdia e do Kitinete HQ]

1) Imaginário Coletivo (DarkSide Books), por Wesley Rodrigues;
2) Refugiados: A Última Fronteira (DarkSide Books), por Kate Evans (tradução: Letícia R. Carvalho);
3) Me Leve Quando Sair (independente), por Jéssica Groke;
4) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
5) A Terra dos Filhos (Veneta), por Gipi (tradução: Michele Vartuli);
6) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
7) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo);
8) nsia Eterna (SESI-SP), por Verônica Berta;
9) Mort Cinder (Figura), por Hector Oesterheld e Alberto Breccia (tradução: Rodrigo Rosa);
10) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi).

Lielson Zeni
[editor, pesquisador, crítico e roteirista, membro do Balbúrdia]

1) Partir (Coleção Des.Gráfica/MIS), por Grazi Fonseca;
2) Durma Bem, Monstro (independente), por Alexandre Lourenço;
3) Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), por Fabio Zimbres e Mechanics;
4) Dinâmica de Bruto II (Maria Nanquim), por Bruno Maron;
5) Know-Haole #8 (independente), por Diego Gerlach;
6) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
7) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
8) Um longo e surrado vestido de vidro/ Sem mim (independente), por Paulo Crumbim;
9) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo);
10) Tekkon Kinkreet (Devir), por Taiyo Matsumoto (tradução: Arnaldo Oka).

Lila Cruz
[quadrinista, jornalista e youtuber]

1) Me Leve Quando Sair (independente), por Jéssica Groke;
2) Só Ana (independente), por Renata Nolasco;
3) Melaço (independente), por Lita Hayata, Aline Lemos, Bruna Morgan, Dani Franck, Dika Araújo, Jujuqui, Manu Negri, Talita Régis e Mtika;
4) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr;
5) Transistorizada (independente), por Luiza Lemos;
6) Maré Alta (independente), por Flávia Borges;
7) nsia Eterna (SESI-SP), por Verônica Berta;
8) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo);
9) QP (Lote 42), por Power Paola (tradução: Cecilia Arbolave);
10) O Vazio que nos Completa (Jupati Books), por Sérgio Chaves e Allan Ledo.

Luli Penna
[quadrinista e ilustradora]

1) Rapsódia para Máquina Operatriz (Coleção Des.Gráfica/MIS), por Ian Indiano;
2) A Vida é Boa se Você Não Fraquejar (Mino), por Seth (tradução: Dandara Palankof);
3) Laerte, tiras e cartuns (Folha de São Paulo), por Laerte;
4) Ultralafa (independente), por Daniel Lafayette;
5) O Idiota (Companhia das Letras), por André Diniz;
6) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi);
7) Partir (Coleção Des.Gráfica/MIS), por Grazi Fonseca;
8) Juras (independente), por Julia Balthazar;
9) Bone: O Vale ou Equinócio Vernal (Todavia), por Jeff Smith (tradução: Érico Assis);
10) Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), por Fabio Zimbres e Mechanics.

Maria Clara Carneiro
[professora da UFSM, tradutora, pesquisadora, crítica e membro do Balbúrdia]

1) Refugiados: A Última Fronteira (DarkSide Books), por Kate Evans (tradução: Letícia R. Carvalho);
2) Durma Bem, Monstro (independente), por Alexandre Lourenço;
3) Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), por Fabio Zimbres e Mechanics;
4) A Origem do Mundo – Uma História Cultural da Vagina ou A Vulva vs O Patriarcado (Companhia das Letras), por Liv Stromqüist (tradução: Kristin Lie Garrubo);
5) Dinâmica de Bruto II (Maria Nanquim), por Bruno Maron;
6) Babilônia (independente), por Jéssica Groke;
7) Um longo e surrado vestido de vidro/ Sem mim (independente), por Paulo Crumbim;
8) Partir (Coleção Des.Gráfica/MIS), por Grazi Fonseca;
9) Telma Proibida (independente), por Kelly Alonso Braga;
10) nsia Eterna (SESI-SP), por Verônica Berta.

Milena Azevedo
[roteirista, crítica e curadora de eventos]

1) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
2) Cinco por Infinito (Pipoca & Nanquim), por Esteban Maroto (tradução: Barbara Zocal e Daniel Lopes);
3) Mort Cinder (Figura), por Hector Oesterheld e Alberto Breccia (tradução: Rodrigo Rosa);
4) Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash (DarkSide Books), por Dave McKean (tradução: Bruno Dorigatti);
5) Os Guardiões do Louvre (Pipoca & Nanquim), por Jiro Tanigushi (tradução: Drik Sada);
6) O Idiota (Companhia das Letras), por André Diniz;
7) O Perfeito Estranho (Veneta), por Bernie Kringstein (tradução: Dandara Palankof);
8) Jeremias – Pele (Panini), por Rafael Calça e Jefferson Costa;
9) Monstress – Despertar (Pixel), por Marjorie Liu e Sana Takeda (tradução: Laura Lannes);
10) nsia Eterna (SESI-SP), por Verônica Berta.

Paulo Floro
[jornalista e editor das revistas O Grito e Plaf]

1) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi);
2) A Entrevista (Mino), por Manuele Fior (tradução: Michele Vartuli);
3) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
4) A Terra dos Filhos (Veneta), por Gipi (tradução: Michele Vartuli);
5) O Perfeito Estranho (Veneta), por Bernie Kringstein (tradução: Dandara Palankof);
6) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
7) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr;
8) QP (Lote 42), por Power Paola (tradução: Cecilia Arbolave);
9) Mort Cinder (Figura), por Hector Oesterheld e Alberto Breccia (tradução: Rodrigo Rosa);
10) Gideon Falls (Mino), por Jeff Lemire, Andrea Sorrentino e Dave Stewart (tradução: Dandara Palankof).

PJ Brandão
[pesquisador e produtor do HQ Sem Roteiro Podcast]

1) Um Pedaço de Madeira e Aço (Pipoca & Nanquim), por Chabouté;
2) Os Guardiões do Louvre (Pipoca & Nanquim), por Jiro Tanigushi (tradução: Drik Sada);
3) Cara-Unicórnio – Volume 1 (independente), por Adri A.;
4) Paraíso Perdido (DarkSide Books), por Pablo Auladell (tradução: Érico Assis);
5) Refugiados: A Última Fronteira (DarkSide Books), por Kate Evans (tradução: Letícia R. Carvalho);
6) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr;
7) Sem Volta (Companhia das Letras), por Charles Burns (tradução: Diego Gerlach);
8) Estranhos no Paraíso – Volume 1 (Devir), por Terry Moore (tradução: Guilherme Miranda);
9) Meu Político de Estimação (independente), por anônimo;
10) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);

Ramon Vitral
[jornalista, crítico e editor do Vitralizado]

1) Música para Antropomorfos (Zarabatana Books), por Fabio Zimbres e Mechanics;
2) Sem Volta (Companhia das Letras), por Charles Burns (tradução: Diego Gerlach);
3) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi);
4) A Arte de Charlie Chan Hock Chye (Pipoca & Nanquim), por Sonny Liew (tradução: Maria Clara Carneiro);
5) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
6) A Terra dos Filhos (Veneta), por Gipi (tradução: Michele Vartuli);
7) A Vida Não Me Assusta (independente), por Juscelino Neco;
8) QP (Lote 42), por Power Paola (tradução: Cecilia Arbolave);
9) Partir (Coleção Des.Gráfica/MIS), por Grazi Fonseca;
10) Me Leve Quando Sair (independente), por Jéssica Groke.

Thiago Borges
[revisor, crítico e editor do O Quadro e o Risco]

1) Ayako (Veneta), por Osamu Tezuka (tradução: Marcelo Yamashita Salles e Esther Sumi);
2) Eles Estão Por Aí (Todavia), por Bianca Pinheiro e Greg Stella;
3) A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras), por Odyr;
4) A Vida é Boa se Você Não Fraquejar (Mino), por Seth (tradução: Dandara Palankof);
5) O Relatório Brodeck (Pipoca & Nanquim), por Manu Lacernet (tradução: Pedro Bouça);
6) Senhor Milagre – Volume 1 (Panini), por Tom King e Mitch Gerads (tradução: Bernardo Santana);
7) Cinco Mil Quilômetros por Segundo (Devir), por Manuele Fior (tradução: Renata Leitão);
8) Queda (independente), por Lalo;
9) A Terra dos Filhos (Veneta), por Gipi (tradução: Michele Vartuli);
10) Refugiados: A Última Fronteira (DarkSide Books), por Kate Evans (tradução: Letícia R. Carvalho).