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Cinema

Imagine Up dirigido por Michael Bay…

UpMichaelBay

Séria mais ou menos assim: com várias explosões, trilha sonora horrenda e um Sr. Fredricksen com bravura que não deixaria nada a dever a Optimus Prime. É só um trailer de dois minutos e já é difícil chegar no fim. Aliás, viu o novo Tartarugas Ninjas? Putz…e olha que foi só produzido pelo Bay. Ou seja, podia ser pior.

Animação / Cinema

A Teoria Pixar 2 – A identidade secreta da mãe de Andy

Na noite de sábado o jornalista norte-americano Jon Negroni, autor da Teoria Pixar, avisou no Facebook: “Finalmente acabei minha mais recente teoria relacionada à Pixar, ela vai explodir sua cabeça. Uma dica: está ligada a Toy Story. Vai estar no ar segunda-feira, às 8h da manhã. Até lá!”. O post acabou de dar as caras no blog dele, já traduzi e reproduzo aqui. A teoria da vez está centrada em um personagem e não chega a ser tão impressionante como o texto do ano passado, mas mesmo assim é uma secada bem boa. Assim como aconteceu com a Teoria original, o Jon Negroni foi atualizando o post a medida que leitores foram sugerindo novas ideia e também farei isso por aqui. O post original no blog do Jon Negroni tá aqui. Sem mais, segue a continuação da Teoria Pixar:

A VERDADE IDENTIDADE DA MÃE DE ANDY EM TOY STORY VAI EXPLODIR SUA CABEÇA

Tudo começou com um chapéu.

Há alguns meses, um dos meus ajudantes da Teoria Pixar veio com uma ideia maluca: a mãe do Andy é a Emily, a antiga dona da Jessie.

Eu ri. Depois acreditei.

Por algum tempo eu reuni todas as evidências para essa teoria e encontrei vários fundamentos pra ela. Pra começar, presta bastante atenção no chapéu de cowboy que o Andy costuma usar nos filmes:

TP2-1

Aqui vai mais uma imagem:

TP2-2

Como você pode ver, o chapéu do Andy é obviamente diferente do chapéu do Woody. Qual o motivo? Qual o motivo do Any não usar um chapéu que não lembra em nada o utilizado pelo seu brinquedo favorito?

Não é segredo que o Andy tem uma ligação enorme com o Woody. Em Toy Story 2, a mãe dele (que apenas conhecemos como Sra Davis) fala que o Woody é um antigo brinquedo da família.

Não esqueça que o Woody não faz ideia que é um item de colecionador – um brinquedo lançado nos anos 50. Isso torna o Woody bastante diferente dos outros brinquedos, pois todos eles sabem suas origens. É possível que o Woody não saia pois está na família do Andy há anos, possivelmente tendo pertencido ao pai dele.

Mas precisamos de mais evidências. Dê uma olhada no chapéu da Jessie:

TP2-3

Ah, esse chapéu parece familiar. É o mesmo chapéu vermelho com laços brancos que o Andy usa. A única diferença é que o chapéu da Jessie possui um laço branco no centro. Mas volte a olhar pro chapéu do Andy.

TP2-4

Há uma marca no local em que o laço deveria estar. O que você acha dessa marca? E o que a Jessie tem a ver com tudo isso?

Pessoal, vamos lá, vocês lembram a história da Jessie. A Emily, dona dela, cresceu com ela, assim como aconteceu com o Andy e seus brinquedos. Ela era muito amada, mas acabou dando a boneca quando virou adulta. A Jessie acabou guardada durante vários anos, fato confirmado pelo ataque de pânico dela em Toy Story 2 ao cogitar a possibilidade de voltar para um depósito.

Agora, dê uma olhada com atenção no que está na cama do quarto da Emily:

TP2-5

É um chapéu extremamente parecido com, você acertou!, o do Andy. O quarto também é bastante datado, o que leva a crer que isso tudo aconteceu muitos anos antes do Andy ter nascido.

Na verdade, fica claro que não é um ambiente do presente em cenas como essa:

TP2-6

A única diferença entre o chapéu que a Emily usa durante a cena sobre o passado da Jessie e o chapéu do Andy é o laço extra no centro, visivelmente ausente do chapéu do Andy. Além disso, eles são idênticos.

Outra coisa, na caixa de doação em que a Emily coloca a Jessie, não vemos o chapéu. Vemos outras peças da história da garotinha com a Jessie, mas o chapéu não está lá. A caixa nem é grande o suficiente pra caber o chapéu. Então a Emily ficou com o chapéu e provavelmente passou pro seu filho, que cresceu para também amar um brinquedo de cowboy.

Nunca temos um close no rosto da Emily, mas conseguimos ver que ela tem um cabelo castanho-avermelhado e claro quando adolescente. Também é curto.

Semelhante a esse aqui:

TP2-7

A imagem do meio é o mais próximo que temos da cor do cabelo da Emily quando criança. É totalmente aceitável presumir que o cabelo dela ficou mais claro com o passar dos anos, o que parece ter acontecido pelas fotos (ou então ela pintou).

Vamos às nossas certezas:

Não sabemos o primeiro nome da mãe do Andy. Não sabemos o último nome da Emily. Sabemos que o chapéu do Andy e da Emily são os mesmos. Sabemos que a Emily já tem idade suficiente para ser mãe do Andy. Nós definitivamente sabemos que a Pixar é capaz de pensar isso tudo sem deixar claro.

Você pode estar pensando como as duas personagens podem ser a mesma pessoa se a Emily se desapegou tão facilmente da Jessie enquanto o Andy hesitou bastante ao dar seus brinquedos.

Na verdade os cenários são até bastante parecidos. O Andy esqueceu do Woody a medida que ele cresceu, apesar da grande ligação entre os dois. O Andy até se livrou do Woody, apesar de ter sido de uma forma bem diferente.

No final, faz todo o sentido do mundo as duas histórias serem tão semelhante pois os dois protagonistas de ambas possuem o mesmo sangue. Também é uma imensa coincidência do destino que a Jessie acabasse pertencendo ao filho de sua antiga dona, apesar de nunca termos visto a reação da mãe do Andy ao rever sua boneca.

Provavelmente ela agiu de forma indiferente e talvez tenha pensado que era uma versão diferente do mesmo brinquedos. Como você agiria se visse o seu filho com um brinquedo idêntico a um que você teve quando era criança? Sua primeira constatação provavelmente não seria que aquele é o mesmo brinquedo.

O que você acha? Você acredita que os dois personagens são a mesma pessoa e a mãe do Andy/Emily conseguiu se redimir graças ao amor que seu filho teve pelos brinquedos que ela abandou? Ou você odeia diversão, amor e destino? Me conte.

Animação / Cinema / Retrospectiva 2013

Retrospectiva Vitralizado 2013 – A Teoria Pixar

Pixar

Antes de tudo, é sempre bom lembrar: a teoria não é minha. O autor da Teoria Pixar é o norte-americano Jon Negroni, eu só traduzi de brincadeira, postei por aqui e até agora pouco estava com 37 mil likes e quase 500 comentários. Você já leu né? Se ainda não tiver ouvido falar, clica aqui, leia e depois volta pra cá. Pra mim, foi definitivamente uma das coisas mais legais do ano pois é extremamente divertida, simples assim, sem mais.

Acho que é óbvio, mas não custa avisar: eu não acredito que os roteiristas da Pixar sentaram pra conversar um dia e montaram uma imensa linha narrativa conectando todas as suas produção. Mas acho legal pra caramba que os enredos tenham permitido que alguém criasse uma leitura tão singular. Provavelmente, a Pixar é o estúdio mais regular da história do cinema e somente com histórias originais e muito bem contadas. Tá Carros 2 aí pra provar que ninguém é perfeito, mas ainda assim o filme é melhor que os destaques de várias outras empresas. A Teoria só reforça as qualidades do estúdio, torna os filmes ainda mais interessante e cria tremenda expectativa para os próximos lançamentos. Aliás, o próximo é The Good Dinosaur, sabe? Aquele que o dinossauro lembra o logo da Dinoco…

-Mais sobre a Teoria Pixar no Vitralizado: A Teoria Pixar – Todos os filmes da Pixar são um só, A Teoria Pixar – A linha do tempo, A Teoria Pixar – A verdade?


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