Vitralizado

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A capa de Diastrofismo Humano, próximo álbum da série Love & Rockets que será lançado no Brasil

O pessoal da editora Veneta acabou de divulgar a capa do próximo álbum da série Love and Rockets lançado em português. Diastrofismo Humano é provavelmente o trabalho mais aclamado de Gilbert Hernandez e tá previsto para chegar às livrarias a partir da segunda quinzena de novembro. Massa hein? Tô com o pé atrás em relação à capa, assim como não gostei muito da capa de Sopa de Lágrimas lançada no ano passado, mas espero ver ao vivo pra dar o meu veredito. De qualquer forma, com certeza uma das grandes obras publicadas no Brasil em 2017. Ó a sinopse divulgada pela editora:

“Um serial killer ataca a plácida Palomar. E os crimes dele, ainda que tão terríveis, são apenas mais uma das facetas da modernidade que começa a rachar a tranquilidade da pequena cidade centro-americana. Aquele mundo ensolarado começa a sentir a sutil aproximação de nuvens angustiantes. As verdades se revelam e elementos do passado retornam para assombrar os vivos”

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Marcatti 40: a capa de Pablo Carranza para a coletânea celebrando os 40 anos de carreira de Marcatti

Taí a capa do Pablo Carranza pra Marcatti 40, coletânea editada pelo pessoal da Ugra Press celebrando os 40 anos de carreira do lendário Marcatti. O projeto tá em campanha de financiamento coletivo no Catarse até o dia 8 de novembro e reúne pin-ups e histórias curtas de vários quadrinistas protagonizadas pelo Fráuzio, mas célebre criação do Marcatti. Já tive acesso a parte do material produzido pra coletânea e tá demais, assim como as recompensas que estão sendo oferecidas. Vou apoiar ainda hoje e recomendo o mesmo procê. Ó os nomes com presença confirmada no projeto:

André Diniz, Batista, Bira Dantas, Camilo Solano, Chico Felix, Dan Heyer, Daniel Esteves + Al Stefano, Doutor Insekto, Escape HQ, Fábio Zimbres, Felipe Bezerra, Flávio Luíz + Lica de Souza, Floreal, Franco de Rosa, Galvão Bertazzi, Germana Viana, Gilmar Machado, Guabiras, Guilherme Petreca, Juscelino Neco, Kellen Carvalho, Kiko Garcia, Laudo Ferreira, Lobo Ramirez, Luciano Salles, Miolo Frito, Orlandeli, Pablo Carranza, Paulo Batista, Paulo Crumbim, Pedro Cobiaco, Pedro D’Apremont, Pietro Luigi, Ruis Vargas, Thiago Ossostortos, Tiago Elcerdo, Victor Bello, Victor Freundt + Raphael Fernandes, Vitor Valença e Will.

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Uma conversa sobre quadrinhos, postais e blogs no podcast HQ Sem Roteiro

O Pedro PJ Brandão é o responsável pelo podcast brasileiro de quadrinhos mais legal que você vai ouvir por aí, o HQ Sem Roteiro. Por isso fiquei feliz demais pelo convite dele participar de uma edição. O programa entrou no ar ontem e ficou com pouco mais de 50 minutos. Falei um pouco sobre como passei a cobrir quadrinhos, as origens do blog e da Série Postal e alguns pitacos meus sobre produção de conteúdo relacionado a HQs. Papo bem massa. Você ouve a minha conversa com o Pedro por aqui e pode escutar outras das entrevistas feitas por ele por aqui.

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Vitralizado 5 anos: a festa! Nos vemos amanhã (7/10), às 16h, na Ugra?

Volto aqui pra reforçar o convite: amanhã rola a festa de cinco anos do Vitralizado, lá na Ugra e conto com a sua presença. Estarei lançando junto com o Felipe Nunes a 10ª edição da Série Postal e o postal comemorativo dos cinco anos do blog, assinado pelo Shiko. Lembrando que é de graça: só chegar e pegar as suas edições! Também estarei com alguns adesivos do blog, com a versão pôster do trabalho do Shiko sendo vendida por R$20 e, surpresa!, bolo! Ó o serviço completo do evento:

Vitralizado 5 anos: a festa! + Série Postal # 10, por Felipe Nunes
Quando: 7 de outubro (sábado), 16h
Local: Ugra Press (Rua Augusta, 1371, Loja 116, Consolação, São Paulo – SP)
Entrada gratuita

O blog Vitralizado completou cinco anos no dia 3 de outubro de 2017! O aniversário de um dos mais importantes espaços sobre quadrinhos da internet brasileira será celebrado no dia 7 de outubro, sábado, a partir das 16h, na loja da Ugra em São Paulo. A festa contará com a presença do quadrinista Felipe Nunes lançando a 10ª edição da Série Postal. Durante o evento também será lançado o postal comemorativo de aniversário do Vitralizado, assinado pelo quadrinista Shiko. As duas obras serão distribuídas de graça.

A arte de Shiko para o postal será vendida como pôster em uma tiragem numerada de 50 exemplares, disponível apenas na Ugra Press. Leva quem chegar primeiro!

VITRALIZADO: Editado pelo jornalista Ramon Vitral, o Vitralizado é um dos principais espaços sobre HQs da imprensa nacional. Desde sua criação em outubro de 2012 já publicou entrevistas e matérias com alguns dos mais celebrados quadrinistas do mundo. Nos arquivos do site constam conversas com artistas como Chris Ware, Richard McGuire, Rutu Modan, Laerte, Liniers, Chester Brown, Box Brown, Shiko, Bruno Maron, Guy Delisle e outros grandes nomes das HQs.

SÉRIE POSTAL E FELIPE NUNES: A Série Postal é a primeira empreitada impressa do Vitralizado e foi realizada com apoio do Rumos do Itaú Cultural. A 10ª edição da coleção é assinada por Felipe Nunes, autor de obras como Klaus (Balão Editorial), Dodô (Stout Club) e O Segredo da Floresta (Stout Club).

SHIKO: O quadrinista Shiko foi convidado para produzir o postal comemorativo dos cinco anos do Vitralizado. Shiko é um dos autores mais celebrados das HQs brasileiras. Dentre seus trabalhos mais conhecidos estão as aclamadas Lavagem (Mino), A Boca Quente (independente), Piteco – Ingá (Panini) e O Quinze (Ática).

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Série Postal: a HQ produzida por Felipe Nunes para o nº 10 da coleção

Aí está a arte do quadrinista Felipe Nunes para a 10ª edição da Série Postal. A HQ será lançada sábado (7/10), a partir das 16h, na loja da Ugra aqui em São Paulo, durante a festa de cinco anos do Vitralizado, com presença confirmada do autor do quadrinhos. Você confere as instruções pro lançamento na página do evento no Facebook.

E pra quem não viu (ou quer rever): aqui estão as seis edições prévias da Série Postal, assinadas por Daniel Lopes, Paula Puiupo, Manzanna, Felipe Portugal, Bárbara Malagoli, Bianca Pinheiro, Taís Koshino, Pedro Cobiaco e Pedro Franz.

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Hoje (5/10) é dia de lançamento de Wasteland Scumfucks: Terra do Demônio de Yuri Moraes na Gibiteria

Ainda pretendo escrever por aqui sobre Wasteland Scumfucks: Terra do Demônio, trabalho bem legal do quadrinista Yuri Moraes recém-publicado pela Veneta. Enquanto isso, deixo a dica: hoje (5/10), a partir das 19h30, rola o lançamento do álbum na Gibiteria aqui em São Paulo com a presença do autor para sessão de autógrafos. Ainda tem a promessa de um bookplate exclusivo, limitado e autografado pros 50 primeiros livros comprados no lançamento. Massa, hein? O serviço completo pro lançamento você confere na página do evento no Facebook. A Gibiteria fica ali no número 158 da Praça Benedito Calixto em Pinheiros.

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A capa de Angola Janga – Uma História de Palmares a nova HQ de Marcelo D’Salete

Você provavelmente já viu por aí, mas acho importante o registro: taí a capa de Angola Janga – Uma História de Palmares, o tão aguardado álbum de Marcelo D’Salete, primeiro em seguida ao aclamado Cumbe. É com certeza um dos quadrinhos brasileiros mais esperados de 2017 e uma das minhas principais apostas para muitas listas de melhores HQs do ano. São 432 páginas em preto e branco, produzidas ao longo de 11 anos pelo autor. Saca a sinopse divulgada pela editora Veneta:

“Angola Janga, “pequena Angola” ou, como dizem os livros de história, Palmares. Por mais de cem anos, foi como um reino africano dentro da América do Sul. E, apesar do nome, não tão pequeno: Macaco, a capital de Angola Janga, tinha uma população equivalente a das maiores cidades brasileiras da época.

Formada no fim do século XVI, em Pernambuco, a partir dos mocambos criados por fugitivos da escravidão, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Tornou-se o grande alvo do ódio dos colonizadores e um símbolo de liberdade para os escravizados. Seu maior líder, Zumbi, virou lenda e inspirou a criação do Dia da Consciência Negra.

Durante onze anos, Marcelo D’Salete, autor de Encruzilhada e do sucesso internacional Cumbe, pesquisou e preparou-se para contar a história dessa rebelião que tornou-se nação, referência maior da luta contra a opressão e o racismo no Brasil. O resultado é um épico no qual o destino do país é decidido em batalhas sangrentas, mas que demonstra a delicada flexibilidade da resistência às derrotas.

Um grandioso romance histórico em quadrinhos que fala de Zumbi, e de vários outros personagens complexos como Ganga Zumba, Domingos Jorge Velho, Ganga Zona e diversos homens e mulheres que compõe o retrato de um momento definidor do Brasil.”

Entrevistas / HQ

Papo com Fábio Moon e Gabriel Bá, os autores de Como Falar com Garotas em Festas: “Existe um lirismo na aquarela, uma leveza, uma poesia que combina com a história”

Escrevi pra edição mais recente da Rolling Stone sobre Como Falar com Garotas em Festas HQ dos gêmeos Fábio Moon e do Gabriel Bá que adapta o conto homônimo do escritor Neil Gaiman e foi lançada no Brasil pela Companhia das Letras. Acho linda a arte da HQ, principalmente as cores, e gosto como os dois quadrinistas brasileiros administraram o conteúdo do enredo concebido pelo autor de Sandman, mantendo quase integralmente o texto original. Recomendo uma lida no gibi e também na minha matéria – atualmente nas bancas e em breve no site da revista. Depois volte aqui pra ler a íntegra da minha entrevista com Moon e Bá.

Na conversa os dois contaram como Gaiman só deu o aval pra adaptação após a leitura de Daytripper, eles falaram sobre o processo de adaptação do texto pro formato de HQ, o diálogo entre o conto e os temas de seus primeiros trabalhos e a semelhança entre a história do álbum e a clássica Fadas e Bruxas da Laerte. Ó:

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Vocês poderiam contar um pouco como surge esse projeto? Foi uma iniciativa de vocês? Como foi a interação entre vocês e o Neil Gaiman?

Fábio Moon: Todas as adaptações que fizemos até agora foram convites das editoras, e essa não foi diferente. A Diana Schutz, editora da Dark Horse, que editou nosso primeiro livro por lá (o De:TALES, lançado em 2006), nos escreveu nos convidando para adaptar esse conto. Estávamos afundados na produção do Dois Irmãos, nem cogitando fazer outra adaptação, mas o Neil Gaiman é um dos nossos autores favoritos e a chance de trabalhar com um conto dele, com uma temática que tem muito a ver com a sensibilidade das histórias que a gente gosta de contar, era irrecusável.

Gabriel Bá: O Neil Gaiman ia acompanhando todo o processo, a gente ia mandando para ele e pra Diana o roteiro, as páginas, mas eles nos deram liberdade para fazer a nossa versão, a nossa leitura. Eles tinham que aprovar tudo, mas o trabalho foi todo nosso.

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O texto do quadrinho é muito fiel ao original do Gaiman. Vocês trabalharam com um roteiro? Chegaram a conversar com o Neil Gaiman como seria essa versão em quadrinhos?

Fábio Moon: Acho que podemos dizer que todas as nossas adaptações são fieis aos originais. Só adaptamos histórias e autores que gostamos, então queremos manter o que achamos mais legal do original na nossa versão. O mais legal do texto do Neil Gaiman foi mantido: o ritmo da escrita, os diálogos, o jogo de palavras, tudo o que ele faz melhor do que ninguém. Não chegamos a conversar com o Neil Gaiman sobre como construir a adaptação, pois acho que ele já confiava no nosso trabalho. Ele ajudou mandando umas fotos de quando ele tinha a idade dos moleques, na época em que se passa a história, pra nos ajudar a compor o personagem principal.

Gabriel Bá: Fizemos o roteiro da mesma maneira que aprimoramos no Dois Irmãos, com rascunhos das páginas sendo feitos ao mesmo tempo em que o texto final era escrito, então o roteiro é uma mini-versão da história, um roteiro visual, desenhado. Não faz sentido pra gente descrever o que nós vamos desenhar, então o roteiro desenhado funciona melhor, já dá uma noção do tamanho dos quadros, do enquadramento, do ritmo de leitura na página.

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Essa não é a primeira adaptação de vocês. Há muita diferença entre adaptar um romance como o Dois Irmãos e O Alienista e um conto curto como esse do Gaiman?

Gabriel Bá:
Adaptar essa história foi um processo mais parecido com o do Alienista, que também era um conto, então pudemos manter quase todo o texto e expandir a história visualmente. No caso do conto do Neil Gaiman, não tínhamos um limite de número de páginas, como no Alienista, e isso nos possibilitou trabalhar melhor a narrativa e o ritmo visual da história, mas o trabalho de pesquisa e de adaptação do Dois Irmãos foi muito mais complexo, pois a história, além de mais longa, era muito mais complexa.

Fábio Moon: Toda adaptação envolve transformação, escolher trechos e palavras que se tornarão imagens. Acho que aprendemos muito com as adaptações anteriores, e esse processo de apropriação e reimaginação da história estava bem mais refinado quando trabalhamos a história do Neil.

Como vocês chegaram nessas cores que predominam ao longo da HQ?

Gabriel Bá: Fazer o livro colorido com aquarela foi uma sugestão da Diana. Ela viu nosso livro sobre São Luís para a coleção Cidades Ilustradas, todo colorido com aquarela, e nos propôs já no convite fazer uma história inteira dessa maneira. Existe um lirismo na aquarela, uma leveza, uma poesia que combina com a história, combina com essa sedução pela pessoa desconhecida, e então pensamos a história já com a aquarela na cabeça.

Fábio Moon: A história se passa nos anos 70, e fazer um livro todo colorido à mão numa época onde quase todos os quadrinhos são coloridos no computador ajuda a dar uma outra cara para o nosso livro, nos transporta para essa época onde tudo numa HQ era feito à mão. Abraçamos essa ideia e inclusive os balões e as letras são feitas manualmente, direto na página (embora acabamos fazendo uma fonte da minha letra para poder usar em versões internacionais).

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Alguns dos trabalhos iniciais de vocês na 10 Pãezinhos eram sobre relacionamentos, romances e jovens apaixonados como no Como Falar com Garotas em Festas. Vocês viram algum diálogo entre esse trabalho e essas obras mais do início da carreira de vocês?

Fábio Moon: Como eu falei, a Diana editou nosso primeiro livro na Dark Horse, e ele era justamente uma coletânea dessas histórias. Ela inclusive propôs para o Neil Gaiman na época, 2006, sobre a possibilidade daqueles dois gêmeos fazerem a adaptação do conto, mas o Neil não ficou entusiasmado. Depois que a gente fez o Daytripper, ficou mais fácil mostrar do que a gente era capaz, e o Neil Gaiman viu que seu conto estava em boas mãos. Só depois que ele aceitou é que ela nos fez o convite, e só depois que terminamos a adaptação ela nos contou essa história.

Gabriel Bá: Essa temática do relacionamento sempre nos interessou, e acreditamos que é o tipo de coisa que pode ser muito bem trabalhada em Quadrinhos, escolhendo o close certo, a troca de olhares, a intimidade da leitura que seduz o leitor. Além disso, vimos nessa história uma semelhança com uma história do Laerte, chamada Fadas e Bruxas, que também foi muito importante na nossa descoberta do potencial dos Quadrinhos. Vimos nessa adaptação uma chance de tratar de um tema que nos é querido, trabalhando a partir do conto de um autor que admiramos e ainda criando um diálogo visual com outro autor que, como o Neil Gaiman, foi fundamental na nossa formação como Quadrinistas.

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Vocês já assistiram ao filme com a Elle Fanning?

Fábio Moon:
Já vimos sim, mas só depois de terminar o nosso livro.

Gabriel Bá: Curiosamente, nossas duas últimas adaptações – este livro e o Dois Irmãos – foram adaptadas também para obras audiovisuais, mas ambas por pura coincidência, sem relação alguma com nosso trabalho. No entanto, mostra o potencial de boas histórias de quebrar barreiras de linguagens, além de mostrar as diferenças que cada linguagem pode oferecer para a história.

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Vitralizado: 5 anos!

Hoje o Vitralizado completa 5 anos! Convido você para comemorar o aniversário comigo no sábado (7/10), na Ugra, aqui em São Paulo, a partir das 16h. Estarei por lá junto com o Felipe Nunes distribuindo a 10ª edição da Série Postal e também um postal comemorativo celebrando a data, com essa ilustração aqui em cima assinada pelo Shiko. Aliás, a arte ficou tão foda que fizemos alguns cartazes que estarão sendo vendidos por lá – são só 50, então leva quem chegar primeiro. Talvez role um bolo e mais uma ou outra coisa exclusiva pra quem aparecer. Você está convidado! As instruções pro evento estão aqui.

-X-

O meu blog com maior tempo de existência antes do Vitralizado chamava O Filtro e durou uns cinco meses, ainda na minha época de faculdade. Dei as atividades do Filtro por encerradas quando arrumei o meu primeiro estágio, na assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, Saneamento e Desenvolvimento Ambiental da Prefeitura de Juiz de Fora. Isso foi no final de 2006 e naquela época me parecia meio impossível levar um blog com uns três posts por semana, a vida de estudante de jornalismo e um estágio de quatro horas diárias.

O Vitralizado surge em outubro de 2012 como um dos blogs do saudoso O Esquema, um dos coletivos/portais de blogs mais massas que a internet brasileira já viu. Na época eu trabalhava no Estadão e os posts do blog entravam no ar principalmente no meu horário de almoço, quando eu tinha um intervalo na correria da redação. Foi um começo frenético, 100 posts nos dois primeiros meses e muita coisa sobre cinema, área que cobria no jornal. A medida que fui emplacando mais pautas sobre HQs no jornal, elas também passaram a dar mais as caras por aqui.

Aqui estamos, cinco anos  e 2112 posts depois. Ainda tô tentando entender qualé a do Vitralizado. Hoje ele é um blog principalmente sobre HQs. Assim como o foco já foi cinema, pode ser que a linha editorial mude daqui uns anos, mas tô bem feliz do jeito que as coisas tão e orgulhoso do que produzi até aqui. A Série Postal tem sido um sucesso e gosto de pensar que é apenas a primeira de muitas incursões impressas do Vitralizado. Também não escondo a minha satisfação com as entrevistas que tenho conseguido. Só nos últimos três meses publiquei conversas com Guy Deliesle, Richard McGuire, Jeff Lemire, Derf Backderf, Chester Brown e Nick Sousanis.

Enfim, tudo muito bem, tudo muito bom. Tô planejando um tapa no visual da casa para os próximos meses e também pretendo priorizar o conteúdo produzido exclusivamente para o blog, diminuindo a minha produção de matérias para jornais, sites e revistas. Mas uma coisa de cada vez, talvez esse papo fique pro 6º ano, vamos ver.

Parabéns pra gente e obrigado pela leitura!

Ah! E nos vemos sábado na Ugra!

Ramon

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Série Postal: Felipe Nunes é o autor do 10º número da coleção de HQs em formato de cartão postal do Vitralizado

O quadrinista Felipe Nunes assina a HQ presente no 10º número da Série Postal. O projeto é a primeira investida impressa do Vitralizado e foi produzido com apoio do programa Rumos do Itaú Cultural. A obra será lançado no próximo sábado (7/10), na loja da Ugra em São Paulo, com a presença do artista, na festa de 5 anos do blog Vitralizado.

A Série Postal consiste em uma coleção de 12 HQs em formato de cartões postais, cada uma das obras é de autoria de um artista distinto da cena brasileira de quadrinhos. Os trabalhos estão sendo distribuídos de graça e mensalmente ao longo de 2017 em lojas especializadas de diferentes cidades do país.

O primeiro número foi assinado por Pedro Franz, o segundo é de autoria de Pedro Cobiaco, o terceiro de Taís Koshino, o quarto de Bianca Pinheiro, o quinto de Bárbara Malagoli, o sexto de Felipe Portugal, o sétimo de Manzanna, o oitavo de Paula Puiupo e o nono de Daniel Lopes. No tumblr da Série Postal você encontra informações exclusivas sobre o projeto, depoimentos dos artistas envolvidos e matérias sobre a coleção.


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