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Posts na categoria HQ

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Estão abertas as inscrições para o bate-papo gratuito com Nick Sousanis, o autor de Desaplanar, no IED São Paulo

Estão abertas as inscrições para o bate-papo gratuito com quadrinista e pesquisador Nick Sousanis, autor de Desaplanar, no Istituto Europeo di Design (IED) de São Paulo na próxima quinta-feira (24/8), das 19h30 às 22h30. As inscrições podem ser feitas na página da instituição (clicando aqui). A conversa ainda contará com a presença do tradutor da obra, Érico Assis, e de dois professores do IED, o designer Rodrigo Silveira e o ilustrador e animador Daniel Grizante.

Se tiver interesse, recomendo ir correndo fazer a inscrição, pois as vagas são limitadas. O IED São Paulo fica no número 617 da Rua Maranhão em Higienópolis. Eu vou, vamos? Saca só a minha matéria com o autor publicada na Ilustríssima da Folha de São Paulo.

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Reparos: a nova HQ de Lelis está em campanha de financiamento coletivo no Catarse

Você provavelmente já viu por aí, mas acho importante ressaltar: o quadrinista Lelis tá com uma campanha no Catarse para financiamento coletivo de seu próximo álbum. A HQ foi batizada de Reparos e tem 48 páginas pintadas em aquarela. Segundo o autor, a obra conta a história de uma menina que tem sua caixinha de música quebrada e do velho rabugento que é a última esperança para arrumar o brinquedo.

Eu já apoiei o projeto e recomendo o mesmo procê. Investir em campanhas de crowdfunding de quadrinhos geralmente é uma aposta e nem todas as publicações correspondem às expectativas. Mas o Lelis é um dos gigantes dos quadrinhos brasileiros e acredito que você vai esbarrar com poucos projetos tão certeiros e sem riscos como Reparos. O link da campanha tá aqui. A seguir, o vídeo produzido pelo quadrinista falando sobre o livro:

Também recomendo a minha matéria pro UOL sobre o excelente Goela Negra, parceria do Lelis com o francês Ozanam publicada por aqui pela Mino, e esse vídeo do Ricardo Sêco pro projeto Banda D mostrando o autor em ação:

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Confira uma prévia de Beasts of Burden – Rituais Animais, a 4ª HQ da editora Pipoca & Nanquim

Os editores da Pipoca & Nanquim divulgaram uma prévia de Beasts of Burden – Rituais Animais, quarto quadrinho do selo. A série tem roteiro de Evan Dorkin e arte de Jill Thompson, já está em pré-venda por R$69,90 e tem lançamento previsto para o mês de setembro. A HQ começou a sair nos Estados Unidos em 2003 e desde então já ganhou oito prêmios Eisner. O foco o gibi é um grupo de cães que protege sua vizinhança de inimigos demoníacos.

Ainda não li o quadrinho, mas só vi elogios a ele vindos lá de fora. Não conheço muito o trabalho do Evan Dorkin, mas a Jill Thompson é uma tremenda artista e está sempre associada a projetos interessantes. Me parece mais uma boa investida do pessoal da Pipoca & Nanquim. Aos poucos eles vão compondo um catálogo bem diversificado – até agora, dois clássicos (um europeu, Espadas e Bruxas, e um americano, Cannon) e a ainda inédita adaptação de Moby Dick do francês Chabouté.

Beasts of Burden tem vários números e encadernados nos Estados Unidos e essa aposta da editora na série me parece explicitar os planos a longo prazo da empresa. Bem promissor isso tudo. A seguir, oito páginas da obra e a capa da edição brasileira. Ó:

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A campanha no Catarse de Kung Fu Ganja, o próximo álbum de Davi Calil

Viu que o Davi Calil tá com uma campanha de financiamento coletivo no Catarse pra impressão de Kung Fu Ganja? A série vem sendo publicada pelo quadrinista no Tapastic desde novembro do ano passado e o crowdfunding busca apoio pra bancar a versão impressa do primeiro arco de histórias do projeto, com 160 páginas. Eu venho acompanhando o quadrinho desde o início e estou trabalhando com o autor na revisão da HQ e ajudando na divulgação da campanha.

Acho Quaisqualigundum e Uma Noite em L’Enfer quadrinhos interessantes, mas o meu preferido do Calil continua a ser Surubotron, sobre uma máquina alienígena que instiga todos os habitantes da terra a entrarem em uma suruba gigante. Kung Fu Ganja tem como principal mérito ir nessa mesma vibe surtada, misturando personagens com jeito de protagonistas de Dragon Ball e de filmes de artes marciais dos anos 70 em uma trama de humor no estilo Pineapple Express e Hermes e Renato.

Eu já apoiei e recomendo o mesmo procê, viu?

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O cartaz de Adrian Tomine pro Brooklyn Book Festival 2017

O Adrian Tomine é o autor da arte do cartaz da edição de 2017 do Brooklyn Book Festival, marcado pra rolar em Nova York entre os dias 11 e 17 de setembro. Na página do evento, os organizadores explicam que a ilustração é uma homenagem ao bairro no qual o festival ocorre, com várias pessoas passando nos arredores da entrada da estação de metrô Borough Hall, próxima ao local que hospeda o encontro. Dá uma lida no texto sobre o pôster.

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Richard McGuire, Aqui e a passagem do tempo como uma forma fragmentada de ver os acontecimentos

Entrevistei o quadrinista Richard McGuire sobre as origens e a produção de Here, uma das obras-primas dos quadrinhos mundiais que acabou de ganhar edição em português pela Companhia das Letras com o título de Aqui. O nosso papo virou matéria lá no UOL e recomendo uma lida no meu texto pra você entender um pouco da importância e da ousadia do trabalho de McGuire na HQ. Acho bastante improvável que saia no Brasil em 2017 outro quadrinho tão bom quanto Aqui. Sério, não deixa passar esse não, ok? Em breve publico por aqui a íntegra da conversa. Enquanto isso, dá uma lida na minha matéria.

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Derf Backderf, Meu Amigo Dahmer e a espiral descendente de Jeffrey Dahmer

Meu Amigo Dahmer (Darkside) é um dos melhores quadrinhos publicados no Brasil em 2017. As 288 páginas da HQ de Derf Backderf narram a amizade do autor da obra com um dos maiores serial killers de todos os tempos, Jeffrey Dahmer. Ao ser preso, ele confessou 17 assassinatos e práticas envolvendo abuso sexual, necrofilia e canibalismo. Me impressiona no quadrinho não apenas o domínio pleno de Backderf da linguagem dos quadrinhos, mas a frieza de sua narrativa e como ele é impiedoso com todos ao redor de Dahmer. Entrevistei o autor da HQ e nosso papo virou matéria na edição da agosto da revista Rolling Stone. A revista chega às bancas de São Paulo amanhã (14/8) e o texto está disponível no site da publicação.

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Upstate, por Adrian Tomine

O Adrian Tomine assina a capa da próxima edição da New Yorker. O quadrinista batizou a arte de Upstate. Lá no site da revista ele explica a razão de ser da obra, inspirada numa ida recente com a família para um período de folga no interior. “Passar tempo na natureza é algo que faço apenas pela felicidade dos meus filhos, como ir a um show de fantoches ou escutar Katy Perry. Posso passear pela cidade com as crianças, possivelmente cercado por psicopatas e mesmo assim muito tranquilamente. Mas me coloque em meio a um gramado alto e toda minha neurose e meus instintos protetores afloram”, diz o autor.

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Manzanna e a produção do sétimo número da Série Postal

Reúno mais uma vez aqui no blog a versão integral do depoimento de um autor da Série Postal sobre a produção de um dos quadrinhos da coleção. Dessa vez, reproduzo as falas da Manzanna contando as inspirações e técnicas utilizadas por ela para a criação de Acordar, sétimo número do projeto. Lembrando: as falas dos quadrinistas sobre suas respectivas obras para a Série Postal você encontra primeiro lá no tumblr  do projeto – que atualmente está sendo atualizado com os comentários da Paula Puiupo sobre a oitava edição. A seguir, aspas de Manzanna:

“Eu acho que desde que comecei a fazer quadrinhos trabalho com formatos pequenos, meu originais são todos miudinhos, um A4, A6 ou A5. Então pensar dentro dessa restrição não foi necessariamente complicado. A ideia de que era um postal, as dimensões específicas dele, o fato de que seria distribuído e o momento que eu tava da minha relação com quadrinho… Isso tudo acabou me influenciado mais. Também tem a ideia de que faz parte de um conjunto com outros artistas, isso me estimulou”

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“Eu tenho feito muito quadrinho que não publico (risos) E eu estava nesse momento quando veio o convite para participar da Série Postal e fiquei matutando, pensando no que fazer pro postal. Foi uma hora em que deu pra dar vazão para algumas coisas que tenho tentado abordar e seguir mais no meu trabalho. Passa por uma coisa guiada pelo texto, mas não atrelada a ele, não literal, óbvio. Quadrinho que é legendado não me interessa tanto”

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“Eu geralmente trabalho com o texto primeiro. Eu costumo escrever a ideia e ela geralmente vem mais pela estrutura do que pela imagem. Aí fui pensar no que fazer e dizer com esse postal e procurei esses textos que eu tinha, alguns mais encaminhados e muito deles eu achava que eram poemas. Cheguei até a publicar alguns deles num blog meio secretinho que tenho… Mas uma hora eu estava relendo e senti que eles não se resolviam muito bem só como texto. Ainda cabia alguma coisa ali e esse foi um deles. Eu tratei de pensar qual o grid, qual organização de página que queria pra caber no postal e qual texto ficaria legal com qual estrutura”

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“Eu tinha esse texto que é uma coisa meio pesquisa no Google e meio sonho. Decidi por ele, namorei essas ideias e fui com ela, pela estrutura e pelo que estava confortável de abordar na hora. Depois de pronto eu gostei de pensar que é uma coisa que o texto e a história passam por uma experiência comum, bem familiar, do jeito como conversamos com o computador e também no sonho”

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“O postal é uma coisa não só analógica como também quase obsoleta, pouca gente usa. Já tem um valor hoje mais de colecionável e de arte gráfica do que de peça de correio. Fiquei pensando nisso, do quadrinho não ser apenas uma legenda, sabe? Falar de internet não quer dizer que preciso estar online. O tema não tem que caber só ali no lugar certinho dele. Esse deslocamento pode até abrir uma leitura legal. Não é nada que eu tenha pensando elaboradamente, como se estivesse sendo provocativa, ‘vou falar de uma linguagem em outra’ (risos) Mas eu gosto do desencontro”

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“Sobre o grid, também segue essa coisa de que estou com uns trabalho mais para eu entender o que eu quero com quadrinhos. Já não me sinto tão apressada em produzir e publicar, como foi para mim no início. ‘Cara, tô fazendo e tá fluindo, então vou fazer mais e mais e mais’. Acho que o momento é de escolher. Essas escolhas passam por estudar o grid. Fiquei pensando o quanto eu não tinha pensado e explorado formatos mais tradicionais, como esse três por três. Sempre usei mais o dois por dois. Teve um momento em que comecei a desenhar muito solto e estava pirando que eu queria fazer um gridzão muito fluido, muito desencontrado e aí falei ‘não, espera, deixa eu treinar um pouquinho o mais primordial, ver como é que funciona’”

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“Eu raramente trabalho com cor nos meus quadrinhos e em trabalhos mais autorais. Sempre coloco cores em frilas, mas neles eu tô atendendo uma ideia em nome da qual eu crio. Agora, quando eu preciso decidir qual cor quero usar tenho um pouco de dificuldade. Ainda não me encontrei em relação a isso. Tenho apelado para um cor de rosa com a qual me sinto mais confortável. A cor no caso desse quadrinho não tá a serviço de apontar um sentimento específico, mas foi uma tentativa de trazer a cor pro meu trabalho sem que eu me sentisse fazendo uma coisa que não é muito minha. No caso desse degradê, esse negócio meio flutuante, eu tava seguindo alguma coisas que já andei fazendo com lápis de cor e pastel seco… Sempre tendo a ir pra esse lado do esfumado, de uma mistura meio nebulosa das cores”

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Está aberta a Convocatória Des.Gráfica e a inscrição para expositores da 2ª edição da feira de HQs experimentais do MIS

Ó, fica esperto: está aberta a partir de hoje a Convocatória Des.Gráfica para seleção de cinco trabalhos a serem impressos pelo Museu da Imagem e do Som para a edição de 2017 da Feira Des.Gráfica. Também foi aberto hoje o período de inscrições para aspirantes a expositores no evento, marcado pra rolar dias 4 e 5 de novembro no MIS. Tanto o formulário para inscrição na feira quanto o da convocatória estão disponíveis aqui.

A edição de 2016 da Des.Gráfica foi um dos eventos de quadrinhos mais legais do ano passado, principalmente pelo filtro de trabalhos propondo algum tipo de experimentação relacionado ao uso da linguagem das HQs. Da convocatória dessa primeira edição saíram algumas pérolas como o álbum sem título da Mariana Paraizo e o primeiro número do Fixação por Insetos do DW Ribatski.

Mais uma vez, a curadoria dos expositores e dos títulos selecionados para impressão fica por conta do quadrinista Rafael Coutinho, dos responsáveis pela Editora Antílope e do pessoal da Ugra Press. A chamada pra Convocatória fica aberta até o dia 15 de setembro e a dos expositores até 1º de setembro – com o resultado da seleção pra feira anunciado dia 11 de setembro, 12h, também no site do MIS. Deixa passar não, viu?