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Posts por data maio 2017

HQ

Modo Avião: confira uma prévia do livro de Rafael Coutinho, Lucas Santtana e J.P. Cuenca publicado pela Lote 42

O pessoal da Lote 42 liberou aqui pro blog uma prévia de Modo Avião, livro assinado pelo trio Rafael Coutinho, Lucas Santtana e J.P. Cuenca. A publicação tem 88 páginas e teve seu lançamento marcado para o dia 10 de junho na Banca Tatuí aqui em São Paulotambém está em pré-venda no site da editora. O livro surgiu como parte do projeto Modo Avião do Lucas Santtana, que ainda incluiu um disco homônimo no formato de áudiofilme.

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Segundo os editores do livro, a trama da obra “gira em torno de um personagem que embarca em um voo e começa a confabular com outras pessoas sobre inquietações contemporâneas”. Tudo isso misturando os desenhos de Rafael Coutinho – alguns com até um metro de largura – com a poesia de Lucas Santtana e a prosa de J.P. Cuenca. Ó que legal esse vídeo mostrando um trecho do processo de encadernação manual do livro:

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Foto: Cecilia Schiavo

Foto: Cecilia Schiavo

HQ

Vitralizado Recomenda #0008: Valerian Integral – Volume I (Sesi-SP), por Pierre Christin e Jean-Claude Mézières

Entendo a opção dos editores de Valerian Integral – Volume I (Sesi-SP) em divulgarem o álbum como “a obra que inspirou Guerra nas Estrelas”. Sim, são explícitos os diálogos entre a saga de George Lucas e o universo criado pelos quadrinistas Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, mas os méritos do álbum vão muito além de sua influência na saga dos Skywalker. Esse primeiro álbum da coleção reúne as três aventuras iniciais de Valerian, publicadas na revista francesa Pilote nos anos de 1967, 1970 e 1971.

A ingenuidade quase infantil da história inicial, Os Maus Sonhos, ambienta o leitor no futuro do ano 2720, em Galaxity, capital da Terra e do Império Galáctico Terrestre. A Cidade das Águas Movediças dá um tom mais sombrio à série e aprofunda a relação entre seus protagonista. O Império dos Mil Planetas é a melhor das três histórias, investindo em conceitos ainda mais fantásticos do que aqueles presentes nas aventuras prévias e com ótimas cenas de ação. Espero que o lançamento do filme de Luc Besson inspirado na HQ estimule a Sesi-SP a dar continuidade à coleção.

HQ

O Ugra Fest está de volta! Dias 8 e 9 de julho no SESC Belenzinho em São Paulo

O evento mais legal de quadrinhos e publicações independentes de São Paulo está de volta. O pessoal da Ugra acabou de divulgar no Facebook a edição de 2017 do Ugra Fest – Quadrinhos e Publicações Independentes (anteriormente chamado Ugra Zine Fest). A 6ª edição do festival rola nos dias 8 e 9 de julho no SESC Belezinho aqui em São Paulo, com entrada gratuita para todas as suas atividades. A arte matadora do evento é assinada pelo gigante Shiko.

Além de mediar uma das mesas do Ugra Fest, eu também estarei trabalhando com o pessoal da Ugra na divulgação do festival como assessor de imprensa do evento. Para jornalistas, blogueiros, youtubers e afins, deixo o aviso: precisando de qualquer informação referente ao Ugra Fest, entrem em contato comigo pelo meu perfil no Facebook ou pelo email [email protected]

Além da feira com dezenas de expositores, o festival terá quatro palestras, quatro bate-papos, duas exposições e atividades para crianças, reunindo alguns dos maiores nomes da HQ brasileira. Para esquentar, nos dias que antecedem o Ugra Fest haverá um ciclo de oficinas. Recomendo que você confirme sua presença na página do evento lá no Facebook e confira com calma a programação completa no site do Ugra Fest. Tá bem foda, cara.

HQ

Vitralizado Recomenda #0007: Úlcera Vortex – Volume 1 (Escória Comix), por Victor Bello

O primeiro volume da série Úlcera Vortex (Escória Comix) é centrado nos feitos do cientista Loépio de Deus e sua Máquina de Encolher. Por conta da invenção ele salva 970 mil pessoas com câncer e ganha o Prêmio Cadu Moliterno Science. A máquina também permite que um clone criado por Loépio entre em seu corpo para investigar um buraco negro interdimensional instalado em seu estômago que dá acesso à civilização Gorgonotúbia. Em um dos momentos mais tensos da trama, ainda são mostrados os feitos da lagartixa hacker Valdir Vegeta. É impressionante a quantidade de personagens fantásticos e de conceitos absurdos e originais que Victor Bello apresenta nas 36 páginas da HQ. Aguardo ansiosamente pela continuação.

HQ

A Vida Secreta de Londres: o próximo álbum da Veneta reúne HQs de Alan Moore, Neil Gaiman e Dave McKean

O pessoal da Veneta divulgou o próximo álbum da editora. A Vida Secreta de Londres é uma coletânea de 176 páginas organizada pelo argentino Oscar Zárate com HQs assinadas por autores como Alan Moore, Neil Gaiman, Dave McKean e outros. Os quadrinhos são todos ambientados em Londres, tratando de lendas e mistérios da capital britânica. O autor de Watchmen, por exemplo, tem duas histórias no livro, uma na qual ele retorna ao universo de Do Inferno, mostando o pub frequentado pelas vítimas de Jack, O Estripador, e outra explorando os arredores do cemitério de Highgate.

Outros nomes interessantes participando da publicação são Woodrow Phoenix (autor de Autocracia), Tony Grisoni (roteirista de Medo e Delírio em Las Vegas) e Iain Sinclair, considerado um dos nomes mais importantes da literatura britânica contemporânea. Promissor, hein?

Cinema

Como criar um filme do Studio Ghibli

Ainda não vi A Tartaruga Vermelha, mas agora fiquei ainda mais afim de assistir. O pessoal da Little White Lies produziu um vídeo com o animador holandês Michaël Dudok de Wit, diretor do filme, sobre o desenvolvimento de alguns aspectos da obra, uma parceria do Estúdio Ghibli com a produtora alemã Wild Bunch. Vídeo curtinho, mas interessante pra caramba. Dá o play:

HQ

Felipe Nunes lança a versão em cores de Dodô no sábado (25/5): “Senti que era a hora de me arriscar”

O Felipe Nunes lança a edição colorida de Dodô no sábado (27/5), a partir das 15h, na loja da Ugra aqui em São Paulo. Já havia conversado com o quadrinista logo que a versão independente em preto e branco foi publicada e chamado atenção para a evolução do trabalho do autor em relação a seu título prévio, o também ótimo Klaus. Agora em cores e com os selos da Panini e do Stout Club, o álbum ganha leituras ainda mais interessantes, tornando a narrativa da HQ ainda mais fluida. Bati um papo rápido com Nunes sobre esse processo de colorização e as principais transformações da HQ nessa versão colorida. Você confere as instruções pro evento por aqui e lê o meu papo com o artista a seguir. Ó:

Como surge a ideia de colorir Dodô?

Colorir o quadrinho veio de uma necessidade e de uma vontade. Quando comecei a conversar sobre publicar no exterior, editoras haviam demonstrado interesse com a condição de que tivesse cores. Relendo a história não vi como um problema para o que tinha feito, pelo contrário, e tendo a oportunidade de sair de novo pela Panini senti que era a hora de me arriscar.

Ver o seu traço colorido em O Segredo da Floresta abriu de alguma forma os seus horizontes em relação ao uso das cores? 

Acredito que sim. Não tinha visto meu desenho trabalhar como quadrinho (com narrativa, clima) até então e foi bem importante até pra julgar o que achei que funcionava ou não e poderia me inspirar pro meu trabalho. Fazer a cor me ajudou a abrir muitas portas na cabeça pela dificuldade de tentar desenvolver uma execução que não sabia, quase que assimilando novas regras na linguagem dos quadrinhos.

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Pelo Facebook você disse que as cores agora ditam o ritmo da trama e permitem outra experiência. Você pode falar um pouco mais sobre isso, por favor? O que muda na leitura e como as cores afetam o ritmo?

Conversando sobre isso alguns dias atrás cheguei nessa conclusão: acho que o Dodô colorido permite uma imersão melhor na realidade da história, de um ponto de vista mais sensitivo. Acho que ter as cores pra induzir o tom das cenas melhorou o envolvimento que dá pro leitor desenvolver com o problema da protagonista e acho que deu certo, como se eu tivesse pensado isso tudo junto, no começo do projeto. Foi bom reler e entender de novo o que pensei e o que não tinha percebido na trama e poderia ser explorado.

Quais as principais lições que você tirou desse processo de colorização? Você pretende fazer mais uso de cores nos seus próximos projetos?

Acho que foi toda essa percepção do que ela pode ajudar na história. Talvez agora, pra determinados projetos, eu pense na cor junto com o desenho, talvez deixando o traço mais claro, com menos preto. Ainda não tenho certeza do quanto isso vai mudar meu processo e estou desenhando meu gibi novo, que é em PB, então isso vai ser pensado lá na frente.

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HQ

Cannon: confira uma prévia de seis páginas da coletânea da editora Pipoca & Nanquim dedicada ao clássico de espionagem de Wallace Wood

Nem deu tempo de respirar. O pessoal da Pipoca & Nanquim acabou de lançar Espadas & Bruxas e já anunciou seu segundo álbum. As 276 páginas de Cannon reúnem a íntegra das tiras produzidas pelo quadrinista Wallace Wood para a revista Overseas Weekly entre 1970 e 1973. A publicação era distribuída exclusivamente em bases militares norte-americanas ao redor do mundo e não tinha qualquer censura prévia, tudo com o propósito de fomentar os ânimos dos soldados instalados fora de casa. O livro está em pré-venda por R$ 99,90.

Acho cedo pra analisar uma suposta linha editorial da Pipoca & Nanquim, mas parece explícita a proposta de investir em clássicos desconhecidos do grande público. É também didático esse trabalho de resgate e apresentação de nomes canônicos dos quadrinhos mundiais que correm o risco de esquecimento em meio a uma indústria de entretenimento tão pouco apegada às suas memórias.

A edição brasileira de Cannon é inspirada em sua republicação mais recente nos Estados Unidos, lançada pela Fantagraphics – casa de alguns dos títulos mais importantes para a construção do amplo conceito estabelecido como quadrinho undergound norte-americano. O lançamento de Cannon é não só um investida corajosa da Pipoca & Nanquim, principalmente pelo conteúdo adulto da HQ, mas também uma prestação de serviço. Saca a capa e as seis páginas de preview que a editora adiantou aqui pro blog:

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HQ

DarkSide Graphic Novel: o selo de quadrinhos da DarkSide Books será inaugurado com Meu Amigo Dahmer (Derf Backderf), Fragmentos do Horror (Junji Ito) e Wytches (Scott Snyder e Jock)

A editora Darkside Books acabou de anunciar as três primeiras obras de seu recém-criado selo de quadrinhos. A DarkSide Graphic Novel será inaugurada com Meu Amigo Dahmer (Derf Backderf), Fragmentos do Horror (Junji Ito) e Wytches (Scott Snyder e Jock). É um começo bastante promissor, com títulos coerentes com a linha editorial da Darkside mesmo com cada um dos quadrinhos seguindo um estilo completamente diferente do outro. As três HQs entram em pré-venda na internet a partir de amanhã.

O trabalho do Derf Backderf conta a história da amizade entre o autor e o serial killer Jeffrey Dahmer durante a adolescência dos dois nos anos 70. A simplicidade com a qual o quadrinista fala sobre seu amigo torna ainda mais complexa a jornada de uma criança normal que vira um adulto assassino responsável pela morte de pelo menos 17 pessoas.

Eu ia dizer que o Junji Ito é obrigatório pra qualquer fã de história de terror, mas os mangás dele são indispensáveis pra quem gosta de arte. É o que se tem de mais bonito dentro de quadrinhos de horror. Sobre Wytches tenho pouco a dizer. Dessa leva inicial da Darkside me parece ser a aposta mais segura em termos de vendas e voltada para leitores mais habituados a gibis de super-heróis. Li pouca coisa do Scott Snyder, mas gosto da arte do Jock e ainda mais das cores do Matt Hollingsworth.

As coisas estão começando a esquentar nesse 2017, hein? A Darkside parece chegar com o mesmo fôlego dos caras do Pipoca & Nanquim, com pique aparente para jogar de igual pra igual com selos já muito bem estabelecidos, como Veneta, Mino, Marsupial, Quadrinhos na Companhia, Abril, Sesi-Sp e algumas outras. Fico curioso pra ver toda essa galera disputando espaço nas mesmas livrarias, sejam elas físicas ou virtuais.

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HQ / Matérias

Estudante de Medicina: a jornada de Cynthia B. da medicina para as histórias em quadrinhos

Acabou de chegar às bancas de São Paulo a edição de maio da Rolling Stone Brasil. Escrevi pra revista sobre Estudante de Medicina, livro da Cynthia B. sobre os anos dela na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O texto vem com algumas falas da autora em relação às reflexões feitas por ela relacionadas aos aspectos biográficos e ficcionais do quadrinho. Recomendo: compre a revista e leia o gibi – ou vice-versa.