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Posts por data outubro 2016

HQ

A segunda aula do curso Os Ciclos Produtivos das HQs Brasileiras – Vol. #2

E no sábado (29/10) rolou a segunda aula do curso Os Ciclos Produtivos das HQs Brasileiras – Vol. #2. Foi um encontro bastante proveitoso com a presença do Murilo Martins (Love Hurts e Eu Sou um Pastor Alemão) e do Davi Calil (Quaisqualigundum e Uma Noite em L’Enfer). Aliás, o papo já teve início antes mesmo do início ‘oficial’ da aula, às 10h, e ficamos lá na Ugra até 13h. Assim como rolou na segunda aula do primeiro curso, com a presença do Wagner William e do Pedro Cobiaco, o Murilo e o Davi não ficaram limitados a compartilhar algumas de suas vivências no mercado editorial, mas deram suas leituras da atual cena brasileira de quadrinhos.

Encerrei o primeiro encontro falando que apesar de toda a efervescência desse universo de quadrinhos autorais brasileiros, o que acredito fazer o momento atual fora da curva é exatamente o conjunto de autores em atividade e as produções desses artistas. As falas do Murilo e do Davi ajudaram a confirmar um pouco dessa constatação. São pessoas pensando não apenas na linguagem das HQs, mas também em ideias relacionadas a como aumentar o público leitor e tornar um pouco mais profissional o meio no qual estão atuando. Bem massa. Próximo sábado o encontro é com o Guilherme Kroll da Balão Editorial e o Lielson Zeni do Balbúrdia.

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HQ

“Eu Não me Arrependo de Nada!”: a capa do novo livro de João Montanaro

O João Montanaro divulgou a capa de Eu Não me Arrependo de Nada!, livro novo dele que será lançado na Comic Con Experience 2016. O álbum é uma coletânea de ilustrações dos mais variados temas e terá prefácio do também quadrinista Felipe Nunes (Klaus e Dodô). São 64 páginas, no tamanho 17,5 x 17,5 e com o preço de R$30. Promissor, hein? Gosto bastante do trabalho do autor na Folha de São Paulo e tô bem curioso pra ver esse material. No aguardo.

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Entrevistas / HQ

Papo com Ed Piskor, o autor de Hip Hop Genealogia: “Quanto mais me envolvia nesse projeto mais proximidade eu via entre o Hip Hop e os quadrinhos”

Já comentei por aqui da minha matéria pra Rolling Stone sobre o lançamento de Hip Hop Genealogia no Brasil. A edição da Veneta é um dos grandes quadrinhos publicados no país em 2016. Corri atrás do Ed Piskor assim que soube dessa edição nacional e conversamos por email. Republico o meu texto presente na edição de setembro da Rolling Stone e logo em seguida a íntegra da minha conversa com o quadrinista. Ó:

“Meus irmãos quadrinistas estão tão na seca por leitores e compradores que não querem ofender ninguém”

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Retrato de família

HQ Hip Hop Family Tree, que conta a história da cultura rapper, ganha edição em português

Para o quadrinista norte-americano Ed Piskor sempre foi explícita a relação entre os gibis que ele lia na infância e as canções de Rap que escutava enquanto crescia. “Tanto revistas de quadrinhos quanto a cultura hip hop nasceram nos Estados Unidos, em Nova York para ser mais específico. São filhos bastardos da indústria cultural que ganharam respeitabilidade com o passar dos anos. Rappers e super-heróis sabiam falar melhor sobre o que acontecia ao meu redor do que os meus pais”, explica o artista no primeiro volume da série ‘Hip Hop Genealogia’ (R$94,90). Recém-publicado no Brasil pela editora Veneta, o álbum conta as origens da cultura Hip Hop nos Estados Unidos entre 1970 e 1981.

Publicadas originalmente no site Boing Boing em 2013, as 118 páginas do quadrinho documentam o surgimento de lendas do universo Hip Hop, como o DJ Kool Herc, o grupo Grandmaster Flash and the Furious Five, o célebre Afrika Bambaataa e as primeiras apresentações dos músicos que viriam a se tornar o trio Run – D.M.C. A cantora Debbie Harry, o artista Keith Haring e a banda The Clash também fazem pontas na obra. Os traços caricatos e as cores chapadas de Piskor refletem o mesmo estilo predominante nas HQs de super-heróis da época.

Nascido na cidade de Pittsburgh no ano de 1982, Piskor está trabalhando atualmente no quinto volume do projeto. A quarta edição focou nos anos de 1984 e 1985. De acordo com os editores nacionais da série, o segundo volume da coleção deverá sair no Brasil no primeiro semestre de 2017.

Para o autor, a cada página produzida por ele fica mais evidente o elo entre os super-heróis dos quadrinhos e os protagonistas de ‘Hip Hop Genealogia’. As roupas coloridas e descoladas, os alter-egos e os vários embates entre seus grandes nomes são outras das semelhanças listadas por Piskor entre seus ídolos rappers e os personagens de suas revistinhas da juventude.

“Não havia muitas pessoas falando sobre quadrinhos enquanto eu crescia. Acho que já tinha uns 20 anos quando conheci alguém com quem pude conversar sobre HQs”, conta o quadrinista em entrevista à Rolling Stone.

“Já o Rap sempre foi o estilo musical mais popular do lugar de onde vim, mas era completamente uncool escutar músicas das antigas, era preciso estar atualizado. Desde o começo eu sempre soube que os meus interesses eram diferentes daqueles da maioria, daí essa minha leitura desses dois mundos como crianças bastardas da nossa cultura. Quanto mais me envolvia nesse projeto mais proximidade eu via entre o Hip Hop e os quadrinhos, fosse por capas de álbuns, grafites ou trabalhos paralelos de alguns desses artistas”, explica.

Acostumado a projetos biográficos e baseados em fatos cotidianos, Piskor considera ‘Hip Hop Genealogia’ seu empreendimento mais ousado: “Eu tive a ideia da série dia 1º de janeiro de 2012, comecei a trabalhar imediatamente naquele mesmo dia e decidi me ocupar da criação de uma história cronológica do Hip Hop e do Rap”.

Ainda no começo de sua carreira, o quadrinista teve como mentor o lendário escritor Harvey Pekar (1939-2010), criador da série ‘American Splendor’ e um dos principais cronistas e das grandes referências das HQs underground e biográficas dos Estados Unidos. Juntos eles trabalharam no quadrinho ‘The Beats’ – sobre a geração de escritores capitaneada por Jack Keuroack, Allan Ginsberg e William S. Burroughs – e também nos últimos roteiros de autoria de Pekar no seu título mais famoso. Segundo Piskor, além de temáticas parecidas, ele herdou muito do estilo realista de seu mestre:

“O Harvey era ótimo em perceber o instante perfeito para falar sobre um assunto antes de todo mundo. E ele tinha uma predisposição para correr atrás que acredito também possuir. Sei por exemplo que sempre estarei de boa em termos de trabalho, enquanto existir papel eu estarei fazendo quadrinhos e vendendo por conta própria caso seja necessário. Aliás, você nunca vai me ouvir reclamando sobre trabalhar com HQs. É a coisa mais legal que posso fazer com as minhas roupas no corpo”.

“Eu acho que as histórias reais, sobre pessoas de verdade que fizeram coisas extraordinárias, são realmente inspiradoras e mais interessantes de serem contadas do que enredos de ficção”

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Você lembra do instante em que teve a ideia de criar Hip Hop Genealogia?

Eu tive a ideia no dia 1º de janeiro de 2012 e comecei a trabalhar imediatamente naquele mesmo dia. Eu queria fazer algo relacionado ao imaginário do universo Hip Hop há anos e anos. Eu acordei nas primeiras horas do ano novo e decidi me ocupar na criação de uma história cronológica do Hip Hop e do Rap.

Suas referências e citações são muito precisas. Quanto tempo você passou pesquisando para a criação da série?

A cada semana eu finalizava cerca de duas páginas. A maior parte do tempo eu gastei na fase de criação do texto, o que também inclui as minhas pesquisas. Eu determinava quais momentos eu queria cobrir, depois gastava um tempão pesquisando cada um desses momentos, fosse em registros textuais ou gravações de rádio e, ocasionalmente, conversando com algumas pessoas.

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O lançamento do primeiro volume mudou de alguma forma a dinâmica do seu relacionamento com os artistas presentes na obra?

Eu fui procurando por vários músicos que gostaram dos livros e quiseram ajudar nas edições seguintes. As reações foram extremamente legais ao redor do mundo.

Um outro livro seu que foi publicado aqui foi o The Beats, também uma obra de não-ficção com elementos biográficos. Você tem um gosto particular pelo gênero?

Eu acho que as histórias reais, sobre pessoas de verdade que fizeram coisas extraordinárias, são realmente inspiradoras e mais interessantes de serem contadas do que enredos de ficção.

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Um dos aspectos mais interessantes de Hip Hop Genealogia é a adaptação do seu estilo pessoal às características do período sobre o qual está narrando. Foi muito difícil estabelecer a ambientação de cada um desses contextos?

É com certeza desafiador. Mas colocando as coisas em perspectiva é muito mais difícil viver construindo um telhado ou subindo paredes, então você nunca vai me ouvir reclamando do meu trabalho com quadrinhos. É a coisa mais legal que posso fazer com as minhas roupas no corpo.

Gosto muito das páginas finais do livro, quando você compara quadrinhos e Hip hop, chamando ambos de “produtos culturais bastardos que ganharam respeito crescente com o passar dos anos”. Você lembra do instante que fez essa constatação? Ainda vê muitas relações entre esses dois universos?

Não havia muitas pessoas falando sobre quadrinhos enquanto eu crescia. Acho que já tinha uns 20 anos quando conheci alguém com quem pude conversar sobre HQs. O Rap sempre foi o estilo musical mais popular do lugar de onde vim, mas era completamente ridículo escutar rap das antigas, era preciso estar sempre por dentro do que estava acontecendo. Desde o começo eu sempre soube que os meus interesses eram diferentes da maioria, daí essa leitura dos quadrinhos como crianças bastardas da indústria cultural. Quanto mais me envolvia nesse projeto mais relações eu via entre Hip hop e quadrinhos, fosse por capas de álbuns, grafites, projetos paralelos de alguns artistas e outras coisas do tipo.

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Ainda sobre essa relação entre quadrinhos e música. Vivemos em um mundo cada vez mais de nichos com alguns poucos blockbuster e sucessos dominando a cultura mainstream. Você costuma pensar na forma como artistas buscam sobreviver nesse contexto?

Na verdade não costumo pensar muito sobre isso. Eu sei que sempre estarei de boa por que estou sempre bastante disposto. Enquanto existir papel eu estarei fazendo quadrinhos – e vendendo por conta própria caso seja necessário.

E sei que o Havery Pekar foi muito importante para a sua carreira. Você pode falar um pouco sobre ele?

O Harvey tinha essa mesma predisposição que eu mencionei anteriormente. Ele também era ótimo em perceber o instante perfeito para falar sobre um assunto antes de todo mundo.

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Os EUA estão às vésperas de uma eleição presidencial com candidatos de extremos. Há algum quadrinho de teor político que chama sua atenção hoje em dia?

Na verdade nada chama muito a minha atenção, com exceção de alguns trabalhos específicos, como as coisas sendo publicadas no The Nib. Acho que meus irmãos quadrinistas estão tão na seca por leitores e compradores que não querem ofender ninguém.

E o que você tem lido/visto/escutado ultimamente? Tem alguma obra que você consumiu recentemente e recomenda?

Eu gostei bastante de Stranger Things no Netflix. O estilo da narrativa, algo que tem sido tão importante para mim ultimamente, me fez lembrar o Tintin do Hergé e o Príncipe Valente do Hal Foster.

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Cinema

The Graduate, por Rory Kurtz

O ilustrador norte-americano Rory Kurtz foi um dos artistas com obras expostas e vendidas da MondoCon 2016. O trabalho dele presente no evento foi esse cartaz aqui em cima inspirado no clássico do Mike Nichols com o Dustin Hoffman. Acredito que não demora pra dar as caras lá no loja da Mondo. Enquanto isso, recomendo um passeio por alguns dos trabalhos divulgados pelo pessoal da galeria que estiveram expostos durante a feira. Clica aqui procê ver.

HQ

A primeira aula do curso Os Ciclos Produtivos das HQs Brasileiras – Vol. #2

Começou! Sábado (22/10) rolou a primeira aula do curso Os Ciclos Produtivos das HQs Brasileiras, que coordeno lá na loja da Ugra. Essa aula inicial serviu de prévia para os próximos encontros, com uma retrospectiva da primeira edição do Ciclos e um panorama da cena brasileira de quadrinhos. Como falei com os participantes, essas manhãs de sábado lá na Ugra consistem principalmente em uma investigação pessoal sobre o universo dos quadrinhos brasileiros e o suposto período de exceção que estamos vivemos em termos de HQs. Gostei bastante do primeiro dia, o papo rendeu e no próximo sábado tem mais, com a presença de Murilo Martins e Davi Calil.

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HQ

Falsificartoon: o Inktober do Elcerdo

Tenho acompanhado pelo Instagram algumas séries produzidas por quadrinistas para o Inktober. As atualizações que tenho mais aguardado e me divertido são as produzidas pelo Elcerdo e batizadas de Falsificartoon. Ele teve uma sacada bem boa de criar amálgamas entre personagens de quadrinhos, desenhos animados e filmes. Nessa brincadeira já surgiram pérolas como Sidshow Bob Cuspe (Sidshow Bob + Bob Cuspe), Zé Carinhoso (Zé Colmeia + Ursinhos Carinhosos) e Hagelix (Hagar + Obelix).

Você provavelmente já esbarrou com outras investidas do tipo pela internet, mas a execução do quadrinista e editor da Beleléu tá bem foda. Pedi pra ele me mandar aqui pro blog alguns de seus preferidos e enviei algumas perguntas pra ele sobre as origens da série e dicas de outros Inktobers que ele esteja acompanhando. Ó:

Brutos + Capitão Haddock = Brudock

Brutos + Capitão Haddock = Brudock

Como surgiu a ideia dos Falsificartoons?

Em julho eu comecei uma série chamada ‘Cadê seu zine?’ com idéia de que virasse um zine depois. Eram personagens da cultura pop, desenhos, quadrinhos e filmes, dando desculpas do porque não fizeram seu zine. Foi uma série boa de fazer, era super rápida, quase um rascunho, mas já com um traço que muito me agrada. É um pouco da mesma estrutura do ‘Falsificartoon’, dos desenhos de personagens, meio no meu estilo. Mas depois disso, entrei numa fase fissurado por Bootleg Toys, que são versões piratas de toys conhecidos, produzidos em baixas tiragem ou até mesmo como peças únicas. Alguns um pouco mais toscos, com pegadas cômicas, e outros levados bem a sério, com cartelas/embalagens com belos designs. As bancas de jornais aqui perto de casa, possuem uma variedade de bonecos chineses, versões falsificadas, e sempre me divirto quando passo por elas. Uma vez comprei um para presentear o Gabriel Góes (quadrinista). Era um boneco do Hulk, mas pintado como se fosse o Capitão América. Os pés descalços eram pintados de vermelho, simulado a bota. E o escudo, era simplesmente um papel redondo, pintado com a estrela. É um universo louco. Tem umas versões do super-homem com metralhadoras. Acabei entrando nessa nóia.

Cheguei a postar alguns sketches bobos no instagram, antes da fase inktober [as últimas quatro imagens do post] E seguem um pouco desta proposta.

Além disso, estou numa fase meio preguiçosa de desenhos super bem acabados, realistas e tal. Tentando fugir um pouco disso, buscando uma síntese, mas que seja algo natural. E fazer estas versões piratas/falsificadas, seria um bom exercício para trabalhar elementos dos personagens, mas de uma forma mais despretensiosa. Estava buscando minhas maiores referências de traço, dos tradicionais cartunistas de caneta pena e nanquim, como Ronald Searle, Jack Davis, Sempé, Quentin Blake e alguns mais atuais como Richard Thompson e John Cuneo. Eu tenho esta preocupação com o desenho, em dar aos personagens e as linhas de desenho alguma vida. Gosto destas linhas tremidas, soltas, falhadas, incompletas. O bom e velho “menos é mais”.

Popeye + Tintin = Popin

Popeye + Tintin = Popin

Você teve algum preferido até o momento? Chegou a pensar alguma trama protagonizada por algum deles?

Acho que os dois primeiros, são os que mais gosto. E parece que casaram muito bem os dois personagens de cada um. O Brutus com o Capitão Haddock, e o Tintin com o Popeye. Ah, tem o Bob Cuspe com o Sideshow Bob, também curti o resultado. E posso dizer que o que eu menos curti até agora foi o Haroldo com o Manda Chuva. Acho que deveria ter feito mais toscão.

Eu fiquei imaginando umas tiras da versão do Ren com o Snoopy, e do Garfield com o Stimpy. Cheguei a anotar algumas idéias e talvez faça algumas. Usando umas tiras mais antigas, substituindo apenas os personagens por minhas versões, trazendo um pouco daquela tosquice do Ren and Stimpy ao universo do Garfield e Snoopy. Vamos ver se consigo.

Zé Colméia + Ursinhos Carinhosos = Zé Carinhoso

Zé Colméia + Ursinhos Carinhosos = Zé Carinhoso

Você recomenda algum perfil de artista que esteja participando do inktober? Algum específico que tenha chamado sua atenção?

Sou muito fã do Caio Gomez, e acho que ano passado ele conseguiu fazer o melhor inktober de 2015, o Mini-infartos. Que inclusive publicamos há poucos meses pela Beleléu (minha editora de quadrinhos). Gomez conseguiu colocar um ritmo no inktober que estava precisando. Era muita punhetagem de artistas tentando mostrar que sabiam usar nanquim, mas faltava algum conceito.

Não vejo muitos trabalhos do inktober neste caminho. Acho as piadinhas fundamentais, tem que contar algo, sabe? Te fazer querer ver o próximo. Tu acha que o cara nao vai ter mais idéias, que devem ter esgotado ali no dia 15 de outubro, mas a cada dia, vem uma surpresa nova. E este ano Gomez continuou com esta pegada. Então recomendo muito.

Tem o pessoal do Sapo Lendário (uma dupla), que está com um desenho bem bonito. Tem alguma influência japonesa e européia no traço deles. Não sei bem como fazem a divisão, mas uma hora puxo uma conversa com eles, para saber mais. Internet é assim né? Sempre descobrindo e conhecendo novos artistas.

Tem o meu camarada Bernardo França fazendo uma versão Samba All Stars, com as personalidades do samba, e — puta que pariu — o França tem um estilão de desenho animal, o cara é estudioso e não brinca em serviço. Talvez posso ousar em dizer aqui que considero ele um dos melhores ilustradores desta minha geração. E tem um louco, o Fernando Finamore, fazendo uma versão “roubada” mas muito massa. O inktober dele são GIFs animados, humilhação. E acrescentaria ainda o inktober da Celia Marquis, é bem legal o trampo dela

Mas vou te dizer, no geral, neste inktober tenho visto muita merda também.

Babar + Jotalhão = Babalhão

Babar + Jotalhão = Babalhão

Brutos + Capitão Haddock + Allan Sieber = Brudock Sieber

Brutos + Capitão Haddock + Allan Sieber = Brudock Sieber

Mickey + Pooh = Mickey Pooh

Mickey + Pooh = Mickey Pooh

Stimpy + Garfield = Stimfield

Stimpy + Garfield = Stimfield

Renpy Ren + Snoopy = Renpy

Renpy Ren + Snoopy = Renpy

Bob Cuspe + Sideshow Bob = Sideshow Bob Cuspe

Bob Cuspe + Sideshow Bob = Sideshow Bob Cuspe

Hagar + Obelix = Hagelix

Hagar + Obelix = Hagelix

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Cinema / HQ

Forrest Gump, por Rafael Coutinho

A Aleph vai publicar uma edição celebrando os 30 anos do lançamento do livro Forrest Gump do Winston Groom – que em 94 virou o filme do Robert Zemeckis protagonizado pelo Tom Hanks. Mas aí que umas das graças da edição é que ela será ilustrada pelo Rafael Coutinho. A editora divulgou pelo Facebook a sobrecapa em dupla-face do livro e algumas páginas com prévias das 13 artes feitas pelo quadrinista para a obra. A edição ilustrada de Forrest Gump tá prevista pra chegar às lojas a partir da segunda quinzena de novembro. Bem massa, hein?

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HQ

Os Últimos Dias de Pompeo: o clássico do italiano Andrea Pazienza ganha edição brasileira pela Veneta

Agitados esses últimos meses de 2016, hein? A editora Veneta programou para a segunda quinzena de novembro o lançamento de Os Últimos Dias de Pompeo, considerado por muitos a obra-prima do quadrinista italiano Andrea Pazienza (1988-1956). O autor foi um dos fundadores da lendária revista italiana Frigidaire e teve algumas HQs curtas publicadas na Animal aqui no Brasil, ainda nos anos 80. O álbum a ser lançado pela Veneta conta os instantes finais da vida de um artista viciado em heroína – história que se confunde com a morte precoce de Pazienza, por overdose, pouco menos de um ano depois do lançamento da HQ na Itália.

Com 136 páginas em preto e branco e capa dura, o livro vai custar R$ 74,90. E olha, que ano pra Veneta, hein? Bulldogma, Sopa de Lágrimas, Hip Hop Genealogia, Vida no Inferno, Sendero Luminoso, Ye, Matadouro de Unicórnios, Hinário Nacional, Hídrico,…enfim, difícil concorrer com eles em 2016. Ó o texto da contracapa de Os Últimos Dias de Pompeo:

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HQ

O Soldador Subaquático de Jeff Lemire será a próxima HQ da editora Mino

O próximo título da editora Mino será O Soldador Subaquático do quadrinista canadense Jeff Lemire. O título é de 2013, saiu lá fora com o nome de The Underwater Welder e deverá ser publicado por aqui nos mesmos moldes da edição lançada pela Top Shelf nos Estados Unidos. O preço do álbum ainda não foi anunciado, mas ele deve chegar às lojas entre novembro e dezembro.

Acho uma boa investida da Mino: o Jeff Lemire é conhecido por aqui pela ótima Sweet Tooth e por seus trabalhos pra Marvel e DC. Vai ser bem legal ver um projeto mais pessoal dele saindo em português. Gosto do quadrinho e curto quando o Damon Lindelof diz no prefácio da obra que se trata do “mais espetacular episódio jamais filmado de Além da Imaginação”. Ó o teaser recém-divulgado pela editora:

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