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Posts por data setembro 2014

Cinema

O Star Wars de David Fincher

O responsável por Clube da Luta, A Rede Social e Zodíaco quase dirigiu o próximo Star Wars. Na edição de novembro da revista Total Film há uma matéria sobre a nova produção de David Fincher, Gone Girl. O foco do texto está no filme protagonizado pelo Ben Affleck, mas há um depoimento interessante do diretor sobre Star Wars.

Logo no início da produção do sétimo episódio, ele foi procurado pela atual presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy. Ela queria que fosse ele o diretor do novo capítulo da série. Segundo Fincher, houve uma conversa inicial, mas ele se sentiu inseguro em relação à dinâmica da Disney com a antiga produtora de George Lucas e não topou. Ele explica a escolha:

“É complicado. O meu favorito é O Império Contra-Ataca. Se eu falasse: ‘Quero fazer algo parecido com ele’, tenho certeza que as pessoas bancando a produção iriam dizer ‘Não! Você não pode fazer isso! Nós queremos igual aos outros, com as várias criaturas!'”

Mas mais legal que essa justificativa é o comentário seguinte do Fincher. São algumas poucas frases, mas é uma ótima interpretação sobre os dois melhores filmes da série e também sobre as escolhas que podem ter levado os enredos da saga a perderem um pouco da graça a partir do Retorno de Jedi:

“Eu sempre pensei Star Wars como a história de dois escravos [C-3PO e R2-D2] que vão passando de um dono para o outro, testemunhando as tolices de seus mestres, as loucuras definitivas dos homens…Eu achava que era uma ideia interessante nos dois primeiros, mas meio que se perdeu a partir do Retorno de Jedi”.

Aí perdemos David Fincher, um dos grandes cineastas das últimas décadas, como diretor de um Star Wars. E também não teremos J.J. Abrams na direção de um terceiro Star Trek em sua versão pro universo criado por Gene Roddenberry. O Episódio VII tem de ser bem bom pra compensar, viu?

Cinema / HQ

Comic Book Heaven: um documentário sobre o novo mundo dos quadrinhos

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Volta e meia, em alguma entrevista/matéria/post, eu acabo falando sobre uma “indústria dos quadrinhos”. Fico sempre com o pé atrás quando escrevo esse termo, pois sei lá se é um conceito que existe ao pé da letra. Dá pra ficar falando horas sobre isso, mas o ponto em que quero chegar é que esse mundo dos quadrinhos está mudando pra caramba. Em linhas gerais, parece existir um submundo efervescente e criativo de quadrinhos independentes e autorais e outro de super-heróis, das grandes editoras, servindo quase exclusivamente como matéria-prima para potenciais filmes. É um mercado aparentemente se reinventando e isso reflete nas obras lançadas, na forma como lemos e na maneira como consumimos seus produtos. Claro, toda a indústria cultural tá mudando, mas o foco aqui são gibis.

Eeeenfim, assista Comic Book Heaven, sobre o dono da loja de quadrinhos homônima ao título do filme e os dias finais de sua comic shop, que ficava no bairro do Queens em Nova York. Dirigido por E.J. McLeavey-Fisher, o curta tem só 12 minutos e consiste basicamente de uma série de reflexões de Joe Leisner, o dono da loja. Ele fala dos anos áureos da empresa, entre as décadas de 70 e 90, como a ganância das editoras prejudicou pequenos empresários e como ele não se adaptou à realidade dos produtos derivados dos quadrinhos e onipresentes nas grandes lojas do tipo, seja no Brasil ou no exterior. O filme é simples, mas deixa implícita uma série de questões existenciais que deve estar na cabeça de leitores de quadrinhos, artistas e empresários do ramo. Descobri lá no blog da Forbidden Planet – ironia das ironias hein? Saca só:

Comic Book Heaven from E.J. McLeavey-Fisher on Vimeo.

Cinema

Stanley Kubrick na galeria Spoke Art

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Acho demais essas exposições com vários ilustradores apresentando suas interpretações dos trabalhos de outros artistas. Fiquei sabendo só agora, mas até sábado a noite a galeria Spoke Art de São Francisco hospedou uma mostra dedicada à filmografia de Stanley Kubrick. Mais de 60 artistas criaram suas versões para cartazes inspirados nas obras do diretor. A mostra já acabou, mas rola de ver todos os trabalhos no site da galeria. Bem massa. Ó:

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Cinema

Blackhat: o primeiro filme de Michael Mann em seis anos

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Seis anos após o lançamento do último filme dirigido por Michael Mann chegar aos cinemas, Inimigos Públicos em 2009, 2015 terá como um dos destaques de sua agenda a estreia de Blackhat. Semana passada saiu o trailer da produção, protagonizada por Chris Hemsworth. A prévia não entrega muito da trama: aparentemente é um thriller sobre um hacker chamado pelos governos dos Estados Unidos e da China para ajudar a capturar um terrorista. Blackhat será apenas o 11° filme da filmografia de Michael Mann como diretor. Apesar de dois de seus mais famosos filmes, Ali e O Último dos Moicanos, fugirem um pouco ao seu estilo, gosto demais da forma como ele filma cidades, a noite e as personalidades extremamente subjetivas de seus protagonistas. Nada é preto e branco e ninguém é completamente bonzinho ou vilãozão de verdade. Depois para pra rever O Informante, Colateral e Miami Vice, tem erro não. Ó o trailer de Blackhat:

HQ

O instante seguinte à capa de Superman #1

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Lá em 1939, quando o primeiro número de Superman foi lançado, o herói ainda não voava. Kal-El era capaz de saltos imensos, mas só aprendeu a voar mais pra frente. Daí o Kerry Callen imaginou o instante seguinte à imagem presente na capa de Superman #1, levando em conta que estamos vendo um salto e não um voo. Por pouco a pose imponente não vira mó confusão com a capa. Ah, capas…Edna Mode sempre avisou: capas são problema.

Cinema / Revistas

Interstellar na capa da Empire de novembro

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Tá tensa a espera por Interstellar, hein? Viu que o filme tá na capa da Empire de novembro? Só fico pensando se esse filme for realmente tudo isso que acreditamos que pode ser. É o oitavo filme dirigido pelo Christpher Nolan contando a partir de Amnésia, em 2000. Depois vieram Insônia, Batman Begins, O Grande Truque, O Cavaleiro das Trevas, Inception e O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Tem algum diretor aí, ainda trabalhando, com esse currículo? E se Interstellar for essa coisa toda, o cara entra de vez no clube dos maiores de todos os tempos? Ou ele já tá lá?

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Entrevistas / HQ

Papo com Laerte

Para escrever sobre a Ocupação Laerte conversei durante quase uma hora com a quadrinista na semana passada, na sede da exposição. Havia entrevistado Laerte outras duas vezes: em março de 2013, quando escrevi pro Estadão sobre a cena de quadrinistas independentes de São Paulo, e em maio do ano passado, para uma matéria que acabou não saindo, sobre a exposição do Glauco na Caixa Cultural. Nessas duas vezes, o papo foi rápido, sempre por telefone. Falar ao vivo com uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos tem um outro peso. Meu texto saiu no Globo, com alguns trechos da nossa conversa. O foco foi a Ocupação, um dos grandes eventos do ano na área de quadrinhos no Brasil, mas fomos além disso.

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HQ

As paredes em quadrinhos da casa de Matt Fraction

Ei, você, fã de quadrinho em busca de uma decoração diferente pra sua casa. Roteirista de Hawkeye e Sex Criminals e um dos destaques da indústria norte-americana de gibis em 2014, o quadrinista Matt Fraction tem a solução. Ele lotou o corredor de sua casa com quadros em branco e está convidando alguns colegas pra ilustrarem as paredes. Claro, você precisa ter bons amigos desenhistas igual ele pra ter um corredor no mesmo naipe. A brincadeira tá só no começo, mas dá pra imaginar como vai ficar foda quanto estiver um pouco mais cheia. Tirei as fotos lá do tumblr do Bendis e alguns dos desenhistas já nas paredes são Matt Wagner, Skottie Young, Tony Moore e Matthew Clarke.

(Atualizado: tá aqui o papel de parede que eles utilizaram, moleza de comprar. Como já tinha dito, agora é encontrar os amigos desenhistas)

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