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Posts por data abril 2014

Cinema

Next Goal Wins, um filme sobre a seleção da Samoa Americana

NextGoalWins

A seleção da Samoa Americana sofreu a maior derrota da história do futebol em 2001, ao perder de 31 a 0 para a Austrália, nas eliminatórias para a Copa de 2002. Em um intervalo de 17 anos o time só marcou dois gols e eles perderam todos os jogos oficiais que disputaram. Os cineastas Mike Brett e Steve Jamison acompanharam a campanha do time nas eliminatórias para a Copa no Brasil e transformaram no documentário Next Goal Wins, com estreia marcada para a próxima semana aqui na Inglaterra. No Imdb não consta nenhuma previsão de estreia no Brasil. Promete muito. Saca só o trailer:

Cinema

O elenco de Star Wars: Episódio VII

O elenco principal do próximo Star Wars tá na foto aqui em cima. Ela foi divulgada hoje junto com o release abaixo. Além dos atores da trilogia original (Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew e Kenny Baker), também estarão no filme: John Boyega, Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, Andy Serkis, Domhnall Gleeson e Max von Sydow.

The Star Wars team is thrilled to announce the cast of Star Wars: Episode VII.

Actors John Boyega, Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, and Max von Sydow will join the original stars of the saga, Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew, and Kenny Baker in the new film.

Director J.J. Abrams says, “We are so excited to finally share the cast of Star Wars: Episode VII. It is both thrilling and surreal to watch the beloved original cast and these brilliant new performers come together to bring this world to life, once again. We start shooting in a couple of weeks, and everyone is doing their best to make the fans proud.”

Star Wars: Episode VII is being directed by J.J. Abrams from a screenplay by Lawrence Kasdan and Abrams. Kathleen Kennedy, J.J. Abrams, and Bryan Burk are producing, and John Williams returns as the composer. The movie opens worldwide on December 18, 2015.

Cinema / HQ / Marvel

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

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Acho que li os principais clássicos do Homem-Aranha. Os anos de Stan Lee com o personagem e outros arcos memoráveis, como A Última Caçada de Kraven. Também li muita porcaria, principalmente no começo dos anos 90, quando era mais novo e meu senso crítico não era dos mais apurados. Não sinto muita simpatia pela atual trama da revista do personagem: o Doutor Octopus dominou a mente de Peter Parker e vem agindo como Homem-Aranha há um ano. Mas é puro preconceito, pois não li. No entanto, estive em uma palestra do atual roteirista da série e responsável por esse enredo esquisito, Dan Slott. Um comentário do autor foi no ponto do que penso dessa segunda leva de filmes protagonizados por Peter Parker. Segundo ele, o elenco de O Incrível Homem-Aranha de Marc Webb é muito superior ao dos filmes dirigidos por Sam Raimi, mas as tramas não oferecem um terço do carisma dos longas estrelados por Tobey Maguite e Kirsten Dunst. O Espetacular Homem-Aranha 2 só reforça essa teoria.

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Peter Parker vive assombrado pela promessa feita pelo capitão George Stacy: pouco antes de morrer, ele proibiu o herói de continuar seu namoro com Gwen Stacy, filha do policial. Ao mesmo tempo, o cientista milionário Norman Osborne morre e seu filho Harry volta da Europa para herdar sua fortuna. Ele descobre que o sangue do Homem-Aranha possui a cura da doença que matou seu pai e está presente em seus genes. Além disso tudo, um ex-funcionário de Osborn, vítima de um acidente que o transforma no vilão Electro, quer se vingar de uma humilhação pública imposta pelo herói. É muita trama para pouco tempo. Ainda relacionam a morte dos pais de Peter à origem dos poderes do Homem-Aranha, tirando toda a graça da origem banal do personagem. As cenas de ação são boas, os efeitos também e gosto como alguns elementos do universo do herói são introduzidos sem muito alarde – como os prováveis vilões dos próximos filmes da série. O clímax da produção é o ponto alto, mas principalmente pela simpatia de Andrew Garfield e Emma Stone. Já o Electro de Jamie Foxx não faria feio junto aos vilões do Batman & Robin de Joel Schumacher.

HQ

O especial de quadrinhos do Guardian está online

Guardian

Domingo comentei por aqui do especial de quadrinhos do Guardian. O jornal publicou em sua revista de final de semana um conjunto de seis histórias feito por escritores e artistas famosos para divulgar uma exposição sobre gibis britânicos na British Library. As obras já estão na íntegra no site do diário:

Freeforall, por Margaret Atwood e Christian Ward;
Having Renewed My Fire, por Dave Eggers;
Art And Anarchy, por Michel Faber e Roger Langridge;
Masks, por Gillian Flynn e Dave Gibbons;
Do You Hear What I Hear?, por AM Homes e Frazer Irving;
Thursdays, 6-8pm, por Audrey Niffenegger e Eddie Campbell.

Entrevistas / HQ / Matérias

Amazon/ComiXology, David Lloyd e webcomics brasileiros

AcesWeekly

Entrevistei o David Lloyd, co-autor de V de Vingança, e alguns quadrinistas e editores brasileiros pra falar sobre o mercado de webcomics e da compra da ComiXology pela Amazon. A matéria  e a entrevista foram publicadas no Link do Estadão de hoje:

MatériaLink

Chegada da Amazon no mercado de quadrinhos digitais empolga autores

Novo capítulo. Comprada pela gigante do comércio eletrônico, loja virtual ComiXology vendeu 4 bilhões de páginas de HQs em 2013; para os profissionais do meio, negócio é o mais recente e categórico indício do potencial de um mercado virtual de gibis

Ramon Vitral
Especial para O Estado

Há algo em curso no mundo dos quadrinhos virtuais. O consumo gratuito de gibis na internet reina soberano, mas autores e editores de HQs digitais operam em várias frentes para passar a lucrar com seus conteúdos. A compra da loja digital de quadrinhos ComiXology pela Amazon na primeira semana de abril foi o mais recente e categórico indício do potencial de um mercado virtual de gibis.

“Quadrinhos digitais ainda não são rentáveis, pois a internet está cheia de coisa anteriormente impressa disponível de graça”, afirma ao Link o desenhista britânico David Lloyd. Ilustrador do clássico V de Vingança, o artista lançou no final de 2012 o projeto Aces Weekly, um portal dedicado à venda de obras exclusivamente digitais.

“Vendemos quadrinhos de qualidade feitos por autores de qualidade, e esperamos dar a eles algum retorno constante. Se acontecer, podemos tornar a publicação de quadrinhos digitais tão bem sucedida quanto a impressa e os autores seriam os principais beneficiários”, explica Lloyd. A assinatura de sete semanas do projeto custa US$9,99 e ao final do período o leitor terá uma coletânea de 210 páginas de diferentes histórias. Até o momento estão disponíveis 10 volumes de quadrinhos.

Após quase dois anos de experiência com o Aces Weekly, Lloyd conta que o projeto demanda mais envolvimento do que ele previa. “Estamos conseguindo manter e tentando crescer o mais rápido possível. Mas não é fácil de administrar pessoalmente como eu imaginei que fosse. É um trabalho em tempo integral.”

No Brasil, Lloyd tem a companhia de outras iniciativas semelhantes. No ar desde janeiro de 2014, o Mais Gibis vende quadrinhos nacionais e estrangeiros em formato semelhante ao da ComiXology, em arquivos PDF, CBR ou CBZ. Os preços variam entre R$ 6,90 e R$ 1. “Estamos falando de um mercado muito recente, que vai das dezenas a, no máximo, (poucas) centenas de “compras”, mesmo de títulos gratuitos”, conta o fundador e editor do site, Fabiano Denardin. No catálogo do Mais Gibis constam títulos ingleses publicados pela editora britânica 2000 AD e editados em português pela Mythos Editora, como Juiz Dredd.

O site de Denardin está dividido em cinco segmentos, separados entre editoras e publicações independentes. “Até agora, nos três primeiros meses de operação, já foram baixadas mais de mil HQs do site. A esmagadora maioria dos downloads ainda é gratuita. As HQs pagas são uma porcentagem bem menor, mas a tendência é de crescimento”, diz o editor.

Bônus. Sócio da Balão Editorial e editor de títulos disponíveis para compra online, Guilherme Kroll ressalta que o gosto dos quadrinistas pelo formato é um incentivo. “Muitos já publicavam parcialmente versões gratuitas das HQs que editamos em seus blogs e sites.”

Segundo ele, a compra feita pela Amazon no início do mês é reveladora em relação ao potencial do mercado. “A Amazon tem um perfil de comprar e assimilar, então acho que a ComiXology se tornará uma parte integrante da corporação. Isso implica que o modelo de venda de quadrinhos que a ComiXology tinha era bom, rentável o bastante para interessar a Amazon. Resumindo, significa que há dinheiro para ser ganho nesse mercado”, diz.

No entanto, Kroll ressalta que os ganhos com as versões digitais ainda são pequenos. “Essencialmente, o projeto é rentável, especialmente porque os livros tiveram um custo de produção para o impresso que deve ser pago pelas suas versões impressas. As vendas de digital acabam sendo um bônus muito bem-vindo.”

Entusiasta da produção e do consumo de webcomics, o quadrinista carioca André Diniz levanta outras questões sobre a mais recente aquisição da empresa de Jeff Bezos. “Imagino como resultado disso uma facilidade maior de autores independentes publicarem na ComiXology. E, talvez, haja um investimento maior no formato de produção, leitura e vendas de HQs digitais. Mas é sempre preocupante ver os mercados se concentrando cada vez mais nas mãos das mesmas empresas”, pondera.

Formação de público. Assim como David Lloyd, Diniz acredita que um dos pontos positivos da venda de gibis digitais está na mudança da relação entre o autor e sua obra. “Ao criar o meu site tive as seguintes questões: como tornar a leitura perfeita em telas de diferentes tamanhos, desde o monitor tradicional, passando pelos tablets de diferentes tamanhos e chegando aos celulares pequenos? Como fazer algo contínuo, mas ao mesmo tempo acessível aos leitores que tomarem conhecimento das HQs lá pelo capítulo 50? Como fidelizar esse leitor e levá-lo a buscar outras obras minhas? Como conciliar qualidade e rapidez de produção? E por aí vai.”

Para o autor, o momento atual do mercado de gibis digitais é de formação de leitores. “O público é pequeno ainda. É uma nova cultura que está se formando. Mas veio pra ficar, não como algo que vá substituir o modelo antigo, mas como mais uma opção”, aposta.

Indicado ao prêmio HQMIX 2014 nas categorias “Novo Talento – Roteirista” e “Publicação Independente”, o pesquisador Liber Paz lançou seu As Coisas que Cecília Fez em versão impressa e depois colocou à disposição para compra pela internet no Mais Gibis. Ele lembra o único aspecto no qual os gibis à venda online não podem suprir: “Embora o formato digital tenha muitas vantagens, entre elas o custo de produção gráfica, penso que o impresso ainda tem um aspecto único de permanência, de materialidade”.

‘O futuro é digital e oferece boas perspectivas’

Criador de plataforma para venda de HQs digitais, David Lloyd vê ‘desperdício’ na impressão e quer controle na mão dos quadrinistas

Ilustrado por David Lloyd e roteirizado por Alan Moore, V de Vingança foi lançado em 1982 e a máscara de seu protagonista virou símbolo de resistência e luta. Hoje, o objetivo de Lloyd com seu Aces Weekly é oferecer uma alternativa ao mercado de quadrinhos impresso dominado por super-heróis e pela falta de empreendedorismo dos autores. O Link falou com ele por e-mail.

Como surgiu o Aces Weekly?

Era uma forma fácil de publicar e também de vender quadrinhos. Há tanto desperdício e custos desnecessários em impressão. Estamos no século 21, não precisamos imprimir porque temos computadores. Deveria significar uma revolução o fato do artista ser livre para publicar material e usar plataformas simples para chegar à sua audiência sem obstáculos.

Há muitos quadrinhos digitais publicados de graça. Por que as pessoas pagariam para ler?

Essa é a falha principal. Quadrinhos digitais ainda não são rentáveis pois a internet está cheia de coisa anteriormente impressa disponível de graça. Ou então por webcomics gratuitos, pois seus criadores estão preocupados em exposição. Esperamos dar aos autores algum retorno constante. Se acontecer, podemos tornar a publicação de HQs digitais tão bem sucedida quanto a impressa. Assim, os criadores seriam os principais beneficiados.

A internet é a principal diferença do seus primeiros anos como quadrinistas e hoje?

Sim. A posse, o controle da distribuição e da apresentação e a ausência de problemas da impressão tornam o formato muito atraente. O futuro é digital – e ele oferece boas perspectivas para os autores, só depende deles quererem.

Cinema / HQ

O especial de quadrinhos do Guardian

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A foto aqui de cima é do cabeçalho da minha edição do Guardian de hoje. O jornal fez um especial com escritores e quadrinistas famosos pra noticiar a exposição Comics Unmasked, uma retrospectiva sobre quadrinhos britânicos que começa na próxima quinta, dia 1/5, na British Library. Das 104 páginas da revista semanal do diário, Weekend, trinta são dedicadas a quadrinhos. O especial está dividido em seis histórias. Em seguida a cada conto vem uma matéria apresentando os autores e com um making-of de cada hq. São cinco duplas de autores (Gillian Flynn e Dave Gibbons, Magaret Atwood e Christian Ward, AM Homes e Frazer Irving e Audrey Niffenegger e Eddie Campbell) e uma obra escrita e ilustrada pelo Dave Eggers, que também ficou por conta da capa da revista. Aos poucos as obras vão acabar online, por enquanto o site do Guardian publicou alguns dos artigos presentes no especial. Também foram divulgados alguns trechos das obras e o pessoal do Bleeding Cool fez um vídeo mostrando a edição. Olha aí:

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