Vitralizado

Posts por data março 2014

Entrevistas / HQ / Matérias

Papo com Jeffrey Brown

Entrevistei o quadrinista Jeffrey Brown e nossa conversa foi publicada hoje no Caderno 2 do Estadão. Ele acabou de lançar seu mais recente trabalho, Kids Are Weird, sobre as várias perguntas estranhas e hábitos pouco usuais de seu filho pequeno. É dele o álbum Darth Vader & Son, ainda inédito no Brasil, um dos maiores blockbusters de quadrinhos de 2012. Apesar do sucesso com os trabalhos ambientados no universo Star Wars, ele continua produzindo outras obras sensacionais sobre relacionamentos, vida, morte, paternidade, religião e sexo. Só clicar na imagem pra ver o pdf da matéria:

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A força está com o cartunista Jeffrey Brown
O autor norte-americano lança gibi autobiográfico após sucesso com a famosa série ‘Star Wars’

Ramon Vitral – Londres – Especial para O Estado de S.Paulo

O quadrinista norte-americano Jeffrey Brown nunca escreveu sobre aventuras cósmicas de super-heróis, mas cruzar entre universos tem sido uma constante em sua carreira recente. Autor independente de histórias autobiográficas sobre relacionamentos, religião, emprego e dramas existenciais, ele virou artista best-seller em 2012 ao lançar o quadrinho Darth Vader and Son (Darth Vader e Filho). Protagonizado pelo capanga-mor do Império Galáctico e seu filho Luke Skywalker, o álbum é baseado na rotina de Brown com seus dois filhos pequenos e mostra uma versão infantil do herói Jedi acompanhando seu pai em passeios pelo zoológico ou em uma loja de brinquedos.

Após mais dois gibis ambientados no universo criado pelo cineasta George Lucas, Brown está de volta às suas origens em Children Are Weird (Crianças São Estranhas, 108 páginas, Chronicle Books, US$11,53). Recém-lançado nos Estados Unidos e na Inglaterra, o quadrinho retoma os enredos autobiográficos do autor, mas dessa vez com histórias protagonizadas por seu filho mais velho, Oscar.

“Por mais verdadeiras que as histórias sejam, ainda há partes delas que permanecem comigo, que eu não preciso compartilhar”, explica o ilustrador e escritor de 39 anos sobre a veracidade de suas tramas, em entrevista ao Estado. Segundo ele, 2014 promete ser um dos anos mais agitados de sua vida, com mais dois lançamentos dedicados a Star Wars e outro sobre seus filhos, além de seu emprego como professor de pintura e ilustração no Instituto de Artes de Chicago, sua cidade natal.

Mesmo fã das aventuras do clã Skywalker, Brown conta não ter esperado a tamanha repercussão que seu trabalho com a série de filmes ganhou. O sucesso das vendas de Darth Vader and Son contribuiu para o lançamento de outros dois trabalhos. Vader’s Little Princess (A princesinha de Darth Vader) é sobre o relacionamento do vilão com sua passional filha Leia. Já Jedi Academy (Academia Jedi) mostra um jovem aspirante a cavaleiro Jedi em sua rotina com mestres como Yoda. Em julho, ele lança Jedi Academy 2 e Good Night Darth Vader, com as histórias que Darth Vader conta para Luke e Leia dormirem.

Também diretor do clipe da música Your Heart is an Empty Room, da banda indie Death Cab for Cutie e ainda inédito no Brasil, Brown falou sobre as origens de seu trabalho com os personagens de George Lucas, os vários gêneros de suas obras e a produção de outros artistas independentes de sua geração.

As prateleiras dedicadas aos seus trabalhos nas lojas de quadrinhos reúnem seus gibis independentes com os trabalhos de Guerra nas Estrelas. São universos muito extremos?

Não acho, para mim há muitas semelhanças no que diz respeito à audiência e aos temas. São ambos muitos pessoais, mesmo nos livros de Star Wars, acabo desenhando minhas próprias experiências. Sinto que todo trabalho que faço reflete minha personalidade e meus sentimentos, tenham eles um tom mais sério ou então mais cômico e divertido.

Seu trabalho autobiográfico expõe muito de sua história. O que você sente quando vê outras pessoas lendo seus quadrinhos?

Tento não pensar no que elas estão lendo, quais detalhes íntimos estão descobrindo. Ao mesmo tempo, não é algo que me preocupa ou me deixa desconfortável, já que o mesmo processo de usar essas histórias reais para expressar ideias, de adaptar as memórias para o formato dos quadrinhos, é aquele que também transforma essas histórias em outra coisa. E, por mais verdadeiras que as histórias sejam, ainda há partes delas que permanecem comigo, que não preciso compartilhar.

E o que as pessoas retratadas nos seus livros acham de estarem lá? Alguém já não gostou de virar um personagem?

Na verdade, não. Até aconteceu, mas era mais uma questão de como elas acharam que estavam sendo retratadas, mas sempre em aparições menores, com nada pessoal ou embaraçoso sendo exposto. A maioria das pessoas que compõem minhas histórias entende, acho, que não estou tentando escrever sobre elas, mas sobre emoções, eventos e coisas que vivenciamos.

Lendo os seus trabalhos em ordem cronológica, é possível acompanhar as várias mudanças pelas quais sua vida passou. Quais as principais transformações seu trabalho até hoje?

Acho que a principal mudança foi eu mudar meu foco adolescente, em amor romântico em juvenil, para família e realizações pessoas. Me tornei mais interessado em dar aula e acabo pensando num cenário maior que as emoções imediatas relacionadas a um determinado evento. Espero que as histórias que conto hoje façam sentido em um contexto mais amplo, relacionado com mais do mundo.

Como começou seu trabalho com a série Star Wars?

Fui procurado pelo Ryan Germick, chefe da equipe responsável pelas ilustrações da homepage do Google. Ele me perguntou se eu poderia fazer uns rascunhos para uma possível ilustração do Dia dos Pais, eles queriam alguma coisa mostrando como seria esquisito um momento cotidiano entre pai e filho vivenciado por Darth Vader e Luke Skywalker. O Google acabou usando uma ideia diferente, mas fiquei com as ilustrações e transformei em Darth Vader and Son.

Esperava tal repercussão?

Agora já lancei três livros de Star Wars, com mais três a caminho e alguns itens extras, como cartões postais e diários. Eu achava que o primeiro livro venderia bem por ser Star Wars, mas não imaginava que teria a resposta positiva que teve. Não esperava especialmente as reações das crianças e o tanto que elas amam os livros.

É famoso o controle que os donos da marca Star Wars tem em relação aos produtos relacionados a ela. Como foi trabalhar com esses personagens e até onde ia sua liberdade criativa?

De certa forma, tive muito pouco controle, pois a LucasFilm tem a palavra final em tudo e eles são muito envolvidos em todas as etapas, do conceito à versão final. Felizmente, eu e meus editores sempre estivemos na mesma sintonia, e sinto que eles confiaram na forma como eu queria escrever e desenhar os livros. No final, os livros acabam melhores com o retorno que recebo da LucasFilm e o nosso relacionamento tem sido bastante tranquilo para mim.

Mas os livros de Star Wars também têm aspectos autobiográficos?

Darth Vader and Son é, de alguma forma, bastante autobiográfico. Estou apenas pegando as minhas histórias como pai e substituindo pelo Luke e o Darth Vader Acredito que essa é uma das razões para o sucesso dos livros. Eles são tanto sobre encontrar humor nos desafios diários dos pais quanto sobre Star Wars.

E os próximos trabalhos?

2014 vai ser um ano bastante agitado. Meu primeiro trabalho vai ser Kids Are Weird, com lançamento em março. Depois vem Goodnight Darth Vader e Jedi Academy 2, no final de julho. Então são vários Star Wars mais uma vez, mas estou tentando produzir mais um autobiográfico, dessa vez sobre as coisas estranhas e engraçadas que o meu filho mais velho diz.

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Cinema

A exposição do Andrew DeGraff na Gallery 1988

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Quando entrevistei o Andrew DeGraff no final do ano passado, ele comentou sobre os preparativos da exposição dele na Gallery 1988, lá em Los Angeles. Na época ele falou sobre o destaque do evento, um mapa gigantesco que ele estava produzindo com todo o percurso dos personagens do Senhor dos Anéis. A versão final é essa aí de cima. A exposição começou na 6ª passada e dá pra comprar várias das artes lá no site da Gallery 1988. Tá cheio de coisas incríveis que ainda não ganharam versões em alta resolução na internet. Junto com os clássicos dele (como os mapas de Star Wars, Indiana Jones e Goonies) estão expostas algumas novidades. Além do mapa sobre a jornada de Frodo e cia, ele produziu outros com os percursos dos protagonistas de Clube dos Cinco, O Iluminado, Tubarão, De Volta para o Futuro, Alien e mais alguns. Beeeeem foda. No tumblr do artista e no Geek Art tem algumas fotos de detalhes das obras.

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Nãosei!!!

HQ

The Key: o webcomic do Grant Morrison para a BBC

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A BBC está publicando uma série de matérias, artigos e vídeos sobre o significado de liberdade nos dias de hoje. Dentre os materiais postados por eles, está um webcomic escrito pelo Grant Morrison e desenhado pelo ilustrador britânico Rian Hughes. O quadrinho não tem falas e imagina um futuro distópico com o mundo repleto de drones no céu e a povoado por pessoas sem qualquer liberdade de expressão. Aqui tem uma entrevista com os autores, na qual eles comentam as ideias e os conceitos básicos da obra. A íntegra da hq tá aqui. Bem foda.

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Cinema

O cover de Bill Murray para The House of the Rising Sun

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Grande Bill Murray. O TMZ publicou um vídeo com o gênio cantando a clássica The House of the Rising Sun, que fez sucesso com o The Animals. O registro foi feito no restaurante do ator e de seus irmãos, o Murray Bros. Caddishack Restaurant, durante o torneio anual Caddyshack Charity Golf Game em St. Augustine, na Flórida. Segundo a Rolling Stone americana, ele cantou por cerca de 45 minutos. A história completa tá aqui. Dá o play, maca:

Cinema

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I always thought my schoolmates were idiots. Melvyn Greenglass and his fat little face. And Henrietta Farrell, Miss Perfect all the time. And Ivan Ackerman, always the wrong answer. Always!

Cinema / HQ / Marvel

O rosto de Ultron e sete minutos de filmagens de Vingadores 2

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Taí a fuça do vilão de Os Vingadores 2. Não são imagens oficiais e a versão final deve ficar bastante diferente dessa aí. O filme já passou pela África do Sul e pela Itália, agora tá em Seoul. Já vazaram vários registros de filmagens e gravações por esses locais. O primeiro é de Verres, no Norte da Itália. Além do cara vestido de Ultron, dá pra ver os irmãos Mercúrio e Feiticeira Escarlate e o Gavião Arqueiro. O registro seguinte é do Joss Whedon pedindo desculpa pela população sul-coreana pela bagunça que a produção pode estar causando na capital do país.

Estou cada vez mais empolgado com essa adaptação do Universo Marvel para o cinema e cheio de teorias e ideias sobre o futuro da série. Em breve compartilho por aqui, junto com uma experiência seeeensacional que passei relacionada à Marvel, aos quadrinhos e os filmes da editora. Guenta aí, talvez semana que vem eu fale mais sobre isso. Já Os Vingadores 2 – A Era de Ultron tá agendado pra maio de 2015.

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Cinema / Marvel

Capitão América 2: O Soldado Invernal

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Capitão América 2: O Soldado Invernal equivale ao nono capítulo da versão cinematográfica do Universo Marvel. O filme dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo desconstrói os principais conceitos estabelecidos nas oito produções prévias que resultaram na formação dos Vingadores. Em seguida à última das duas cenas pós-créditos do longa, a cronologia da Marvel no cinema toma rumos inesperados e definitivos para o grupo de super-heróis composto, até então, por Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão América, Viúva Negra e Gavião Arqueiro. Produção mais madura da série, a continuação estreia no Brasil dia 11 de abril e apresenta o personagem mais profundo e promissor da Marvel Studios até o momento, o Soldado Invernal (da foto acima). Assisti à produção ontem a tarde em um cinema no centro de Londres e o público sem conhecimento da identidade secreta do vilão não segurou o choque quando ela foi revelada. O “oooohhh” foi coletivo.

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Ainda tentando se adaptar ao mundo contemporâneo após passar quase 70 anos congelado, Steve Rogers vive em função das missões da S.H.I.E.L.D. Sem qualquer vida social, ele possui um pequeno caderno no qual anota as várias obras que ele precisa assistir/escutar/ler/comer/conhecer/ver para ficar em dia. Nela constam o seriado I Love Lucy, a chegada do homem à Lua, a construção e a queda do Muro de Berlim, a Copa do Mundo de futebol, música Disco, comida tailandesa, Star Wars e Star Trek, os Beatles, James Bond e o filme Rocky. Por recomendação de um colega de corridas por Washington chamado Sam Wilson, ele inclui a trilha sonora do filme Trouble Man, composta por Marvin Gaye. Alter-ego do personagem Falcão nos quadrinhos, Wilson é interpretado por Anthony Mackie. Além de uma ótima inclusão ao grupo de personagens da Marvel no cinema, ele compartilha alguns dos principais dramas e dilemas vividos pelo protagonista.

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Enquanto o herói cumpre missões secretas para o governo norte-americano, Nick Fury coordena uma nova empreitada da S.H.I.E.L.D., um conjunto de aeronaves de guerra semelhante à derrubada por Loki em Os Vingadores. Agora, elas possuem uma tecnologia ainda mais avançada, fornecida pelas Indústrias Stark. Apesar da relutância de Steve Rogers em relação ao projeto, ele é levado a diante por Fury e seu superior, Alexander Pierce (Robert Redford). Uma conspiração interna tira de Fury o controle da frota, torna o Capitão América e a Viúva Negra fugitivos e apresenta ao mundo o Soldado Invernal. Assim como em sua primeira aparição nos quadrinhos, o personagem é mostrado como uma lenda da Guerra Fria. Vários acontecimentos políticos e históricos tiveram suas ações criminosas como ponto de partida, mas com pouquíssimos vestígios de suas interferências. Com um braço de metal, ele luta de igual pra igual com o líder dos Vingadores.

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Apesar das ótimas cenas de ação, os melhores instantes do filme são os mais intimistas – e são vários. A visita de Steve Rogers à sua antiga namorada Peggy Carter, os diálogos entre o Capitão e Sam Wilson, os momentos de fragilidade de Nick Fury, a fuga acompanhada pela Viúva Negra, a exposição sobre a vida do Capitão América e todos os choques entre o herói e seu antagonista. Como os trailers venderam, o clima é de thriller político dos anos 70 e a ação é apenas um detalhe no melhor roteiro já filmado pela Marvel Studios. A primeira cena pós-crédito é empolgante em relação ao futuro da série. Com os direitos dos X-Men vendidos para a Fox, as mentes criativas do estúdio arrumaram uma alternativa para apresentar o conceito de mutantes em suas produções. A ideia é mostrada ali, uma prévia de Os Vingadores 2 – A Era de Ultron, com lançamento previsto para 2015. Mas está na cena extra seguinte o ponto alto de todo o filme. É simples, mas essencial. Fique até o fim.

PS: veja se consegue pegar a referência mais mórbida e sutil já feita a Pulp Fiction. Ri alto.

Cinema

As Tartarugas Ninjas do Michael Bay

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O Michael Bay não é o diretor desse reboot das Tartarugas Ninjas, mas tá lá o nome dele na abertura do trailer como produtor, com toda a pompa do mundo. Aliás, quando aparece o nome dele faz aquele barulho insuportável da trilha sonora de Transformers. Não postaria esse primeiro vídeo de divulgação caso fosse só um filme desse Rob Liefeld do cinema de ação, maaas, são as Tartarugas Ninjas e elas são bastante importantes pra infância de todo mundo, certo? Ou pelo menos da minha. Estreia tá marcada pro segundo semestre de 2014. Saca só: