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3ª (21/11) é dia de lançamento de Angola Janga e bate-papo com Marcelo D’Salete e André Toral em SP

Vou mediar uma conversa com os quadrinistas Marcelo D’Salete e André Toral em mais um evento de lançamento do excelente Angola Janga – Uma História de Palmares. O papo rola amanhã (21/11), a partir das 19h, na Geek do Conjunto Nacional aqui em São Paulo. Quem foi ao lançamento na Ugra viu o quanto o D’Salete tem a dizer sobre as reflexões feitas por ele enquanto produzia o álbum. E a presença do André Toral, autor de Holandeses, amplia bastante o debate sobre as pesquisas de ambos para a criação de seus títulos mais recentes. E aí, vamos? Suspeito que vai lotar, viu? Chegue cedo! Mais informações lá na página do evento no Facebook.

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Rogério de Campos, editor da Veneta: “Precisamos defender como pudermos as livrarias especializadas”

A chegada do épico Angola Janga – Uma História de Palmares, de Marcelo D’Salete, às livrarias estimulou o editor da obra, Rogério de Campos a refletir sobre os 11 anos de produção do álbum e algumas mudanças ocorridas na cena brasileira de quadrinhos durante o período. O texto a seguir, publicado com exclusividade pelo Vitralizado, trata principalmente dos tempos turbulentos vividos por artistas e lojas especializadas em um contexto de crise econômica e conservadorismo aflorado:

“Angola Janga, o novo livro de Marcelo D’Salete, é provavelmente o maior romance em quadrinhos já publicado por um brasileiro. São 432 páginas de uma saga a respeito dos últimos dias do quilombo dos Palmares. Ao mesmo tempo que a Veneta lança o Angola Janga no Brasil, a Fantagraphics, a mais respeitada editora de quadrinhos dos Estados Unidos, está lançando Run For it, a versão norte-americana do livro Cumbe, também do D’Salete. As primeiras resenhas que já recebeu lá são entusiasmantes: o The Huffington Post publicou um longo artigo muito elogioso, a Publishers Weekly colocou o livro como um dos principais lançamentos da temporada e a resenha no A. V. Club termina dizendo: “Run For It é certamente um dos mais belos quadrinhos do ano, mas não é apenas uma maravilha de se ver: D’Salete usa suas imagens poderosas para sensibilizar e informar o leitor. É um feito incrível em forma de história em quadrinhos”.

Ao longo deste ano, foi uma experiência muito especial acompanhar como editor a finalização do Angola Janga e ver a vitória do D’Salete depois dos 11 anos de trabalho que o livro tomou.

É também uma vitória dos quadrinhos autorais brasileiros como um todo. Daqueles que criaram o ambiente onde foi possível gerar obras como Cumbe e Angola Janga. Em primeiro lugar de artistas como a Laerte, o Allan Sieber, o Lourenço Mutarelli, o Rafael Coutinho, o Marcello Quintanilha e tantos outros que fizeram muito mais do que trabalhar em seus quadrinhos. Deram o exemplo, agitaram a cena, divulgaram outros autores. O Quintanilha, por exemplo, não apenas abriu portas para quadrinistas brasileiros com seu prêmio Angoulême e o sucesso de Tungstênio e Talco de Vidro: foi desde o início um entusiasmado divulgador do Cumbe na Europa. Não é coincidência que a editora francesa do D’Salete seja a mesma do Quintanilha.

A atual cena brasileira é resultado do esforço dos artistas; de editores como o Claudio Martini (Zarabatana), que seguiram publicando quadrinhos autorais mesmo em momentos bem difíceis da economia; dos fanzines, blogs e da porção da imprensa especializada que fez mais do que vestir a camiseta da Marvel; dos organizadores dos eventos – como o FIQ, a Bienal de Curitiba, as Jornadas Internacionais de Quadrinhos, os Encontros Lady’s Comics – que não são apenas festas de consumo, mas momentos para apresentação de novos autores e troca de ideias a respeito de como viabilizar a produção e divulgação dos quadrinhos não industriais; dos cúmplices dentro de secretarias de cultura e entidades diversas que deram um jeito de enfiar os quadrinhos nas programações. É um esforço até internacional, porque envolve também editores, agentes, tradutores e jornalistas gringos.

O principal elemento da base econômica desse boom foi o investimento governamental em programas de compras de livro para bibliotecas, subsídios para edições, subsídio para traduções de livros brasileiros no exterior, promoção de eventos e tal. O PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola), principalmente, teve um papel chave nesse boom. O outro elemento fundamental para a euforia na área dos quadrinhos foi, é claro, o crescimento do mercado interno brasileiro nos anos do lulismo. Esses dois elementos estão em frangalhos depois do bombardeio das “políticas de austeridade” impostas de maneira vacilante pelo governo Dilma e de maneira feroz pelo governo golpista.

“Políticas de austeridade”, reforma trabalhista, reforma da Previdência, cortes na Educação, Cultura e Saúde, liberação do trabalho escravo… tudo isso pode ser bom para latifundiários que exportam commodities (diminui o custo da mão de obra) e certamente é ótimo para os bancos, que ficam com um naco ainda maior do dinheiro do Estado. Mas é péssimo para o povo e, portanto, péssimo para quem vive de vender seus produtos para o povo. Como as livrarias.

A livraria em que a Veneta fez o lançamento do Cumbe, em 2014, não existe mais. Ficava na Vila Madalena, era especializada em quadrinhos e certamente uma das livrarias mais bonitas da cidade. Chamava-se Monkix. Seus donos, os irmãos Antonio e Marcelo Bicarato, queriam fazer do lugar uma referência do quadrinho autoral brasileiro. A Monkix fechou no início deste ano. Não foi a única loja especializada que fechou depois do Golpe. Várias outras fecharam.

A Monkix não apenas vendia quadrinhos. À maneira do que fazem a maior parte das livrarias especializadas, a Monkix fazia a divulgação dos quadrinhos nas suas redes sociais, promovia lançamentos, montava bancas em eventos, abria seu espaço para debates etc. E colocava em destaque, no balcão central, quadrinhos independentes que muitas vezes nem tinham como entrar nas grandes livrarias. É por tudo isso que as especializadas são agentes essenciais para a evolução dos quadrinhos no Brasil. Nomes de livreiros como o Jorge Rodrigues (Comix) ou a Mitie Taketani (Itiban) ou o Manassés Filho (Comic House) ou o Octávio da Costa (Gibiteria) ou os Utescher (Ugra) não estão nas capas dos gibis, nem nos créditos das graphic novels. Mas são pessoas essenciais para os quadrinhos brasileiros terem chegado onde chegaram. Como dono de editora, meu interesse muitas vezes é oposto ao deles. Brigamos de tempos em tempos por causa das condições de venda, por exemplo. Mas nunca perco de vista que a saúde da minha editora no longo prazo depende muito da saúde destas livrarias pequenas, especializadas.

Sei que algumas editoras, diante do trabalho que dá cuidar do Comercial, do controle de consignações, das emissões de notas, da logística (vender custa e muito), decidem simplificar e simplesmente vender seus livros em seu site, ou exclusivamente através de apenas uma grande livraria. Entendo, é mais fácil, cada um é cada um, mas eu acho que isso é um tiro no pé.

Vejo também que vários autores de livros criados com financiamento coletivo ou subsidiados pelo PROAC nem tentam fazer a distribuição em livrarias. Ouço falar de salas e garagens onde mofam caixas com centenas de livros que, afinal de contas, foram financiados com dinheiro público. Sei que, no caso do Proac, tem a cota que vai para a Secretaria para ser distribuída para as bibliotecas. Ótimo! Muito bom! Mas são as livrarias o ponto de encontro dos quadrinhos. Sem passar por elas, é muito grande a probabilidade do livro se tornar estéril, não ser conhecido por outros quadrinistas, não gerar outras obras. Se não quer passar pela chateação de aguentar editor interferindo na obra, se tem a certeza que pode fazer a divulgação sozinho, ótimo! Mas, por favor, arrume um jeito de dar a chance a seu livro de encontrar seu público, essa é uma responsabilidade social de autor.

Enfim, não dá para esperar: Fora Temer! Já! E leva junto o Henrique Meirelles!

Mas além daquilo que, como cidadãs e cidadãos, podemos fazer contra o Golpe, nós que temos interesse na sobrevivência dos quadrinhos brasileiros precisamos defender como pudermos as livrarias especializadas. Elas são nossos quilombos.”

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Hostage: leia depoimentos de Guy Delisle sobre a HQ que será publicada no Brasil em 2018 pela Zarabatana Books

O ano de 2018 já tem confirmado um de seus lançamentos mais importantes em língua portuguesa: a Zarabatana Books confirmou para o primeiro semestre do próximo ano a edição em português de Hostage, álbum de 436 páginas do quadrinista canadense Guy Delisle que em português ganhou o título Fugir – O Relato de Um Refém. A publicação foi uma das minhas leituras preferidas de 2017 e cheguei a comentar sobre a obra na minha matéria pro UOL sobre o primeiro volume de O Guia do Pai Sem Noção, do mesmo autor. O livro é uma longa adaptação para o formato de HQ de um relato dado a Delisle por Christophe André, funcionário da Médicos Sem Fronteiras que passou 111 dias em cativeiro na Chechênia após ser sequestrado no último dia de sua missão na região do Cáucaso em 1997. Repito: é, desde já, um dos principais lançamentos de 2018 no Brasil. Reúno a seguir algumas aspas de Delisle sobre a obra coletadas da minha entrevista com ele no mês de junho:

Sobre escrever pela primeira vez uma história protagonizada por outra pessoa: “Foi a primeira vez que isso aconteceu e eu já queria contar essa história há um bom tempo. Eu apenas continuava adiando porque estava fazendo os livros de viagens. Em determinado momento nós paramos de viajar tanto e achei que era a hora de focar nesse trabalho que queria fazer há tanto tempo. Há dois anos resolvi que deveria fazer ao invés de ficar apenas pensando nisso. Então tirei dois anos para trabalhar nesse livro, porque sabia que seria algo muito longo”

Sobre se colocar no lugar de Christophe André: “Eu já tinha pensando nisso antes mesmo de começar a trabalhar no livro. Quando eu conversava informalmente com ele já ficava imaginando ‘Uau! O que eu faria na situação dele?’. Mesmo antes da ideia do livro existir eu já me relacionava com a história do Christophe. Todo mundo pode se relacionar com a ideia de ser sequestrado de alguma forma, você está no lugar errado e no momento errado e então vira um refém. Então é uma história muito envolvente e achei que seria interessante de contar em formato de história em quadrinhos. E sobre a forma como você reagiria em uma situação como aquela: na verdade é impossível saber. O Christophe me explicou que não era a mesma pessoa que passou aquele período sequestrado. No período em que passou sequestrado ele estava sob muito estress e apenas reagia diferente da forma como reagiria em uma situação cotidiana de sua vida normal. Por mais que você pense “eu faria isso ou aquilo”, você agiria de outra forma naquela situação, você também seria outra pessoa”

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Sobre a produção do quadrinho: “Eu sempre mantive contato com o Christophe e estamos lançando o livro juntos aqui na França. Enquanto fazia o livro eu mandava as páginas para ele e ele lia e me retornava com alguns comentários. Eu não queria que ele recebesse o livro pronto e dissesse que eu deveria ser mais preciso em relação a alguma coisa ou que isso e aquilo não havia acontecido. Pra evitar isso eu enviava as páginas enquanto produzia e fizemos algumas mudanças aqui e ali. Para mim era muito importante que fosse o mais fiel possível à realidade”

Sobre as cores da HQ: “No Crônicas de Jerusalém também tem algumas cores. Eu gosto de cores, mas a estética desse livro é de pouco texto e de desenhos muito simples. Queria que as cores também fossem simples. Eu queria que tudo fosse tão simples quanto o contexto no qual o personagem estava vivendo. A comida era simples, ele não tinha mais nada. Enfim, queria simplicidade e o traço e as cores precisavam seguir isso. Pensei em fazer em preto e branco, mas fiz a capa e gostei do azul e achei que aquela cor dialogava com a situação”

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Sábado (18/11) é dia de Faísca em Belo Horizonte, com lançamento da 11ª edição da Série Postal

Ei, vai estar em Belo Horizonte no sábado (18/10)? Então deixo o convite pra você dar um pulo na Faísca – Mercado Gráfico. O evento rola das 11h às 17h, no Campus Liberdade da universidade Una (Rua da Bahia, 1764, Lourdes), com entrada gratuita. Estarei por lá na companhia do quadrinista Jão lançando a 11ª edição da Série Postal, marcando o último evento com a presença do projeto em 2017. Aliás, a Série Postal estará presente com exemplares limitados dos 12 números da coleção. Tudo de graça, leva quem chegar primeiro. Você confere a programação completa da feira e a lista com todos os artistas presentes na página do evento no Facebook.

Aliás, além de estar na Faísca distribuindo os postais, também vou participar de um bate-papo com o Jão com o título HQs e Restrições Criativas. A conversa rola a partir das 14h. Vamos falar sobre a criação do postal número 11, fazer um balanço do primeiro ano da Série Postal e refletir um pouco sobre os desafios enfrentados por cada autor durante a produção de seus quadrinhos para o projeto. Vai ser massa, cara. Vamos?

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Chris Ware e a produção de Monograph

Sei lá se tem alguma obra de arte mais incrível e impressionante revelada ao mundo em 2017 como Monograph. O livro é uma autobiografia ilustrada com reproduções de fotos e registros da vida, da carreira e das obras dos Chris Ware. É o meu quadrinista favorito expondo suas principais influências, opiniões e ideias. Desde a chegada do meu exemplar tenho tentado ler calmamente, não mais que uma ou duas páginas por dia, para que o livro dure ainda mais. Enfim, o Chris Ware deu uma entrevista pro jornalista e apresentador Charlie Rose sobre o livro recém-lançado pela editora Rizzoli. Dá o play:

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A capa de Formigueiro, HQ de Michael DeForge publicada no Brasil pela Mino

Taí a capa de Formigueiro, a edição brasileira de Ant Collony do Michael DeForge. O álbum é uma das belas surpresas anunciadas para esse final de ano, uma investida muito acertada da editora Mino com tradução do quadrinista Diego Gerlach. Tem muita coisa boa prevista pra esses últimos meses de 2017 e esse aqui é obrigatório. São 112 páginas e o livro custa R$ 79,90. Deixa passar não.

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Felipe Nunes e a produção do 10º número da Série Postal

Reúno por aqui a íntegra do meu papo com o artista Felipe Nunes sobre a produção do 10º número da Série Postal. Conheço poucos quadrinistas tão empenhados com seus trabalhos, em refletir sobre o que está fazendo, quanto o autor dessa antepenúltima edição da coleção. É sempre muito interessante ler/escutar o que o Nunes tem a dizer sobre as criações dele. Como tenho feito desde o início da Série Postal, publiquei as falas do artista primeiramente lá no site do projeto e agora reproduzo a versão completa por aqui. Saca só:

“Eu levei alguns dias pra finalizar o postal, não estava fazendo nada na época. Tinha acabado de fazer O Segredo da Floresta, um gibi que era de um outro roteirista, então eu estava num hiato. Depois de não ter escrito nada no ano passado, eu queria tentar incorporar coisas novas no meu trabalho. Aí fiz um quadrinho autobiográfico. Eu tinha passado pelo término do meu namoro e achei que era um boa oportunidade para expressas o que eu sentia naquele momento”

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“Talvez seja o meu primeiro quadrinho em alguns anos só protagonizados por pessoas. O próprio O Segredo da Floresta tem algum tipo de realismo fantástico, com personagens meio mágicos, e por mais que eu não tenha escrito e não ache uma história tão potente é de alguma forma o final desse ciclo. Talvez agora eu esteja fazendo o meu trabalho definitivo dessa onde de animais, mas não de fábulas familiares. O postal foi importante também pra pensar quadrinhos em que eu protagonize, tentar mudar um pouco a linguagem e não ficar preso nessa ideia de que eu tenho que seguir uma fórmula… Eu fico muito incomodado com o meu trabalho, tô fazendo agora um livro novo e pensando o quanto a gente insiste em uma linguagem ou em soluções e estruturas narrativas”

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“Eu sempre pensei o postal como uma página. Eu me esforço muito pra tentar deixar o meu desenho mais sintético e eficiente, sem muitos problemas narrativos. Eu sou meio obcecado por isso no meu trabalho. Tenho um pouco de facilidade de resumir minhas ideias e deveria praticar mais isso, é uma coisa que reflito nos meus quadrinhos longos, mas numa perspectiva mais ampla. Pensando caras que eu gosto muito, como o Jason e o Christophe Blain, eles têm um timing narrativo muito bom, muito eficiente e eu me baseio no trabalho deles de diferentes formas, como escolher intervalos precisos – talvez isso seja uma influência de uma narrativa mais didática que eu tenho”

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“Eu tinha acabado de me mudar pro meu atual apartamento e foi uma ideia que surgiu. Queria tentar fazer uma analogia entre a minha casa e o meu corpo. Achei que seria interessante dividir em blocos para contextualizar a sensação de estar ali. A primeira coluna é a introdução da história, encaixando a sensação no lugar, de eu abaixar a luz da tela, mostrar o horário, a minha cara e eu descalço. Fazer esses três blocos de informação, sendo a segunda coluna esse desenho grande foi justamente pra ambientar o apartamento vazio e criar um padrão com o taco do chão. Quando eu penso no ritmo de um quadrinho eu penso igual a um compasso de música. O postal é um pouco ritmado, com todas as colunas acontecendo em um tempo específico”

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“Eu queria criar um clima com essa borda azul. Eu nunca fui um bom colorista pra falar a verdade. Ano passado eu tive a obrigação de começar a colorir pra nova versão do Dodô, que vai sair agora na Polônia e em Portugal. Tive de aprender e passei a parar de tentar ser naturalista na cor e tentar realmente a começar a entender como criar clima pra cor e ali eu precisava desse ambiente mórbido. O branco ia tirar um pouco desse contraste. Talvez eu pudesse ter feito tudo preto, que também criaria um contraste ótimo. São um pouco sensitivas demais as minhas intenções nesse quadrinho. O objetivo era que não fosse uma HQ good vibe”

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“Eu gosto do meu postal. Hoje talvez eu fizesse um pouquinho diferente, mas eu gosto dele. Eu pensei como uma página na horizontal, em função do verso do postal. Não foi algo que sofri pra fazer, nem planejei muito. Fiz umas duas versões, no máximo. Eu não costumo muito fazer muitas versões e rascunhos. Eu penso muito antes de fazer e quando faço já é uma versão quase definitiva”

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Estão abertas as inscrições para o curso Criando Quadrinhos, com o quadrinista João Pinheiro, em São Paulo

Estão abertas as inscrições para o curso Criando Quadrinhos, organizado pelo quadrinista João Pinheiro. São quatro aulas, com duas horas de duração cada, entre os dias 4 e 7 de dezembro, sempre das 19h às 21h, na sede da editora Veneta, no centro de São Paulo. São 20 vagas e a matrícula sai por R$300. Beeem massa, hein? Keuroac, Burroughs e Carolina são grandes quadrinhos e o João Pinheiro é um dos artistas mais interessantes da atual cena brasileira de HQs. Eu acho uma tremenda oportunidade pra aprender sobre gibis com um dos melhores. E só pra não deixar passar, segundo o pessoal da Veneta, esse é a apenas o primeiro de uma série de cursos organizado na sede da editora. Promissor isso, hein? Ó a sinopse do curso do João Pinheiro:

Criando Quadrinhos, por João Pinheiro

1º aula
-Introdução às Histórias em Quadrinhos, análise de gibis clássicos e contemporâneos
-Linguagem visual icônica dos quadrinhos (imagens narrativas, ritmo, composição, clareza e persuasão)
-Ferramentas básicas de trabalho
-Atividade: desenho espontâneo de signos sugeridos

2º aula
-Análise de HQs industriais (Disney, Maurício de Souza, Marvel e DC)
-Anatomia expressiva
-Cartuns de um quadro
-Realismo e estilização
-Página simples
-Atividade: Das coisas nascem as coisas. Refazer uma página de quadrinhos a partir de uma pré-existente, aplicando alterações na forma e no conteúdo, a fim de criar uma nova página original

3º aula
-Uso de referências – documentação (das coisas nascem as coisas – “plágio ?”)
-Ideia, o primeiro átomo
-Desenvolvimento da ideia – argumento, storyline
-Roteiro
-Atividade: produção de HQ

4º aula
-Atividade: produção de HQ

Dias 4, 5, 6, 7 de dezembro – das 19h às 21h
Local: Editora Veneta – Rua Araújo, 124, 1º Andar, República, São Paulo, SP
Valor: R$ 300,00
Público: interessados por quadrinhos a partir de 12 anos.
20 vagas
Material incluído

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3ª (14/11) é dia de lançamento de Angola Janga – Uma História de Palmares e bate-papo com Marcelo D’Salete na Ugra

Ó, anota aí, programão pra amanhã (3ª, 14/11): o Marcelo D’Salete lança o aguardado Angola Janga – Uma História de Palmares na loja da Ugra aqui em São Paulo. A partir das 18h, antes da sessão de autógrafos, eu estarei por lá junto com o Lielson Zeni pra conversar com o quadrinista sobre as origens do projeto e a produção do quadrinho. Já comentei por aqui como considero esse álbum novo do autor de Cumbe e Encruzilhada a HQ brasileira mais importante publicada no país em 2017 e acho essa uma tremenda oportunidade pra ouvir ao vivo o que ele tem a dizer sobre o livro. De prévia, recomendo a minha matéria pro UOL sobre a HQ.

Mesa de Dissecação: Marcelo D’Salete + lançamento Angola Janga
Quando: 3ª, 14 de novembro, a partir das 18h.
Onde: Ugra (Rua Augusta, 1371, loja 116, Galeria Ouro Velho).
Página do evento no Facebook.
Grátis.

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Sábado (11/11) é dia de Feira Miolo(s) na Biblioteca Mário de Andrade em SP

Ó, anota aí, programão pra quem estiver em São Paulo amanhã (11/11): sábado rola a edição de 2017 da Feira Miolo(s). O evento começa às 11h e vai até 23h, lá na Biblioteca Mário de Andrade, no centro da cidade. A Miolo(s) é das feiras de quadrinhos e publicações independentes mais legais que você vai encontrar por aí, a curadoria do evento é ótima e os papos que rolam ao longo do dia também valem muito a pena. A lista completa dos expositores você confere aqui e a íntegra da programação tá disponível lá na página do evento no Facebook.

Eu destaco duas mesas que me chamaram atenção: o papo Falando de Falar Sobre Quadrinhos, com os meus amigos do Balbúrdia, Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro, e também Colaboração e Subversão na Cena de Quadrinhos e Ilustração Independente na Inglaterra, com Ligaya Salazar, uma das organizadoras do ELCAF – festival londrino sobre o qual já comentei bastante aqui no blog. E aí, quem vai?


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