Vitralizado

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A capa de A Boca Quente – Parte #2

O Shiko acabou de divulgar no Facebook a capa do segundo volume de A Boca Quente. Gostei pra caramba do primeiro número da série e aguardo ansioso essa continuação. Pela descrição presente ali em cima, a promessa é de continuidade na investida sci-fi com ares pulp da edição de estreia, sobre um garota em busca de vingança numa trama que remete a uma mistura maluca de Drive com Kill Bill, algo de Luc Besson e um pouco da distopia de Blade Runner. Quero muito ler.

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Traço: três noites de HQs, músicas e reflexões sobre produção e consumo de arte e cultura em Belo Horizonte

Acompanhei durante três noites em Belo Horizonte os quatros debates e sete shows da mais recente edição do festival Traço – Música e Desenhos ao Vivo*. Cerca de uma semana antes do evento começar, publiquei por aqui uma entrevista com o Jão, quadrinista e um dos organizadores do Traço junto com a jornalista Helen Murta. No meu texto, foquei no principal chamariz do festival, a reunião em um mesmo palco de músicos e quadrinistas/ilustradores nacionais. No término da minha primeira noite em BH ficou claro para mim que a proposta do evento é bem mais ampla: a reunião entre autores de HQs/desenhistas e músicos é a síntese de um encontro que se propõe a debater os rumos da forma como se vende, consome e pensa arte e cultura nos dias atuais.

Antes dos shows realizados no palco da casa A Autêntica entre os dias 4 e 6 de agosto, quadrinistas, músicos e produtores de diversas áreas de atuação debateram questões relacionadas ao mercado editorial, à receptividade do público a obras autorais e à busca por novas possilidades de fazer arte e viver de cultura.

Sara Não Tem Nome com Lovelove6 (Foto: Luiz Carlos Oliveira e Luiza Palhares)

Sara Não Tem Nome com Lovelove6 (Foto: Luiz Carlos Oliveira e Luiza Palhares)

Em seguida, as apresentações casadas entre ilustradores, bandas e cantores refletiam algumas dessas mesmas questões, colocavam artistas em ação fora de suas zonas de conforto e propunham novos cenários e perspectivas para o uso de suas respectivas linguagens. Ao longo dos três dias de evento, foram apresentadas parcerias entre Di Souza e Criola, Iconili e André Dahmer, Fadarobocoptubarão e Jão, O Lendário Chucrobillyman e Rafael Coutinho, Astigmatrio e Alves, Sara Não Tem Nome e Lovelove6 e Curumin e Karina Buhr. Variou de show para show a dinâmica entre quadrinistas/ilustradores e seus colegas de apresentação: enquanto alguns dos desenhistas pareciam ter elaborado seus trabalhos antes de cada show, outros pareciam ter subido ao palco dispostos a conceber ao vivo suas ilustrações.

Debate com Gabriela Carvalho, Ione de Medeiros, Jonnatha Horta Fortes, Leo Moraes, Rodrigo Cunha e Helen Murta (Foto: Luiz Carlos Oliveira)

Debate com Gabriela Carvalho, Ione de Medeiros, Jonnatha Horta Fortes, Leo Moraes, Rodrigo Cunha e Helen Murta
(Foto: Luiz Carlos Oliveira)

Após o meu retorno de Belo Horizonte, mandei um longo email com várias perguntas aos dois responsáveis pelo evento. Helen Murta e Jão fizeram um balanço sobre a mais recente realização do Traço, casada com uma edição da feira de publicações independentes Faísca – ambos eventos realizados pela Pulo Comunicação e Arte (produtora cultural de propriedade dos dois). Eles também comentaram alguns dos tópicos mais constantes debatidos durante as conversas entre seus convidados. Recomendo a leitura da minha entrevista curta com o Jão feita previamente ao evento e um assistida no vídeo a seguir, que lista a programação do Festival. Depois, tira um tempinho aí pra ler o nosso papo, conversa bem boa mesmo. Ó:

Eu queria que vocês falassem um pouco de cada performance durante os shows, tanto das bandas quando dos artistas. Em relação aos quadrinistas, foram dinâmicas muito diferentes. A maior parte delas parece ter sido freestyle, outras parecem ter sido pensadas previamente aos shows e outras em parceria com os músicos. Alguma apresentação específica chamou a atenção de vocês? Jão, em relação ao seu trabalho durante o show do Fadarobocoptubarão: o quanto você já tinha pensado da sua ilustração quando começou a criar?

Helen: Tenho bastante dificuldade em destacar uma apresentação. Escolhemos os trabalhos para estarem ali por realmente gostarmos de cada um deles, e pela vontade de vê-los em outros âmbitos, que não o da produção particular de cada desenhista ou de cada banda.

De qualquer forma, penso em um destaque como um todo. Depois que pensamos a junção das bandas e desenhistas, lá na fase de pré-produção do festival, mesmo já tendo em mente que cada performance será uma experimentação – que o trabalho de música e desenhos realmente vai surgir na hora, sendo ele planejado previamente ou não –, o que acontece ao vivo sempre me surpreende. Pra mim, é esta a melhor parte do Traço: as apresentações serem inusitadas, inesperadas, mesmo pra quem criou e organiza o festival.

Di Souza com Criola (Foto: Luiz Carlos Oliveira)

Di Souza com Criola (Foto: Luiz Carlos Oliveira)

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Cinema

Girl Asleep: “Uma mistura de Napoleon Dynamite com Onde Vivem os Monstros e ares de Wes Anderson”

Peço licença à minha política anti-trailer por aqui pra divulgar essa prévia de Girl Asleep. Não sei vocês, mas não resisti ao ver esse vídeo de uma comédia australiana definida por um crítico da Variety como “uma mistura de Napoleon Dynamite com Onde Vivem os Monstros e ares de Wes Anderson”. Se bobear nem chega nos cinemas por aqui, pelo menos lá no Imdb não tem data definida no Brasil, mas aguardo ansioso. Ó o trailer:

HQ

Rumor: o lançamento em São Paulo do livro de Pedro Franz com o grupo Cena 11

O Pedro Franz lança amanhã (23/8) a noite aqui em São Paulo o livro Rumor, parceria dele com o pessoal do grupo Cena 11. O evento tá marcado pra começar às 20h, lá no Auditório do Parque Ibirapuera, com a distribuição dos ingressos marcada pra ter início uma hora antes. Como o quadrinista já tinha me explicado na entrevista que fiz com ele no início do ano, a publicação é uma mistura de registro documental com ficção do período em que ele passou acompanhando a montagem e os ensaios do espetáculo Protocolo Elefante – que será apresentado também lá no Ibirapuera a partir das 21h. Você lê mais sobre a peça aqui e o lançamento do livro aqui. E sempre recomendo uma (re)leitura do meu papo com o Pedro Franz.

HQ

O 4º cartaz da Bienal de Quadrinhos de Curitiba, por Sirlanney

E segue a série de cartazes da Bienal de Quadrinhos de Curitiba. Depois de uma arte do Marcello Quintanilha, outra do Adão Iturrusgarai e uma terceira assinada pela Power Paola, a mais recente e de autoria da Sirlanney – que terá o Magra de Ruim republicado pela Lote 42. Faltando pouco mais de duas semanas pro início do evento, tô no aguardo da programação e torcendo bastante pra rolarem outros cartazes no mesmo naipe dos que deram as caras até o momento, tão matadores.

HQ / Matérias

As muitas escolhas e técnicas das seis autoras de Topografias

Já falei por aqui que considero Topografias um dos grandes gibis publicados no Brasil em 2016. Conversei com a seis autoras do álbum (Julia Balthazar, Bárbara Malagoli, Lovelove6, Mariana Paraizo, Puiupo e Taís Koshino) e transformei o nosso papo em matéria publicada na Rolling Stone de agosto, que acabou de chegar nas bancas. Acho que vale a investida, viu? Tem umas falas bem legais das quadrinistas por lá. Aí depois chega aqui e dá mais uma lida na entrevista que fiz com elas quando a obra saiu.

HQ

SPX 2016, por Tom Gauld

Já tinha publicado por aqui a arte produzida pelo Jim Woodring pro cartaz da edição de 2016 da Small Press Expo. Agora os organizadores da convenção revelaram o trabalho assinado pelo Tom Gauld que vai estampar a capa do folheto com programação do evento. Sempre falo que a SPX é dos encontros de quadrinhos que mais quero ir um dia – e essa de 2016 vai ser bem foda, com várias palestras, debates e lançamentos celebrando os 40 anos da Fatagraphics. Volto a recomendar o tumblr do evento pra dar uma sacada no que vai rolar entre os dia 17 e 18 de setembro em Bethesda, Maryland.

HQ

Kung Fu Ganja: a próxima história em quadrinhos de Davi Calil

O Davi Calil acabou de anunciar no Facebook: a próxima HQ dele será batizada de Kung Fu Ganja. Junto com o título, ele também revelou essa imagem aqui em cima. Acho que levando em conta o grau de piração de trabalhos como Uma Noite em L’Enfer e Surubotron, dá pra dizer que ninguém ficou surpreso com o nome desse projeto novo, certo? Segundo o Calil, o roteiro já tá pronto e agora ele começa a ilustrar. Aguardemos.

Cinema / HQ

Lobo Solitário, por Paul Pope

Vi lá no Facebook: o Paul Pope será o responsável pela arte da capa da nova edição coleção Criterion para o filme de 1972 de Lobo Solitário. A ilustração produzida pelo quadrinista norte-americano é essa aqui em cima – que ganhou outras cores em sua versão final. As caixinhas com três blue-rays e cinco DVDs já estão em pré-venda, mas chegam às lojas só dia 8 de novembro. Lá no site da Criterion dá pra ver todos os extras que virão nos discos, mas também recomendo uma passada na conta do Paul Pop no Instagram para conferir umas artes que imagino que devem estar presentes nos extras dos boxes.